JULHO DE 2002


NOTAS SINTÉTICAS

• A DIXIE-TOGA, IMPORTANTE FABRICANTE DE EMBALAGENS DE PLÁSTICOS, anunciou que em agosto, provavelmente, será obrigada a reajustar seus preços em torno de 10%, se a moeda americana continuar com sua cotação acima de R$ 3,00 (três reais). Essa medida está de acordo com todo o setor de embalagens que tem seus insumos industriais “amarrados” aos valores do dólar.

• O SETOR DA BORRACHA NATURAL ESTÁ EM PLENA EXPANSÃO. Há cinco anos, os produtores recebiam subsídio federal, o que não está sendo necessário a partir do início do segundo semestre de 2002, devido à desvalorização do real e a sua cotação no mercado internacional.

• FOI SANCIONADA PELO GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO a lei para a ampliação do Pólo Petroquímico de Capuava (SP), de forma a permitir o crescimento industrial e econômico da região sem prejudicar o meio ambiente. Assim sendo, a Petroquímica União (PqU) poderá levar adiante seu projeto de expansão.

• POR FALAR EM PROJETO DE EXPANSÃO DA PQU (PETROQUÍMICA UNIÃO), ele deverá contar com um aumento de produção de eteno, que poderá ser consumida pela Polietilenos União (controlada pela Unipar), aumentando sua produção de polietilenos proporcionalmente, diminuindo a necessidade de importação dessa matéria prima. Só no mes passado, segundo se informa, importou-se cerca de 20 mil toneladas de PE da Argentina.

• PARA AMPLIAR SUA PRODUÇÃO DE ETENO EM TORNO DE 40%, a PqU pretende entrar em acordo com a Petrobrás que deverá abastecer a central petroquímica com gás trazido das refinarias Revap, de São José dos Campos (SP) e da Recap, de Capuava (SP). O custo do gás será menor do que da nafta e a PqU pretende comprar em torno de 450 mil ton/ano do mesmo.

• AINDA SOBRE A PETROQUÍMICA UNIÃO (PqU), no final deste mês de julho, ela foi desativada para trabalhos de manutenção, que deverão ocorrer até finais de agosto/2002. Para tanto a empresa conta com um investimento na ordem de mais de R$ 130 milhões, sendo que 1/3 será destinado à manutenção propriamente dita, enquanto os outros 2/3 servirão para obras de melhorias e otimização de sua produção. Essa parada está acontecendo após mais de 5 anos de operação contínua.

• A MULTINACIONAL CLARIANT, CRIADA HÁ 5 ANOS, resultado da união da divisão química da Sandoz (Suíça) com a da Hoechst (Alemanha), declarou que o Brasil é seu mercado de maior futuro, apesar de não poder investir muito aqui devido à cobranças de altos impostos nacionais. O objetivo da Clariant é investir na nacionalização de seus produtos, reduzindo seus custos operacionais e sofrendo pouco com a variação cambial.

• A FABRICAÇÃO DE “MIUDEZAS” PLÁSTICAS É UMA BOA OPÇÃO em relação ao mercado nacional que, segundo a Abrinq (Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos), com um investimento na ordem de R$ 500 mil entre equipamentos (injetora, sopro e moldes) e matéria primas, contando com menos de 30 funcionários, pode-se faturar até mais de R$ 65 mil mensais. Porém, segundo alguns fabricantes de brinquedos, esse tipo de negócio é sazonal, isto é, a quantidade de vendas e faturamento depende da época “festiva” em que ele é consumido. Mas mesmo assim conta com um mercado consumidor de amplo porte.

• A AMERICANA DUPONT OBTEVE LUCRO NESSE SEGUNDO TRIMESTRE DE 2002, na ordem de mais de US$ 500 milhões, resultado muito diferente do obtido pela empresa, no mesmo período, no ano passado, quando registrou prejuízo de mais de US$ 200 milhões.

• AS UNIVERSIDADES LOCALIZADAS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, entre elas a UFF (Universidade Federal Fluminense), UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), estão fazendo estudos sobre a diminuição de despesas no processo de reciclagem do lixo. Entre as pesquisas em andamento está a reciclagem de dois produtos plásticos, o PET (encontrado em garrafas de refrigerante) e o PEAD (encontrado em frascos de xampu, por exemplo), que até então têm que ser reciclados separadamente, o que onera o custo da reciclagem para as empresas. Até então, quando se misturam PET com PEAD obtem-se um produto com fracas propriedades mecânicas. Porém os estudos envolvidos com essa pesquisa apontam para que sejam misturados outros agentes durante a reciclagem a fim de se obter um produto de melhor qualidade.

• AINDA SOBRE RECICLAGEM, A USP (Universidade de São Paulo) está investindo em pesquisas quanto a reciclagem de PVC, cuja incineração, quando realizada com equipamentos e condições adequadas, não oferece riscos ao meio ambiente nem à saúde dos trabalhadores. A reciclagem do PVC reduz os problemas ambientais e da saúde pública pela diminuição de resíduos em aterros sanitários.

• A RHODIA-STER, LÍDER NO BRASIL E NA AMÉRICA LATINA na fabricação de PET e também produtora de fibras de poliéster, foi vendida pela Rhodia francesa para o o grupo italiano Mossi & Ghisolfi Finanziaria (M & G), tendo fechado o primeiro semestre de 2002 com prejuízo de mais de R$75 milhões.

• A PETROBRAS ADQUIRIU a empresa argentina Perez Companc. Como resultado dessa operação, especificamente com relação ao setor plástico nacional, a Innova, produtora de poliestireno, no Rio Grande do Sul, que pertencia ao Grupo Perez Companc, passa a ter seu controle acionário em poder da Petrobrás.

• A GIGANTE PETROQUÍMICA, Braskem, já tem data para começar a operar oficialmente: 16/08. Nesse dia, a assembléia de acionistas da Copene deverá aprovar a operação que fará desaparecer, além da própria Copene, a OPP, Trikem, Proppet e Nitrocarbono, congregadas, então em uma única empresa - Braskem, maior holding do setor petroquímico na América Latina.


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