Fevereiro de 2005


NOTAS SINTÉTICAS

 EM 2005,OS PRODUTOS PETROQUÍMICOS deverão ter reajustes menores em seus preços no mercado internacional, em comparação aos  sofridos durante o ano passado. A queda de preço das comodities petroquímicas está prevista somente para 2010, quando os projetos de expansão da capacidade de produção das mesmas deverão estar em operação.

A BASF VENDEU SUA UNIDADE DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS, situada em Resende (RJ), para cerca de 180 funcionários. Tal unidade deverá ser chamada de SoluCia. Com o objetivo de investir mais em sua unidade em Guaratinguetá (SP), a Basf afirma que a SoluCia tem grande potencial para fabricação de produtos químicos e de princípios ativos e será fornecedora da própria Basf e de utras empresas químicas e farmacêuticas.

A DOW BRASIL S/A, SUBSIDIÁRIA da americana Dow Chemical Co., deverá ser sócia da Petrobras e da Elekeiroz no projeto de construção do pólo de ácido acrílico, em Belo Horizonte (MG). O início de operação da fábrica deverá ocorrer em 2009 e ela poderá produzir mais de 130 mil tons/ano de ácido acrílico, acrilato e polímeros super-absorventes (SAP), utilizados na fabricação de fraldas descartáveis.

O ESTADO DO RIO DE JANEIRO ESTÁ INVESTINDO na produção de látex para a indústria da borracha, com o plantio de seringueiras em municípios do interior, como Silva Jardim. Segundo a Pesagro-Rio (Empresa de Pesquisa Agropecuária), o Rio de Janeiro possui grandes áreas aptas ao plantio de seringueiras e, com isso, pode se preparar para entrar no mercado de créditos de carbono previsto pelo protocolo de Kyoto.

SEGUNDO A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMBALAGENS (Abre), em 2004, o faturamento desse setor cresceu mais de R$ 4 bilhões em relação ao ano anterior, apesar de ter sofrido uma queda de produção no primeiro semestre. Cabe lembrar que a participação dos segmentos dentro desse setor encontra-se assim estabelecida: plástico (mais de 31%); papelão (mais de 30%); metálica (mais de 22%);assim por diante, até chegar ao vidro (mais de 2%).

O PRESIDENTE DA VENEZUELA, HUGO CHÁVEZ, afirmou que sua estatal de petróleo, a PDVSA, deverá vender suas oito refinarias que estão nos EUA. Esse seria mais um passo para a diminuição da dependência da Venezuela dos Estados Unidos, que compram 50% da produção do petróleo venezuelano. Hugo Chávez justifica essa medida afirmando, também, que não há nenhum trabalhador venezuelano nessas refinarias.

ENQUANTO ISSO, SEGUNDO ACORDOS ESTABELECIDOS entre o Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e o Presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva, a PDVSA (Petróleos da Venezuela S/A) e a Petrobras estão firmando 11 protocolos de intenções para a construção de uma refinaria no nordeste brasileiro, que irá processar tanto o óleo nacional como o venezuelano. As quantidades de óleo que cada empresa poderá refinar irá variar de acordo com sua participação acionária na refinaria.

AINDA SOBRE A PETROBRAS: ELA E A REPSOL ESPANHOLA estão negociando uma parceria com o objetivo de compartilhar os investimentos necessários para o desenvolvimento da produção de gás na bacia de Santos (SP), maior reservatório de gás natural no Brasil. A Petrobras e a Repsol já são parceiras na Argentina e na Bolívia, onde partilham também a sociedade com a francesa Total.

A PETROBRAS E O GRUPO ULTRA DEVERÃO DEFINIR, até março de 2005, a localização da nova unidade de petroquímicos básicos, que produzirá matérias-primas a partir do óleo pesado da Bacia de Campos (RJ). Estão sendo aventados os municípios de Itaguaí e de Campos, no Estado do Rio, e, em hipótese mais remota, São Sebastião (SP). Esse mega-projeto poderá ser integrado por empresas de terceira geração (transformadores).



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