Fevereiro de 2004

 


EDITORIAL

Quando passar o carnaval...

        NÓS, BRASILEIROS, temos a mania de achar que certas tradições são imutáveis e, muitas vezes, repetimos “chavões” que há muito vêm transmutando-se por completo.

        É O CASO da famosa “verdade” absoluta, repetida, inclusive, muitas vezes, pelos órgãos de inforamção (leia-se: mídia escrita, televisiva, etc..), de que o “Brasil só começa a trabalhar depois do carnaval”.

        ISTO PODE SER até parcialmente verdade para certos setores governamentais ou do funcionalismo público. Para a iniciativa privada, entretanto, de há muito que as coisas vêm mudando.

        A CONSTATAÇÃO  de que o País “real”, cada vez mais, não pode se dar ao luxo de fechar as portas ou trabalhar a “meia bomba” até a passagem do chamado “triduo momesco” já havia sido detectada por nós do JORNAL DE PLÁSTICOS, através do número de consultas que chegam a nossa redação, mesmo antes da “folia”.

        ESSTE ANO, entretanto, a derrubada dessa falácia surpreendeu.

Para que se tenha uma idéia, mesmo no dia 20 de fevereiro (sexta- feira, véspera, portanto, do carnaval), 5(cinco) empresas entraram em contato conosco para solicitar informações sobre matérias primas e máquinas usadas, provenientes de Pernambuco, Minas, Paraná e Santa Catarina!

        MAS NÃO É SÓ ISSO: na 4a. feira de cinzas (pela manhã!), 3(três) utilizaram os serviços do JP, provenientes de São Paulo, Rio e Espírito Santo.

        ALÉM DE NOS orgulharmos desses números, o que demonstra  de maneira cabal o grande serviço que prestamos ao parque fabril nacional dos plásticos, há uma nítida sinalização, também, de que o mercado está apostando na recuperação econômica mesmo com o “pé no freio” das últimas reuniões do Copom e com as nuvens cinzentas da crise política que atingiu, em cheio, a segunda figura de realce do Governo Federal.

        POR FALAR EM CARNAVAL, também gostaríamos de aproveitar para ressaltar que nunca se “usou e abusou” (no bom sentido é claro!) tanto de artigos  plásticos como nos desfiles,  principamente, no das Escolas de Samba do RJ.

        A UTILIZAÇÃO deixou de ser a óbvia, como na de laminados , ou esculturas em PS expandido(isopor). Os “carnavalescos” responsáveis pelas alegorias e adereços das agremiações utilizaram, de maneira engenhosa, artigos plásticos (com outras funções originais) para abrilhantar o desfile: foi o caso, p.ex., de tubos de PVC tranformados em “cana de açúcar”, copinhos de plástico que, agrupados, formavam “cogumelos” e colheres plásticas (sem o cabo)  como “escamas de peixe”.


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