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Dezembro de 2004 |
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Assinatura de acordo com a Petrobras viabiliza expansão da PQUAmpliação exigirá cerca de US$ 175 milhões em investimentosCom a assinatura do acordo de fornecimento de gás de refinaria, fechado com a Petrobras, a Petroquímica União - central de matérias-primas do pólo paulista - viabiliza seu projeto para ampliação da capacidade produtiva em 320 mil toneladas anuais de produtos petroquímicos, das quais 200 mil toneladas de eteno. Segundo Wilson Matsumoto, diretor-superintendente da PQU, as bases da negociação asseguram à central o fornecimento de 1,2 milhão de metros cúbicos/dia de gás residual de refinaria, matéria-prima vinda da Refinaria do Vale do Paraíba (Revap) e da Refinaria de Capuava (Recap), que será suficiente para a ampliação de cerca de 130 mil toneladas/ano de eteno. Ambas as refinarias não dispõem de insumo suficiente para suprir as necessidades da PQU. Portanto, as 70 mil toneladas restantes deverão ser geradas por meio de cargas líquidas. Com investimento de US$ 175 milhões, a implantação do projeto demandará cerca de 30 meses. O cronograma prevê o início das operações para meados de 2007. No momento, a empresa está finalizando a etapa de engenharia básica e iniciando o processo de licenciamento ambiental. Inovação - O projeto da Unidade de Processamento de Gás de Refinaria, feito pela PQU em parceria com o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras, Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), demonstra que é possível aumentar a capacidade, a partir da própria unidade existente, cuja matéria-prima básica é a nafta. Está prevista a construção de uma unidade para tratamento (remoção dos contaminantes dos gases), um novo forno e alteração de alguns equipamentos (compressor de gás de cargas e torres de destilação). O projeto ainda define a construção de um gasoduto de 106 km, ligando a Revap à central e, para tanto, a PQU usará a faixa de servidão da Petrobras. Também serão necessários investimentos na Revap para a construção de um sistema de bombeamento e pré-tratamento do gás de refinaria. Subproduto do processo catalítico de frações pesadas do petróleo, o gás de refinaria é usado, atualmente, na geração de energia pela Petrobras. O insumo pode ser aplicado em petroquímica com melhor uso econômico do que na geração de energia. Wilson Matsumoto ressalta que este projeto apresenta ganhos em termos ambientais. Em face do fornecimento do gás de refinaria à PQU, a Petrobras irá repor este insumo, através da aquisição diária de 1,1 milhão de metros cúbicos de gás natural, o que reduz substancialmente o nível de emissões atmosféricas, elevando a participação desse insumo na matriz energética nacional. Já na PQU, a parcela do gás residual, não aproveitado para a produção de petroquímicos, é limpo, pois recebe tratamento para eliminação de contaminantes. A expansão da PQU - que permitirá a ampliação da capacidade de derivados do eteno em pelo menos 200 mil t/ano -, potencializará a contribuição do Pólo Petroquímico para o desenvolvimento econômico e social do Grande ABC, ao gerar cerca de R$ 60 milhões adicionais de impostos. Estima-se a criação de cerca de 3 mil novos empregos durante a obra e até 11 a 14 mil novos postos de trabalho, caso se consiga atrair para a região a indústria de transformação de plásticos. Por sua vez, a vizinha Refinaria de Capuava terá disponível o hidrogênio, em quantidade e qualidade adequadas.Trata-se de um importante insumo das modernas operações de refino, usado na produção de combustíveis mais limpos - com baixíssimo teor de enxofre. O gás residual, não aproveitado como matéria-prima pela PQU, deverá suprir uma unidade de cogeração. Há inclusive um projeto, já com licença prévia de instalação, da Rolls Royce, que tem investimentos estimados de R$ 700 milhões. |
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