JANEIRO DE 2003

A INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS PARTE PARA
A CONQUISTA DO MERCADO EXTERNO

Sydney Latini


A meta do Instituto Nacional de Plástico, responsável pelo projeto Export Plastic é alcançar US$ 1 bilhão de superavit na balança comercial do setor, em dois anos.

Recentes declarações do presidente do Conselho do Instituto, Alexandre Alencar, revelam que a indústria de plásticos, atenta à mensagem do governo, se prepara para reverter o deficit comercial da cadeia do produto, hoje cerca de US$ 400 milhões, para alcançar a meta anunciada.

O projeto prevê investimentos de US$ 3 milhões até 2004 para aumentar as vendas e reduzir a dependência dos importados. Esses recursos serão destinados à modernização do programa tecnológico, promoção comercial de produtos brasileiros no exterior e constituição de uma empresa comercial exportadora para intermediar a comercialização de todos os produtos da cadeia, a partir da matéria-prima, aberta à participação de todas as empresas que formam a cadeia das industrias de plásticos, incluindo centrais petroquímicas, empresas de segunda geração e indústrias de transformação, contando, também com o apoio da Agência de Exportações (APEX).

A modernização do parque tecnológico da indústria de plásticos, aliás, já vem se realizando em rítimo animador. Entre os segmentos que mais contribuem para o aumento do faturamento de bens de capital fabricados no País no ano 2002, as máquinas para artigos plásticos ocupavam o segundo lugar (um aumento de 16,3%) superadas apenas pelo de máquinas e implementos agrícolas (mais 43,6%).

Cabe ressaltar que o processo de substituição competitiva de importações vem se acelerando em quase todos os setores. Segundo informa a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), as importações de máquinas e equipamentos, em geral, caíram 14, 81% de janeiro a novembro e as exportações aumentaram 1,13%. A queda das importações favorecem a indústria nacional, cuja participação nas vendas subiu de 55,91% para 63,57%.

Para acelerar esse processo, espera-se que não falte o apoio do BNDES, mediante a criação de uma linha específica de crédito para a troca do maquinário.

*Economista, foi Secretário Executivo do GEIA-Grupo Executivo da Indústria Automobilística durante o Governo JK..

 

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