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Fevereiro de 2006 |
O Redesenho do Setor Transformador de Plásticos
e a Governança Corporativa (IV) |
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Prosseguimos com a série de entrevistas com José Simantob Netto sobre esse tema. As anteriores, publicadas nas edições de outubro, dezembro/2005 e janeiro/2006, tiveram grande repercussão, principalmente nas empresas de terceira geração da cadeia Petroquímica gerando vários e-mails para jsimantov@ig.com.br, solicitando a remessa gratuita do Código das Melhores Práticas da Governança Corporativa, editado pelo IBGC: |
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JP - Na entrevista anterior, o Senhor mencionou que “talvez, a segunda geração devesse estimular as empresas da terceira geração em processos de perenização”. Como isso poderia ser feito? Simantob - A segunda geração, cujas empresas são mais profissionalizadas em termos de Governança, poderiam ajudar a desenvolver condições para sobrevivência, crescimento e perenidade das empresas transformadoras de plástico que sejam seus clientes estratégicos. Este tipo de parceria fornecedor /cliente poderia se efetivar mediante transferência de know how para implantação das “Melhores Práticas de Governança Corporativa” e, em seqüência, apoio para obtenção de financiamento, crédito ou capital de risco, objetivando saneamento financeiro e/ou investimento para expansão/modernização em condições competitivas. JP - Que tipo de apoio para obtenção de recursos seria este? Simantob - Por exemplo, após implantação da Governança Corporativa, os grandes Players da produção de resinas poderiam ajudar seus clientes estratégicos identificando, recomendando e buscando capitais segundo características individuais dos transformadores nas seguintes fontes:
JP - Como a Governança Corporativa poderia ajudar neste processo? Simantob – A Governança Corporativa poderia ajudar a preparar as empresas transformadoras para que elas possam oferecer ao investidor de mercado ou estratégico aquilo que ele procura, ou seja:
JP - Que oportunidades existem hoje no Brasil? Simantob - Em primeiro lugar, há uma grande disponibilidade de capitais no mundo para aplicação em projetos com potencial de retorno. Além disto, “estão de olho” no Brasil. Em segundo lugar eles encontram oportunidades , tais como:
JP - Já existe cultura para este redesenho no setor principalmente tendo em vista a acirrada concorrência por vezes predatória? Simantob - Esta cultura irá se implantar em todos os setores transformadores e não apenas no do Plástico. Será apenas uma questão de tempo. Tem muita gente aculturada para novos dias, mas também tem muitos que, infelizmente, ainda não ouviram falar ou não acreditam em Super Receita ou Super Computadores da Receitas nas três esferas governamentais. JP - O que é possível fazer em termos práticos para criar uma cultura de sobrevivência, crescimento e perenidade de empresas no setor ? Simantob: Vamos abordar este assunto na próxima entrevista. |
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