A INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS PARTE PARA
A CONQUISTA DO MERCADO EXTERNO
Sydney Latini
A meta do Instituto Nacional de Plástico, responsável
pelo projeto Export Plastic é alcançar US$ 1 bilhão de superavit na balança comercial
do setor, em dois anos.
Recentes declarações do presidente do Conselho do Instituto, Alexandre Alencar, revelam que a indústria
de plásticos, atenta à mensagem do governo, se prepara para reverter o deficit comercial da cadeia
do produto, hoje cerca de US$ 400 milhões, para alcançar a meta anunciada.
O projeto prevê investimentos de US$ 3 milhões até 2004 para aumentar as vendas e reduzir a
dependência dos importados. Esses recursos serão destinados à modernização do
programa tecnológico, promoção comercial de produtos brasileiros no exterior e constituição
de uma empresa comercial exportadora para intermediar a comercialização de todos os produtos da cadeia,
a partir da matéria-prima, aberta à participação de todas as empresas que formam a
cadeia das industrias de plásticos, incluindo centrais petroquímicas, empresas de segunda geração
e indústrias de transformação, contando, também com o apoio da Agência de Exportações
(APEX).
A modernização do parque tecnológico da indústria de plásticos, aliás,
já vem se realizando em rítimo animador. Entre os segmentos que mais contribuem para o aumento do
faturamento de bens de capital fabricados no País no ano 2002, as máquinas para artigos plásticos
ocupavam o segundo lugar (um aumento de 16,3%) superadas apenas pelo de máquinas e implementos agrícolas
(mais 43,6%).
Cabe ressaltar que o processo de substituição competitiva de importações vem se acelerando
em quase todos os setores. Segundo informa a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas
e Equipamentos (Abimaq), as importações de máquinas e equipamentos, em geral, caíram
14, 81% de janeiro a novembro e as exportações aumentaram 1,13%. A queda das importações
favorecem a indústria nacional, cuja participação nas vendas subiu de 55,91% para 63,57%.
Para acelerar esse processo, espera-se que não falte o apoio do BNDES, mediante a criação
de uma linha específica de crédito para a troca do maquinário.
*Economista, foi Secretário Executivo do GEIA-Grupo Executivo da Indústria Automobilística
durante o Governo JK..
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