PARCERIA PLASTIVIDA E LIMPURB IMPULSIONA
COLETA SELETIVA NA CIDADE DE SÃO PAULO
| Algumas tentativas de adotar a coleta seletiva na maior
cidade brasileira falharam. Os problemas foram muitos, começando pelo sistema de quatro contêineres
para coleta dos materiais recicláveis que não se mostrou prático. Às dificuldades apontadas
pela população na separação dos materiais, somaram-se os altos custos de manutenção
dos contêineres danificados, em sua maioria, por atos de vandalismo. No entanto, um dos principais entraves ao desenvolvimento da coleta seletiva em São Paulo parece ter sido o descrédito da população. Ao constatar que a Prefeitura não adotava caminhões compartimentados, os cidadãos viam os materiais secos, que haviam separado, misturar-se novamente aos úmidos. “Há ainda, o fato de a taxa cobrada pelo sistema regular de coleta não cobrir nem 1% dos gastos públicos municipais”, avalia o engenheiro José Godofredo da Silva Gaby, diretor da Divisão Técnica de Compostagem da Prefeitura e Limpurb (órgão responsável pela coleta de lixo na cidade). A solução pode estar em uma nova sistemática de coleta seletiva, a ser implementada e que consiste na separação do lixo em apenas dois tipos de resíduos: o orgânico e o passível de ser reciclado. Essa idéia, que vem sendo defendida pela Plastivida já há algum tempo, é a proposta da Limpurb. Também irão ajudar a impulsionar a coleta os estudos feitos pela própia Limpurb, que comprovam que 60% dos sacos de lixo chegam intactos às usinas de triagem. Isto significa que os custos podem ser reduzidos, uma vez que não há necessidade do uso de caminhões com compartimentos separados e nem de coletas em dias distintos para cada tipo de resíduo. Para viabilizar o novo tipo de separção de resíduos, a Plastivida, Limpurb e a Tetrapack lançam o Projeto Lixo no Lugar Certo. O projeto terá, ainda, o apoio do Sindicato dos Supermercadistas de São Paulo, redes de supermercados e fabricantes de sacos plásticos. O diretor explica que serão adotados sacos diferenciados e na cor verde para coletar os recicláveis e apenas um tipo de contêiner para os PEVs - postos de entrega voluntária. “O sistema não é nenhuma invenção brasileira”, comenta Gaby. Na Argentina, as embalagens de materiais recicláveis são inscritas em preto e branco. Na Alemanha, o saco é transparente e traz várias informações sobre a coleta. E na cidade de São Paulo, há projetos desenvolvidos por ongs, os quais já estão adotando os sacos verdes idealizados pela Prefeitura, que trazem a indicação de “Lixo passível de reciclagem, lixo seco”, destaca Gaby. O projeto, em caráter experimental, está sendo implementado nos bairros de Jardim Previdência, Jardim Peri-Peri e Jardim Caxingui, envolvendo um total de 25.000 residências. Os participantes receberão um kit, patrocinado pela Plastivida, contendo sacos verdes, folhetos explicativos sobre a importância da separação e a relação dos supermercados onde a população poderá adquirir mais sacos verdes. As embalagens verdes poderão ser depositadas nos PEVs, os quais têm a informação de que “Este material será posteriormente separado, reciclado e reaproveitado”. Hoje existem 28 circuitos de coleta seletiva espalhados por São Paulo, 17 PEVs e quatro caminhões que recolhem os resíduos recicláveis limpos e os entregam na Usina de Compostagem e Triagem de Vila Leopoldina. A previsão da Prefeitura é que das cerca de mil toneladas recolhidas, 10% estejam embaladas nos sacos verdes, gerando cem toneladas/dia de materiais recicláveis. (“Plastivida Jornal”) |
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