JULHO DE 2002

O FUTURO DO BRASIL É MAIOR QUE SEU PASSADO

Sydney A. Latini


A propósito da divulgação de índices que revelam a temporada de queda nas cotação das ações na Bolsa de Valores e para compensar o mal humor dos derrotistas que só encontram defeitos neste nosso Brasil, é oportuno reproduzir trechos do texto que acabo de receber via Internet, desses que chegam com cada vez maior freqüência, muitas vezes sem nítida identificação de origem, e quase sempre transmitindo oportunas informações e sabedoria, salpicadas de fino humor. Eis alguns tópicos da mensagem recebida:

• Afinal por que estão as maiores empresas americanas e européias afirmando que seu maior portfólio de investimentos para os próximos 10 –15 anos será nesta região de mundo?

• Nos corredores do Forum Econômico Mundial em Davos os Ministros e autoridades declaravam sua intenção de investir no Brasil nos próximos anos o que nunca haviam pensado. Afinal que mercado é êste?

• Vejo dados confusos sobre o Brasil. Os jornais mostram a desgraça, o estupro, as balas perdidas... [e poderíamos acrescentar: os juros astronômicos, o desemprego, a inadimplência...] e esse pessoal continua vindo para o Brasil?

• As empresas espanholas e portuguesas acabam sendo maiores aqui do que na própria Espanha e Portugal e assim por diante.

• Acho que está na hora de explicar o Brasil com dados – dados sérios de pesquisa – (os dados abaixo têm como fonte AC Nielsen):

• O Brasil é hoje um mercado que apresenta alguns dados impressionantes.

• 11 milhões de usuários da Internet (95% das declarações de IR foram enviadas via Internet, 40% do total na América Latina e o dobro do México);

• E é importante que saibamos que somente a chamada classe média e emergente no Brasil hoje representa 35 milhões de famílias (IBGE);

• Assim, só a classe média emergente no Brasil é:
- 8% maior que a população da Alemanha;
- Maior que a República Checa, Bélgica, Hungria, Nova Zelândia, Luxemburgo e Islândia juntos;
- equivale a um terço da população dos Estados Unidos e 72% da população do Japão;

• Todo o PIB da Argentina equivale ao Interior do Estado de São Paulo; todo PIB do Chile equivale ao da Grande Campinas (Ernest & Young); todo o PIB do Uruguai equivale ao bairro de Santo Amaro em São Paulo;

• É preciso compreender que as empresas multinacionais estão investindo aqui porque o Brasil é o 5º País do mundo em poder de compra com mais de US$ 1 trilhão de PIB (“Purchasing Power Parity” – PPP); hoje o ranking é: Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e Brasil;

• Se somos 33 milhões de pobres somos também 120 milhões de não pobres no BRASIL; e isso quer dizer muita coisa num mundo de mercados maduros (“Mercado maduro” é o mercado em que o crescimento de consumo é eqüivalente ao incremento vegetativo da população – ou seja – se a população cresce aumenta o consumo. Se não cresce o consumo continua estático);

• E acredite, dentro de mais alguns anos – 3 ou 4 – teremos no Brasil juros internacionais. Isso significa que poderemos ir ao banco para que ele financie o nosso crescimento a juros de 10 -12% ao ano e não ao mês; e juros internacionais também farão com que o consumidor brasileiro possa consumir mais, dever mais [... e liquidar suas dívidas pontualmente] criando um círculo virtuoso de crescimento do mercado.

• Agora é o momento de acreditar e investir, lembrando que o pessimista é o maior inimigo dele próprio e que o futuro do Brasil é maior que seu passado.

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