Capa do Mês

Notas Sintéticas

A PETROBRAS DEVERÁ INICIAR A PRODU-ÇÃO DE DIESEL, em 4 de suas refinarias, através do processo Hbio. Essa tecnologia conta com a introdução do óleo vegetal durante o refino do diesel, com o objetivo de baixar o teor de enxofre obtido, o que representa um grande benefício ambiental.

TAMBÉM FAZ PARTE DAS PESQUISAS DA PETROBRAS a possibilidade de produzir álcool combustível a partir da cana-de-açúcar, aproveitando a crescente demanda internacional por fontes alternativas de energia. A estatal já está exportando álcool para a Venezuela e Nigéria, além de oferecer assistência técnica para o uso do etanol para esses países, assim como para a África do Sul. A exportação de álccol pela Petrobras deverá aumentar, em 2007, para 850 milhões de litros, sabendo-se que, em 2006, foram exportados, aproximadamente, de 120 milhões de litros.

DESDE O INÍCIO DESSE ANO, A PETROBRAS realizou uma parceria inédita para a distribuição de solventes à base de etanol, também chamados de “solventes verdes”: ela adquiriu a carteira de clientes da Cloroetil Solventes Acéticos, uma das maiores fabricantes de solventes oxigenados, não oriundos do petróleo, com o objetivo de entrar para o setor de embalagens de alimentos feitos com esses solventes não tóxicos.

A LANXESS, EMPRESA ALEMÃ ESPECIALIZADA em produtos químicos, plásticos e de borracha, deverá investir cerca de US$ 4 milhões para aumentar a produção de pigmentos inorgânicos à base de óxido de ferro, em sua fábrica do Brasil, localizada em Porto Feliz-SP. Tal unidade deverá produzir, então, mais de 35 mil tons/ano dessa matéria-prima destinada às indústrias de tintas, vernizes e outros produtos utilizados na construção civil.

BOAS PERSPECTIVAS PARA O SETOR DE EMBALAGENS: segundo informações, a demanda por embalagens plásticas pela indústria alimentícia tem crescido muito nos últimos meses, sendo que garrafas e recipientes são os que apresentaram maior índice de consumo. As empresas alimentícias têm investido na produção própria de suas embalagens, aumentando a concorrência com as embalagens importadas da Ásia.

A CIPATEX AMPLIOU SUA LINHA DE LAMINADOS sintéticos para calçados: ela desenvolveu um laminado de PVC que permite maior transpiração e absorção, aproximando-o bastante dos laminados de PU (poliuretano), um sintético de aplicação mais nobre no setor calçadista. A Cipatex investiu cerca de R$ 1,5 milhão em pesquisas, em parceria com o Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos, para desenvolver o Dryshoe, produto que deverá atingir o mercado externo também.

O GRUPO PAULISTA PRODUQUÍMICA INVESTIU MAIS DE R$ 10,5 milhões para adquirir a marca e transferência de tecnologia e maquinário da indústria química Adesol. Com isso, a Produquímica, que fabrica, atualmente, intermediários que facilitam processos químicos como a uréia e o enxofre, irá entrar em um mercado de maior valor agregado, com produtos específicos para facilitar processos de refino de petróleo, fabricação de resinas plásticas e petroquímicas. A Produquímica deverá ampliar em R$ 15 milhões seu faturamento este ano e espera chegar em 2011 faturando cerca de R$ 80 milhões.

CRESCEM AS POSSIBILIDAS DE RECICLAGEM DE PNEUS. Nos últimos 7 anos, os fabricantes de pneus investiram mais de US$ 33 milhões para recolher os pneus velhos a fim de reutilizá-los, melhorando o meio ambiente. Os pneus possuem enormes alternativas para seu reaproveitamento, formando, por exemplo, barreiras em playgrounds; quando reciclados, podem tornar-se tapetes, correias, pavimentos asfálticos, solados de calçados e móveis; se incinerados, geram o chamado combustível alternativo.

A PETROQUÍMICA OXITENO, PERTENCENTE ao grupo Ultra, espera aumentar seu faturamento, este ano, com o desenvolvimento de novos produtos obtidos a partir de matérias-primas renováveis, como o bagaço da cana e casca de arroz. Ela está investindo em pesquisas em áreas como a da biomassa, tensoativos, oleoquímica, intermediários de síntese, solventes, célula de combustíveis, entre outros.

A AMERICANA DUPONT CO., FABRICANTE DE produtos químicos, obteve, no último trimestre de 2006, um aumento de seu lucro devido às vendas para a Europa e Ásia. Já nos EUA, o mesmo trimestre registrou uma queda de 5% em relação ao mesmo período de 2005. Foi observado um aumento nas exportações para a Europa e Ásia de polímeros utilizados em embalagens, ingredientes para a produção de borracha, pesticidas e sementes.

A TIGRE, FABRICANTE DE TUBOS, CONEXÕES E ACESSÓRIOS DE PVC, vai inaugurar, a partir de junho desse ano, sua primeira fábrica nos EUA, em Wisconsin – a subsidiária Tigre USA Inc. Espera-se um investimento de cerca de US$ 5 milhões entre compra de equipamentos e transferência de moldes produzidos no Brasil. Também é esperado que, em junho de 2007, a Tigre inaugure uma fábrica em Quito (Equador), além de outras no Nordeste brasileiro.

A JARAGUÁ EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS deverá investir cerca de R$ 50 milhões em 2007, para instalar uma outra fábrica, a fim de atender a demanda por equipamentos para a produção de energia renovável. Hoje, as principais áreas de atuação da empresa são óleo e gás, petroquímica, mineração, celulose, atuando também nos setores ferroviários e navais, assim como em saneamento ambiental, energia, alimentícia, açúcar e álcool.



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