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Fevereiro de 2006 |
VENDAS DE PRODUTOS QUÍMICOS E PETROQUÍMICOS
AUMENTAM 14,1% EM JANEIRO As vendas no setor de distribuição de produtos químicos e petroquímicos tiveram um aumento de 14,1% em janeiro, em comparação ao mês anterior, confirmando a tendência histórica das vendas em dólares do segmento. “Isto porque o mês de dezembro tradicionalmente mostra recuo nos índices de vendas, em razão das férias coletivas concedidas pelas indústrias consumidoras de matérias-primas e insumos, que nos últimos 30 dias do ano praticamente já produziram o planejado para suas entregas ao comércio varejista”, explica Rubens Medrano, presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos Químicos e Petroquímicos (Associquim) e do Sindicato do Comércio Atacadista de Produtos Químicos e Petroquímicos no Estado de São Paulo (Sincoquim). O desempenho de janeiro foi considerado, pela maioria dos informantes do Relatório Tendências, como superior ao esperado, tendo como o fator mais citado a já tradicional reposição de estoques dos produtores industriais. “Confirmada essa evidência, deve-se destacar que os últimos três meses do ano passado foram caracterizados por vendas bastante modestas de produtos e insumos químicos e petroquímicos. Em relação aos meses anteriores, outubro mostrou redução de 3,6%, novembro apresentou pequeno acréscimo de 2,6% e dezembro registrou queda de 9,4%”, lembra Medrano. Segundo o empresário, a previsão para o comportamento das vendas de fevereiro é de queda em relação a janeiro, em razão do pequeno número de dias úteis do mês, com expectativa de queda próxima a 8%. “Nos meses seguintes, espera-se que a economia mantenha índices positivos de crescimento, em função da possibilidade de queda nas taxas de juros”, diz o dirigente. Eleições e a economia Com relação às eleições, as empresas que participam do Relatório Tendências acreditam que dificilmente os fatores políticos poderão influenciar negativamente o rumo da economia neste ano, pois em 2005 observou-se uma desvinculação dos fatos não econômicos com o desempenho da atividade econômica. As exportações continuam a apresentar desempenho favorável acumulando saldos positivos na balança comercial, apesar do crescimento das importações. A inflação continua a apresentar comportamento bastante tímido, com elevação de preços de alguns itens considerados sazonais ou influenciados por algum fator relacionado a choques de oferta. A produção industrial apresentou crescimento no último mês de 2005, superando as previsões iniciais e sinalizando que poderá manter o ritmo de crescimento no início de 2006, puxado pela produção de setores importantes na composição do produto industrial, a exemplo da indústria automobilística que registrou crescimento surpreendente em janeiro. “Com estes fatores positivos aliados ao ano eleitoral — que poderá influenciar positivamente a economia a partir da liberação de verbas represadas em 2005 —, é provável que o aumento do investimento público provoque aumento na renda interna. Somando-se o efeito positivo do reajuste real do salário mínimo, que injetará na economia volume substancial de recursos, teremos um conjunto de fatores altamente positivos que deverá influenciar diretamente o desempenho deste ano”, conclui Medrano. |
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