Janeiro de 2004


PP avança no Brasil e no mundo

As Américas do Sul e Central são hoje a 4º região do mundo em crescimento anual do consumo de polipropileno (PP), com uma taxa de 8,3% (2001 a 2006). Em primeiro lugar, vêm o Oriente Médio e a África, com 11% de crescimento/ano, seguidos pela América do Norte, com 7,8%, e pela Ásia/Pacífico e Europa Central/Oriental, cada qual com um crescimento de 8,6% ao ano.

        Em termos de capacidade, a região Ásia/Pacífico é a maior do mundo, com 11,9 milhões de toneladas/ano, seguidas pela Europa  Ocidental - 9,1 milhões - e pela América do Norte - 8,6 milhões. Em 2002, a capacidade total de PP instalada no mundo era de 38 milhões de toneladas, e o consumo foi de 34,5 milhões. Para este ano, a previsão é fechar com uma capacidade de 39,3 milhões de toneladas e um consumo ao redor das 37 milhões de toneladas. Já em 2004, esta capacidade deverá crescer cerca de 5,6%.

        O maior mercado para o PP continua sendo o de filmes, cujo consumo deve aumentar 32% no período de 2001 a 2006. Este e outros dados foram mostrados por Cleto Miranda Marques, da Polibrasil, em Café da Manhã promovido pela ABIEF.

        Hoje, a empresa, fruto da união da Basell Polylefins e da Suzano Petroquímica, é a maior produtora de PP do Hemisfério Sul, com uma capacidade de 750 mil toneladas/ano de PP e de 25 mil toneladas/ano de compostos de PP, em suas três plantas - Camaçari (BA), Duque de Caxias(RJ) e Mauá (SP).

        A mais nova das plantas, a de Mauá, foi inaugurada em março deste ano com uma capacidade de 300 mil toneladas/ano. Com um investimento de US$ 217 milhões e tecnologia Spheripol de última geração, ela é cosiderada a maior planta de PP do mundo.

        Somando a capacidade de produção da Polibrasil à da Brasken (550 mil toneladas/ano) e à da IPQ (150 mil toneladas/ano), o Brasil é o maior produtor desta resina na América Latina, com 1,450 milhão de toneladas/ano). A Colômbia é o segundo maior produtor, com 300 mil toneladas, seguida pela Argentina (270 mil toneladas), México (220 mil toneladas) e Chile (110 mil toneladas). Considerando a produção da Venezuela (84 mil toneladas), a América Latina perfaz 2,434 milhões de toneladas/ano.

        Pelo menos no Brasil, a grande usuária de PP ainda é a indústria de alimentos, com 20% de participação nas aplicações. Ano a ano a demanda desta resina no país também cresce. Entre 1990 e 1999 foi registrado um aumento de 10,4% contra 11%, que serão registrados no período 2000 a 2003.(“Abief-Flex - no. 12”)

 

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