JULHO DE 2001

NOTAS SINTÉTICAS

• A PETROQUISA, LIGADA À ÁREA DE ABASTECIMENTO DA PETROBRÁS, tem por objetivo participar de maneira mais próxima das decisões da Copene, através da indicação de um novo diretor executivo. Com isso, a Petrobrás poderá exercer maior controle sobre a movimentação da Copene.

• OS BANCOS PRIVADOS ESTÃO VIABILIZANDO EMPRÉSTIMOS com prazo de pagamento “ampliado”, até de oito anos, para empresas que desejam fomentar a exportação de seus produtos. A Polibrasil conseguiu um crédito de US$ 90 milhões com o ABN Amro, banco que liderou esse tipo de de operações na América Latina no ano passado.

• O PRIMEIRO SEMESTRE DE 2001 FOI BOM PARA A SHELL, petrolífera anglo-holandesa, pois fechou com um lucro 15% maior que o apurado na mesma época em 2000, principalmente com sua divisão de derivados de petróleo, devido à alta do mesmo.

• O SETOR DE EMBALAGENS, QUE SERVE DE REFERÊNCIA PARA A ECONOMIA NO PAÍS, já demostra seus resultados: a previsão de crescimento para esse ano, que era de 5%, deverá cair para 1,5%, devido à crise de energia, da Argentina, à alta na taxa de juros e da cotação do dólar. Ainda assim, ainda há esperança de ter um desempenho mais positivo em relação ao ano anterior.

• A POLIBRASIL, JOINT VENTURE ENTRE A BASELL E O GRUPO NACIONAL SUZANO, também “está de olho” na Politeno, além da Odebrecht-Mariani. O objetivo dessa aquisição seria complementar seus produtos através do polietileno da empresa em questão. Se atualmente a Politeno produz cerca de 300 mil ton/ano de PE, poderia chegar a fabricar até 390 mil ton/ano com um maior investimento financeiro.

• AUMENTAR SUA PRODUÇÃO DE POLIPROPILENO TAMBÉM É OUTRA META DA Polibrasil, pois o mercado de resinas é um dos que mais apresentam crescimento. Com a finalidade de modernizar sua fábrica em Mauá (SP), com o decorrente aumento de produção de PP, a Polibrasil conseguiu recursos em torno de US$ 90 milhões.

• A PETROFLEX, IMPORTANTE FABRICANTE DE BORRACHAS SINTÉTICAS, conseguiu “dar a volta por cima”, fechando o segundo trimestre de 2001 com um lucro de R$ 11,2 milhões, situação muito diferente da vivida no primeiro semestre de 2000, quando a empresa obteve prejuízo na ordem de R$ 9 milhões.

• JÁ A INDÚSTRIA QUÍMICA DUPONT OBTEVE LUCRO 54% MENOR QUE O ANO PASSADO, apesar de ter faturado US$ 432 milhões até o momento. A empresa alega que as perspectivas para o segundo semestre de 2001 não devem ser melhores que as desse primeiro semestre.

• OUTRA INDÚSTRIA QUÍMICA, A FRANCESA RHODIA, TAMBÉM FECHOU O segundo trimestre de 2001 com prejuízo em torno de US$ 67 milhões, em comparação com seu faturamento na mesma época em 2000. Esse resultado é conseqüência direta do aumento das matéria primas, assim como a retração das demandas.

• DEVIDO A RETRAÇÃO DO MERCADO NACIONAL, A FABRICANTE DE PNEUS, A GOODYEAR não instalará mais uma nova uinidade no Rio Grande do Sul, que contaria com um investimento na ordem de R$ 400 milhões e que geraria 150 empregos. A atual “conjuntura econômica” não justifica tal investimento, sendo que mercado absorve a produção de suas fábricas já instaladas há bastante tempo.

• NOVAS ESTRATÉGIAS ESTÃO SENDO USADAS PELO SETOR INDUSTRIAL, principalmente os segmentos de bebidas, alimentos e material de higiene. Uma delas é a “fábrica dentro da fábrica”, que visa reduzir o tempo de reposição de estoques, agilizar o processo industrial e evitar o desperdício de matéria prima. Essa medida já era usada amplamente no setor automobilístico, mas agora tomou força entre outros segmentos da indústria nacional para amenizar a crise econômica.

• COM ESSE PROPÓSITO, A NESTLÉ LEVOU A DIXIE TOGA, FABRICANTE DE EMBALAGENS, para suas instalações em São Paulo, tanto na fábrica da Tostines como da São Luiz. Do mesmo modo, a Engepack, que fabrica embalagens de PET, levou seu equipamento para a finalização das garrafas para 4 fábricas da marca Coca-Cola no interior de São Paulo. A Engepack também espera inaugurar outra fabricação desse modo em uma indústria de água mineral.

   

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