FEVEREIRO DE 2003


Clariant quer atrair empresas para o site industrial de Suzano

Grupo MBP, fornecedor da empresa, instala unidade no complexo;
Idéia é compartilhar o espaço e a infra-estrutura existentes para diminuir custos

 

        A Clariant, uma das maiores empresas mundiais de especialidades químicas, está empenhada em atrair novas empresas para se instalarem em seu complexo industrial de Suzano. No último dia 04 de fevereiro, foi inaugurada no complexo uma unidade do Grupo MBP, um dos fornecedores da Clariant, para industrialização de Bombonas Plásticas.

        O grupo, originário da Metalúrgica Barra do Piraí, de produção e reciclagem de embalagens e distribuição e serviços em aço e resinas plásticas, vai produzir na nova fábrica 330 toneladas de polietileno por mês, dos quais 70% serão destinados à própria Clariant.  


Industrialização de bombonas plásticas

         Segundo Daniel Sindicic, gerente de Infra-estrutura da Clariant em Suzano, as negociações para a instalação da nova unidade começaram em 2000 e integram a estratégia da empresa de promover, tanto no site de Suzano como no de Rezende, no Rio de Janeiro, a instalação de outras indústrias transformando a área num verdadeiro complexo industrial do setor. “A grande vantagem é a redução dos custos fixos que passam a ser compartilhados”, explica.  

         Atualmente, cinco outras empresas já compartilham com a Clariant as facilidades do Complexo Industrial de Suzano, o mais importante da América Latina no setor químico. O condomínio foi formado sobre as instalações do grupo alemão Hoechst.

        Depois que, em 1997, a empresa se uniu à suíça Sandoz, dando origem à Clariant, algumas divisões de negócios foram vendidas pela Hoescht  e continuaram a operar no local. É o caso das empresas Agfa, Dystar, e Ticona. Também estão instaladas no condomínio a Air Liquide, Solutia Vianova.

        Segundo Sindicic, o site de Suzano tem ainda disponível mais de 50% sua área, de 705.500 m2 estrategicamente localizados a 40 quilômetros de São Paulo, próximos às Rodovias Dutra e Ayrton Senna. Os terrenos disponíveis são cedidos em comodato e a economia nas despesas com infra-estrutura é significativa.  

         A tarifa de água, por exemplo, pode ser reduzida em até 20% em relação aos preços de São Paulo, já que é a própria Clariant que capta e trata a água do Rio Tietê para fornecer ao condomínio. Os gastos com energia elétrica também podem diminuir de 20% a 30% pela tarifa diferenciada para grandes consumidores, assim como os preços para o gás, vapor, gelo, ar comprido, nitrogênio e outras utilidades.  

        No caso do Grupo MBP, a sexta empresa do site, o presidente Ronald de Carvalho, espera uma redução de 8% nos custos fixos em suas novas instalações, devido à infra-estrutura pré-existente e ao compartilhamento das despesas por meio de um sistema de condomínio, além das vantagens de logística.

         Com 4.000 mil m2 de construção numa área total de 15.000 m2, a fábrica da MBP vai atender às necessidades da Clariant e direcionar o excedente da produção para os clientes de São Paulo.

 

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