JANEIRO DE 2002


NOTAS SINTÉTICAS

• DEVIDO À COMPETITIVIDADE DO POLIÉSTER ASIÁTICO, grande empresas de fibras sintéticas, como a Polyenka e a Vicunha Tecidos, estão empenhadas em modernizar suas fábricas, com o objetivo de aumentar a produtividade. Através da Associação Brasileira de Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas (Abrafas), elas estarão enviando um pedido ao governo brasileiro que limite a taxa de importação do poliéster em torno de 50 mil toneladas, durante os próximos 4 anos, uma vez que fica muito difícil competir com os preços asiáticos, pois sua mão-de-obra é bem mais barata e também eles contam com taxas de juros bem abaixo das encontradas em nosso território nacional.

• A BAYER, IMPORTANTE INDÚSTRIA ALEMÃ, ANUNCIOU O FECHAMENTO de uma de suas unidades, a de plásticos de engenharia, localizada em Camçari (BA), ainda em 2002. Apesar de ser a única na América Latina, a empresa comenta que sai mais barato importar seus produtos da Alemanha do que fabricá-los aqui no Brasil, pois o próprio consumo latino-americano não chega a 100 mil tons., meta essa que justificaria a produção nesse continente.

• TAMBÉM VISANDO EXPANSÃO, A OXITENO, empresa petroquímica do grupo Ultrapar, tem projetos de abrir uma nova fábrica nas Ilhas Virgens Britânicas: a Oxiteno International Corporation. Seu objetivo é aumentar suas exportações e investir mais no mercado internacional.

• A COPENE E A COPESUL JÁ RECEBERAM A NAFTA, que foi importada diretamente por elas. Segundo o acordo estabelecido com a Petrobrás, as centrais petroquímicas poderão importar 30% dessa matéria prima, sendo que os outros 70% serão distribuídos através da estatal. Acredita-se que com essa medida, possibilitando maior concorrência, o preço da nafta deverá cair a médio prazo. Cabe lembrar que a Copene importou a nafta da África e a Copesul, da norte-americana El Paso, localizada no Caribe, mas também está em negociações com a Sonatrach, da Argélia.

• BANCO NACIONALDE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO SOCIAL(BNDES) liberou um financiamento para a empresa belga Katoen Natie, uma das maiores empresas mundiais que trabalha com logística. Ela pretende atuar no setor petroquímico, unindo as indústrias de segunda geração, que são as produtoras de PE, PVC, PP e PET, por exemplo, às da terceira geração, que são as indústrias de transformação de plásticos. Sabe-se que uma das funções da logística é apresentar estudos sobre a colocação de produtos para o consumidor de maneira mais eficaz, de forma rápida e econômica.

• A RHÓDIA FRANCESA, UMA DAS MAIS IMPORTANTES INDÚSTRIAS QUÍMICAS, apresentou prejuízo no último trimetre de 2001, devido a vários fatores, entre eles ao fechamento de algumas de suas fábricas e gastos com os cortes de emprego.

• ENQUANTO ISSO, A RHODIA-STER, FABRICANTE DE PET , controlada pela multinacional Rhodia, fechou o ano positivamente, com sua receita líquida apresentando um aumento de quase 1,7%, ao mesmo tempo que reduziu suas dívidas em torno de 17%.

• OUTRO INVESTIMENTO IMPORTANTE DA RHODIA BRASIL será ná área de tecido sintético. Ela pretende produzir fios de nylon “inteligentes”, ou seja, os tecidos que, atualmente, já são bactericidas serão, até o final de 2002, hidrófilos, isto é, absorverão a transpiração, tal como os tecidos naturais, porém sem perderem suas características principais: de consumirem menos água durante a lavagem e de não precisarem ser passados. Para tanto, a Rhodia deverá investir mais de US$ 50 milhões.

• A NITROCARBONO S/A, SEGUINDO O OBJETIVO DA BRASKEM de deixar de vender os produtos petroquímicos básicos e passar a vender os produtos acabados, resolveu anunciar a cisão de sua divisão de resinas da de embalagens. Com isso, a Copene poderá passar a exportar para os Estados Unidos a resina de de caprolactama, utilizada desde lonas de pneus até lingerie, ao invés do benzeno, que é produto de primeira geração.

• A BASF ANUNCIOU O FECHAMENTO de uma de suas unidades no Brasil: suspenderá a produção de produtos inorgânicos para tintas, fechando sua fábrica em São Caetano SP, pretendendo, assim, concentrar sua produção na Europa.


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