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JULHO DE 2001
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Sistemas de Água Gelada
Economize energia!
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Mecalor
40 ANOS
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ENQUANTO A LUZ NÃO
VOLTA A BRILHAR
Sydney A. Latini
Segundo o IBGE, o PIB cresceu 4,13% no primeiro trimestre
(R$279,6 bilhões), sendo 5,09% na indústria, 2,76% em comércio e serviços e 1,82% na
agropecuária. Para o ano, o IPEA estima uma expansão do PIB de 3% e o Banco Central apenas 2,8%.
De acordo com o Boletim de 20 de junho do Banco Central (COPOM), os indicadores do nível de atividade, divulgados
recentemente, mostram que mesmo antes do conhecimento da crise energética o rítimo de crescimento
da economia já apresentava sinais de desaceleração. Esse comportamento deve ser atribuído
ao próprio patamar produtivo, bastante elevado, ao aumento da inadimplência e das taxas de juros,
bem como aos efeitos do cenário político interno e da conjuntura econômica internacional desfavoráveis.
As expectativas atuais, influenciadas pelas restrições impostas pelo programa de racionamento de
energia, reforçam a perspectiva de arrefecimento da expansão econômica nos próximos
meses.
Visivelmente, a expansão das atividades econômicas, desde o segundo semestre de 1999 até agora,
vinha comandada pela entrada de investimentos externos, que chegaram a US$ 33,4 bilhões, no ano passado.
Neste ano, segundo reconhece o Banco Central, esses investimentos vão cair à metade, diminuindo as
chances de crescimento do PIB, a partir do segundo semestre.
Com a retração desses investimentos, o nível das atividades econômicas vai sofrer redução,
ainda mais agravado pela crise energética e a elevação das taxas de juros. Ao que tudo indica,
a maior queda será na indústria eletrônica. No entanto, pelo menos a curto prazo (2º semestre
de 2001), haverá uma certa compensação com o revigoramento das indústrias pesadas dedicadas
à produção de turbinas, além de luminárias, cuja demanda está fortemente
estimulada.
A médio prazo vamos ter, também, segundo tudo indica, substanciais investimentos nas 21 usinas hidroelétricas,
49 termo elétricas e 5.000 kms de linhas de transmissão que estão sendo licitadas, num total
de mais de R$ 30 bilhões, capazes de gerar um milhão de empregos.
Há um certo consenso de que esses novos investimentos não serão suficientes para neutralizar
a queda da produção industrial e as vendas do comércio, até 2003. Assim sendo, ficarão
prejudicadas as taxas de crescimentos do PIB nacional, que poderão oscilar entre 2% e 3%, neste período.
O setor automobilístico, carro chefe da indústria nacional, registrou uma queda de 6,28% em junho,
em relação a maio, sendo 8,07% em automóveis de passageiros, o que se deve mais à retração
dos consumidores do que à crise energética. O mesmo está acontecendo na indústria eletrônica,
cuja produção já havia caído 1,7% em maio e em junho caiu cerca de 15%. Mas a meta
das montadoras continua sendo de crescer 13%, neste ano.
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