|
NOTAS SINTÉTICAS
• A DIXIE-TOGA, IMPORTANTE FABRICANTE DE EMBALAGENS DE
PLÁSTICOS, anunciou que em agosto, provavelmente, será obrigada a reajustar seus preços em
torno de 10%, se a moeda americana continuar com sua cotação acima de R$ 3,00 (três reais).
Essa medida está de acordo com todo o setor de embalagens que tem seus insumos industriais “amarrados” aos
valores do dólar.
• O SETOR DA BORRACHA NATURAL ESTÁ EM PLENA EXPANSÃO. Há cinco anos, os produtores recebiam
subsídio federal, o que não está sendo necessário a partir do início do segundo
semestre de 2002, devido à desvalorização do real e a sua cotação no mercado
internacional.
• FOI SANCIONADA PELO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO a lei para a ampliação do Pólo
Petroquímico de Capuava (SP), de forma a permitir o crescimento industrial e econômico da região
sem prejudicar o meio ambiente. Assim sendo, a Petroquímica União (PqU) poderá levar adiante
seu projeto de expansão.
• POR FALAR EM PROJETO DE EXPANSÃO DA PQU (PETROQUÍMICA UNIÃO), ele deverá contar com
um aumento de produção de eteno, que poderá ser consumida pela Polietilenos União (controlada
pela Unipar), aumentando sua produção de polietilenos proporcionalmente, diminuindo a necessidade
de importação dessa matéria prima. Só no mes passado, segundo se informa, importou-se
cerca de 20 mil toneladas de PE da Argentina.
• PARA AMPLIAR SUA PRODUÇÃO DE ETENO EM TORNO DE 40%, a PqU pretende entrar em acordo com a Petrobrás
que deverá abastecer a central petroquímica com gás trazido das refinarias Revap, de São
José dos Campos (SP) e da Recap, de Capuava (SP). O custo do gás será menor do que da nafta
e a PqU pretende comprar em torno de 450 mil ton/ano do mesmo.
• AINDA SOBRE A PETROQUÍMICA UNIÃO (PqU), no final deste mês de julho, ela foi desativada para
trabalhos de manutenção, que deverão ocorrer até finais de agosto/2002. Para tanto
a empresa conta com um investimento na ordem de mais de R$ 130 milhões, sendo que 1/3 será destinado
à manutenção propriamente dita, enquanto os outros 2/3 servirão para obras de melhorias
e otimização de sua produção. Essa parada está acontecendo após mais
de 5 anos de operação contínua.
• A MULTINACIONAL CLARIANT, CRIADA HÁ 5 ANOS, resultado da união da divisão química
da Sandoz (Suíça) com a da Hoechst (Alemanha), declarou que o Brasil é seu mercado de maior
futuro, apesar de não poder investir muito aqui devido à cobranças de altos impostos nacionais.
O objetivo da Clariant é investir na nacionalização de seus produtos, reduzindo seus custos
operacionais e sofrendo pouco com a variação cambial.
• A FABRICAÇÃO DE “MIUDEZAS” PLÁSTICAS É UMA BOA OPÇÃO em relação
ao mercado nacional que, segundo a Abrinq (Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos), com
um investimento na ordem de R$ 500 mil entre equipamentos (injetora, sopro e moldes) e matéria primas, contando
com menos de 30 funcionários, pode-se faturar até mais de R$ 65 mil mensais. Porém, segundo
alguns fabricantes de brinquedos, esse tipo de negócio é sazonal, isto é, a quantidade de
vendas e faturamento depende da época “festiva” em que ele é consumido. Mas mesmo assim conta com
um mercado consumidor de amplo porte.
• A AMERICANA DUPONT OBTEVE LUCRO NESSE SEGUNDO TRIMESTRE DE 2002, na ordem de mais de US$ 500 milhões,
resultado muito diferente do obtido pela empresa, no mesmo período, no ano passado, quando registrou prejuízo
de mais de US$ 200 milhões.
• AS UNIVERSIDADES LOCALIZADAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, entre elas a UFF (Universidade Federal Fluminense),
UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), estão fazendo
estudos sobre a diminuição de despesas no processo de reciclagem do lixo. Entre as pesquisas em andamento
está a reciclagem de dois produtos plásticos, o PET (encontrado em garrafas de refrigerante) e o
PEAD (encontrado em frascos de xampu, por exemplo), que até então têm que ser reciclados separadamente,
o que onera o custo da reciclagem para as empresas. Até então, quando se misturam PET com PEAD obtem-se
um produto com fracas propriedades mecânicas. Porém os estudos envolvidos com essa pesquisa apontam
para que sejam misturados outros agentes durante a reciclagem a fim de se obter um produto de melhor qualidade.
• AINDA SOBRE RECICLAGEM, A USP (Universidade de São Paulo) está investindo em pesquisas quanto a
reciclagem de PVC, cuja incineração, quando realizada com equipamentos e condições
adequadas, não oferece riscos ao meio ambiente nem à saúde dos trabalhadores. A reciclagem
do PVC reduz os problemas ambientais e da saúde pública pela diminuição de resíduos
em aterros sanitários.
• A RHODIA-STER, LÍDER NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA na fabricação de PET e também
produtora de fibras de poliéster, foi vendida pela Rhodia francesa para o o grupo italiano Mossi & Ghisolfi
Finanziaria (M & G), tendo fechado o primeiro semestre de 2002 com prejuízo de mais de R$75 milhões.
• A PETROBRAS ADQUIRIU a empresa argentina Perez Companc. Como resultado dessa operação, especificamente
com relação ao setor plástico nacional, a Innova, produtora de poliestireno, no Rio Grande
do Sul, que pertencia ao Grupo Perez Companc, passa a ter seu controle acionário em poder da Petrobrás.
• A GIGANTE PETROQUÍMICA, Braskem, já tem data para começar a operar oficialmente: 16/08.
Nesse dia, a assembléia de acionistas da Copene deverá aprovar a operação que fará
desaparecer, além da própria Copene, a OPP, Trikem, Proppet e Nitrocarbono, congregadas, então
em uma única empresa - Braskem, maior holding do setor petroquímico na América Latina.
|