Dezembro de 2005

 

 

EDITORIAL

Perspectivas melhores em 2006

 2005 ACABOU. É hora de se fazer seu balanço e começar a pensar no ano que está iniciando.

        SEM CAIR NO LUGAR COMUM, não há como negar que o crescimento do PIB, próximo a 2,5%, em 2005, não é um número muito animador, principalmente se for levada em conta a necessidade que o País tem em relação à geração de empregos.

        ENTRETANTO, SE ANALISARMOS a verdadeira catástrofe que parecia iminente quando teve início a crise política (CPMI’s, etc..), temos, na verdade, motivos para ficarmos otimistas.

        APENAS ALGUNS EXEMPLOS: o Banco Central vêm, efetivamente, baixando a taxa de juros; nossa Balança Comercial nunca foi tão superavitária como agora (apesar da supervalorização do Real); o chamado “risco Brasil”, nem se fala: nunca esteve em níveis tão baixos como atualmente.

        QUANTO AO SETOR PETROQUÍMICO, conforme pronunciamento recente do Pres. do Siresp, José Ricardo Roriz Coelho, no site da entidade (ler a íntegra do pronunciamento em “A palavra do Presidente”  no endereço www.siresp.org.br) :

        “Apesar do cenário interno, houve crescimento de 2% na produção nacional de resinas: cerca de 4.150 milhões de toneladas. Elevação também no consumo aparente (produção + importação - exportação), 1,6% a mais que em 2004, passando de 3.780 milhões de toneladas para 3.793,8 milhões de toneladas este ano.

        No acumulado de janeiro a dezembro, estima-se que as vendas internas de PEBDL cheguem a quantidades 2,2% maiores que em 2004. Projeções apontam incremento na venda interna também do polietileno de alta densidade (PEAD) e do poliestireno (PS), em 1,2% e 0,2%, respectivamente.

        A indústria de insumos petroquímicos trabalhou com 94% de sua capacidade instalada. O Siresp estima que o consumo per capita de plástico aumente, este ano, dos atuais 23,2 kg/hab/ano, para 25 kg.”

        JÁ PARA OS TRANSFORMADORES, especialmente, as coisas não andaram boas, como destacou Merheg Cachum, durante o XXII Encontro Nacional do Plástico, em 09/12 (ver reportagem na pág. 7 dessa edição).

        COM RELAÇÃO A 2006 há um consenso: será um ano eleitoral, tradicionalmente conhecido pelo aumento considerável de investimentos públicos (ou seja, o Governo ira injetar, certamente, mais dinheiro no mercado), os juros continuarão sua trajetória de queda, a pressão da inflação será menor e, portanto, tudo indica, mais favorável, também, para o crescimento do setor petroquímico/plástico.


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