JANEIRO DE 2003



NOTAS SINTÉTICAS

• A MULTINACIONAL AMERICANA DOW QUÍMICA PASSOU a ser a terceira maior acionista individual da Petroquímica União (PqU) depois de adquirir mais de 10% das ações que o Grupo Itaúsa detinha dessa central petroquímica de Mauá (SP). Sendo assim, a Dow Química agora é a única detentora da unidade de PE, sem estar mais em parceria com a Elekeiróz (controlada pelo Itaúsa).

A RHÓDIA INVESTE EM TORNO DE US$20 MILHÕES/ANO na área de “tecidos inteligentes”, ou seja, àqueles que possuem outras características funcionais além das características convencionais. Além das microfibras que permitem o equilíbrio térmico do corpo, tirando o suor da parte interna do tecido e das que impedem a proliferação de bactérias que causam mau cheiro, agora esá sendo lançado um tecido que protege o corpo da ação dos raios solares nocivos á saúde. Esse tecido é obtido com a reciclagem de garrafas de PET.

A RHÓDIA POLIAMIDA, DO GRUPO FRANCÊS RHÓDIA, DEVERÁ INVESTIR em 2003 mais de US$ 33 milhões em suas fábricas em Santo André (SP) e em Jacareí (SP), com o intuito de desenvolver novos produtos, além de modernizar e fazer a manutenção dessas unidades.

A NORTE-AMERICANA DuPONT FECHOU O ANO DE 2002 com um prejuízo líquido em torno de US$ 1 bilhão, resultado esse muito diferente do obtido em 2001, quando obteve lucro de mais de US$ 4 bilhões. Tal resultado, segundo informações, foi devido à alta dos preços do óleo e gás.

A POLO IND. E COM., FABRICANTE DE POLIPROPILENO BIORIENTADO (b.o.p.p) deverá anunciar, brevemente, onde será construída uma nova unidade sua, com capacidade de produzir até 40 mil ton/ano. O filme plástico de polipropileno biorientado é empregado na fabricação de embalagens e sobreembalagens e, atualmente, mais de 25% da produção da Polo em sua unidade em Montenegro (RS) é exportada, principalmente para a Argentina e para a Europa.

A CIA. AMERICANA EL PASO DESCOBRIU PETRÓLEO E GÁS na região do Baixo Sul da Bahia, na bacia de Camamu, mas ainda não sabe precisamente o volume dos mesmos. A El Paso já investiu mais de US$13 milhões, contando com apenas 1 poço de perfuração. Espera-se que mais dois poços sejam perfurados em breve. O volume da descoberta será definido após testes de longa duração e estudos da porosidade e permeabilidade da rocha perfurada.

A INDÚSTRIA QUÍMICA SUÍÇA, A CLARIANT, RESOLVEU reduzir seus custos adotando uma estratégia de compartilhamento do espaço físico de suas unidades de Suzano (SP) e de Resende( RJ) com outras empresas. A próxima a participar desse conjunto é a Metalúrgica Barra do Piraí - MBP - produtora de embalagens plásticas e metálicas, fornecedora da própria Clariant. AMBP investiu mais de RS$ 15 milhões nessa unidade que deverá produzir tambores de PE destinados à Clariant.

CABE LEMBRAR QUE A METALÚRGICA BARRA DO PIRAÍ (MBP) não atua apenas no setor de embalagens, mas tem negócios no setor de reciclagem de plásticos, distribuição e serviços em aço, painéis e está apostando no setor de informática, com a fabricação de gabinetes de computador. A MBP adquire todo o polietileno de que necessita da Braskem, que traz a resina da Bahia, mas a meta da empresa é passar a ter como fornecedor, futuramente, a Rio Polímeros, pólo gás-químico do Rio de Janeiro.

O PÓLO GÁS-QUÍMICO DO RIO DE JANEIRO, que deverá ser concluído até 2004, conta para sua construção com a mão-de-obra oriunda, principalmente, da Baixada Fluminense. A meta é que mais de 4 mil trabalhadores sejam empregados até o término de sua construção. O polo fica no Complexo Industrial da Reduc, em Duque de Caxias (RJ).

A BRASKEM ESTÁ OTIMISTA EM RELAÇÃO AO ANO DE 2003, apesar de nesse ano vencer mais de 30% de sua dívida líquida, isto é, mais de RS$ 2 bilhões. O que está causando muita incerteza no cenário mundial é a absurda ameaça de guerra entre os Estados Unidos e o Iraque, mas segundo informações, o diretor da companhia acredita que essa guerra será de curta duração, se é que acontecerá. Ele está satisfeito também com a política do novo governo que está procurando a confiança no mercado financeiro internacional, ajudando assim a retomada de linhas comerciais com o Brasil.

TAMBÉM APREENSIVAS COM O MOVIMENTO DO GOVERNO AMERICANO no sentido de deflagrar uma guerra com o Iraque, a Basf e a Bayer, importantes empresas químicas européias, declararam um certo pessimismo em relação ao ano de 2003, porque entre os muitos efeitos negativos que uma guerra pode causar, encontra-se a desaceleração do crescimento econômico, ou seja a diminuição da demanda pelos produtos, além de possíveis elevações no preço do petróleo.

O PREÇO DA NAFTA CONTINUA AFETANDO MUITO AS INDÚSTRIAS. Segundo informações, o preço que essa resina alcançou em 2002 foi o maior em mais de 5 anos. A Petrobrás é que fixa o preço da nafta brasileira, sendo que abastece 70% das centrais petroquímicas. Com a alta da matéria prima, o produto plástico brasileiro irá encarecer ainda mais.

 

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