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Janeiro de 2006 |
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Devolução de embalagens vazias de agrotóxicos cresce 28% em 2005Sistema de destinação final encerra o ano de 2005 com crescimento de 28% na devolução de embalagens vazias. De janeiro a dezembro de 2005 foram devolvidas 17.881 toneladas de embalagens vazias contra 13.933 em 2004. O sistema de destinação final de embalagens vazias de defensivos agrícolas atingiu crescimento de 28% no processamento de embalagens. Em 2004, 13.933 toneladas de embalagens vazias foram recolhidas em todo o Brasil contra as 17.881 toneladas devolvidas pelos agricultores em 2005. Somente em dezembro foram destinadas 1.683 toneladas de embalagens. Dentre os diversos tipos de embalagens de agrotóxicos devolvidas, as primárias - embalagens que possuem contato direto com o produto (plásticas rígidas, metálicas e flexíveis) - representam 67% do total e atingiram um índice de devolução de 82%. As secundárias – embalagens de papelão que acondicionam as primárias – compreendem 33% do total e alcançaram a taxa de retorno de 21%. As 17.881 toneladas de embalagens retornadas em 2005 correspondem a 62% do volume comercializado pelos fabricantes em um ano agrícola. Os índices atuais de devolução posicionam o programa brasileiro como referência mundial no assunto e o colocam muito próximo ao estágio de maturidade. Os Estados do Paraná, Mato Grosso, São Paulo e Goiás são responsáveis pelas maiores taxas de devolução do país, ou seja, 67% do total devolvido durante o ano de 2005. Os agricultores do Paraná devolveram 4.006 toneladas de embalagens, 20% de crescimento em relação a 2004; Mato Grosso atingiu a marca de 3.891 toneladas, com 30% de crescimento; São Paulo destinou 2.598 toneladas, o que significa 12% de crescimento e Goiás ficou em quarto lugar com 1.529 toneladas e o expressivo crescimento de 35%, se comparado com o mesmo período de 2004. Para João Cesar Rando - diretor-presidente do inpEV – a conquista dos resultados de 2005 se deve ao investimento em campanhas educativas para agricultores, ao aumento da malha de recebimento de embalagens (de 326 para 350 unidades) e principalmente ao grande engajamento dos elos participantes do sistema (agricultor, canais de distribuição, indústria e poder público). Para se ter uma idéia, as unidades de recebimento de embalagens são gerenciadas por 185 associações de revendas (que representam mais de 2.200 distribuidores) e 40 cooperativas em 23 Estados brasileiros. O sistema de destinação final de embalagens vazias de agrotóxicos é formado pela integração de diversos elos da cadeia produtiva agrícola como agricultores, canais de distribuição, cooperativas, indústria e o poder público. O inpEV - Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias - é uma entidade sem fins lucrativos que representa a indústria fabricante de defensivos agrícolas em sua responsabilidade de destinar corretamente as embalagens devolvidas pelos agricultores. O instituto atende às determinações da Lei Federal 9.974/00 e possui atualmente 58 empresas e 7 entidades do setor como associados. |
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