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ECOS DA K 2001 (PARTE II): INJETORAS ELÉTRICAS
Antonio Guarino de Souza*
Prosseguimos com mais um capítulo sobre outro
assunto de relevância que o nosso representante na K 2001, realizada na Alemanha em novembro de 2001, leva
ao conhecimento do público leitor do JORNAL DE PLÁSTICOS:
Na K 2001, acirrou-se o debate sobre a conveniência
das injetoras elétricas. Enquanto nos EUA e no Japão esses equipamentos já contam com mais
de 15.000 unidades instaladas, na Europa, elas não chegam a 800. Isso reflete,senão a desconfiança,
a cautela européia com o que consideram uma faixa muito específica de aplicação.
As indústrias Braun de aparelhos eletrodomésticos foram uma das primeiras a apostar nas injetoras
elétricas na Alemanha e contam em sua fábrica de Manktheidenfeld mais de 30 injetoras elétricas
Milacron.
Entre as vantagens dessas máquinas, a casa Braun destaca a alta precisão, os baixos custos de manutenção,
o fato de serem extremamente silenciosas ( cerca de 20 decibéis a menos que as hidráulicas ), além,
é claro, da economia de cerca de 40%de energia elétrica. Enquanto Braun louva a experiência
das “elétricas”, outros grandes transformadores questionam sua capacidade de repetibilidade de ciclos a
longo prazo em comparação com as “ hidráulicas “.
Estudos realizados na década de 90, projetavam a participação das elétricas em torno
de 28% do mundo no ano 2000 porém, pelo menos na Europa, chegou no máximo a 5% essa participação.
O fator ainda determinante da baixa participação do mercado é o custo de fabricação
das injetoras elétricas que chega a ser 30 a 40% maior que o das hidráulicas convencionais.
Certo é que, uma vez confirmada a eficiência desses equipamentos, o crescimento do volume de vendas
ajustará seu preço através dos ganhos naturais de produtividade.
O sucesso das elétricas no Japão deriva sobretudo do fator da carga tributária japonesa ser
progressiva em função do consumo de óleo. Apenas a Sumitomo produz cerca de 2000 máquinas
por ano, sendo a maior produtora mundial de injetoras elétricas. Essa empresa produz máquinas de
180 a 3.500 KN de força de fechamento.
Há também que se considerar como fator inibidor do mercado para as injetoras elétricas, a
“reação” tecnológica dos fabricantes de equipamentos hidráulicos. Atualmente, além
das bombas hidráulicas de vazão constante, empregam-se bombas com regulagem de pressão e vazão
com aumento considerável de rendimento e consequente economia de energia para o que contribui também
expressivamente a evolução das servoválvulas, capazes de resposta cada vez mais rápida,
permitindo maior exatidão dos cilindros hidráulicos.
Como a virtude sempre está no meio, já surgiram as máquinas híbridas, nas quais as
funções de consumo intensivo de energia como a plastificação são acionadas eletricamente
sem grande sacrifício pois a rotação dos parafusos sem fim pode ser provida por um motor elétrico,
enquanto o fechamento e os demais movimentos acessórios são providos por acionamento hidráulico.
Na K 2001 a Engel lançou sua linha “ Emoção” de máquinas elétricas de 50, 100
e 150 KN, a Krauss-Maffei uma linha completa de série Eltec, de 500 a 1200 KN de força de fechamento.
A Negri Bossi apresentou sua linha elétrica Elma com duas máquinas de 1600 e 2000 KN e garante ter
preços até 15% inferiores aos dos concorrentes alemãs. A Finomatik Milacron expôs sua
máquina elétrica com custo de aquisição “apenas” 15 % superior às convencionais
e a chinesa Victor Taichung debutou sua VE de 50 toneladas ao preço de U$ 50.000,00.
Enquanto nos EUA e na Ásia o mercado de injetoras elétricas já está consolidado e na
Europa se aguça o debate, aqui ao sul do equador nada indica que esteja próxima a entrada das injetoras
elétricas nacionais, não obstante sua oportunidade vis-a-vis a crise de energia elétrica.
* Antonio Guarino de Souza é colaborador do JORNAL DE PLÁSTICOS, através de artigos. É
Industrial de Plásticos - Plásticos Zarzur, ex-Presidente do Sebrae Nacional e representou o JORNAL
DE PLÁSTICOS na K 2001.
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