JORNAL DE PLÁSTICOS - JANEIRO DE 2001

EDITORIAL

2001: OTIMISMO EM PERSPECTIVA REALISTA...


MUITO TEM SE APREGOADO sobre a melhoria de nossa situação econômica em 2000, o que de fato aconteceu, e as pesrpectivas positivas para 2001.
NÓS MESMOS, DO JORNAL DE PLÁSTICOS, em nosso último editorial, abordávamos esse tema e colocamos a opinião de nossos líderes setoriais expressas durante o “XVII Encontro Nacional do Plástico”.
ENTRETANTO, HÁ QUE SE LEVAR em conta, em relação a nossa economia como um todo, que os vários dados comparativos 2000 x 1999 distorcem, de certa maneira a realidade, pois 99 (ano da desvalorização cambial) foi o “fundo do poço” e, portanto, temos que fazer comparações levando-se em conta prazos maiores.
SÓ PARA EXEMPLIFICAR, se a comparação for efetuada com relação ao ano de 1994 (primeiro do Plano Real), 2000 terá apresntado melhoria, em certos índices, de maneira bem modesta quando não involuído.
É CERTO E ÓBVIO que, com relação a Taxa Anual de Inflação, objetivo principal do Plano Real, está estabilizada e chegamos a números próximos do “primeiro mundo”- 6% a.a.em 2000,
POR OUTRO LADO, em seis anos, nossaBalança Comercial, de um saldo de mais de US$ 10 bilhões passou a ser levemente deficitária; a taxa de desemprego aumentou dois pontos percentuais batendo nos 7% e a dívida pública foi multiplicada, pasmem, por 8 e hoje é de 50% do PIB.
COM RELAÇÃO AOS PLÁSTICOS ESPECÍFICAMENTE, vale lembrar as palavras de Merheg Cachum, pres. da Abiplast e proferidas durante o íltimo Encontro do Plástico ao lembrar que o setor continua “estrangulado”, entre outras razões: pelos altos juros bancários; pela carga tributária que evoluiu 295% de 1986 até 99, alcançando 33% do PIB e pela reforma tributária que não foi feita e se arrasta sem data prevista para se materializar.
APESAR DISSO, O PRÓPRIO CACHUM reconhece que “o mercado nacional de produtos plásticos tem amplos horizontes para crescer, considerando-se que o nosso consumo médio por habitante ainda é extremamente baixo (em torno de 22 quilos por ano, contra 155 quilos anuais consumidos nos Estados Unidos).”
A CONCLUSÃO QUE SE TIRA é de que temos que fazer a nossa parte, isto é, “arregaçar as mangas”, sermos otimistas cautelosos, torcendo para que o Governo cumpra sua parte e que a situação internacional, principlamente com relação as medidas tomadas pelo novo governo nos Estados Unidos, não produzam, em 2001, abalos significativos

VOLTAR | SEGUIR