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JULHO DE 2003 |
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EDITORIAL O momento exige reflexão...AO REDIGIRMOS este artigo de fundo, nós o fazemos sob o impacto de notícias, na virada do mês de julho para agosto, que nos fazem recordar outros “agostos”, de certa maneira fatídicos para a história do Brasil: agosto/54 - suicídio do Pres. Vargas; agosto/61 - renúncia do Pres. Jânio Quadros e por aí vai. AO QUE PARECE, depois de uma “lua-de-mel” com o Governo, setores, tanto à esquerda, como à direita, resolveram que problemas (alguns desde o nosso descobrimento!) teriam que ser resolvidos em 7 ou 8 meses de governo. NÃO SE TRATA AQUI de defesa incondicional de todas as medidas tomadas, até agora, pelo Pres. Lula. Não se pode, entretanto, deixar de reconhecer méritos em posições tomadas que acabaram com o espectro, p.ex., de uma volta desenfreada da inflação, promovendo o reequilíbrio da taxa do dólar para patamares aceitáveis, risco Brasil em valores civilizados, etc.. ESSE “FREIO DE ARRUMAÇÃO” dos primeiros seis meses propiciou, inclusive, pela primeira vez no atual governo, que, em julho, tivéssemos uma redução de 1,5% na taxa básica de juros. POR OUTRO LADO, temos que reconhecer que, até pelas medidas tomadas, houve um aceleramento do nível de desemprego; o consumo, como consequência, caiu, e o nível de atividade industrial idem. O QUE PREOCUPA, entretanto, voltando ao cerne de nossa questão, é o açodamento e um certo exagero na cobrança por alguns setores da sociedade civil em querer, ou melhor, quase exigir, que em poucos meses atingíssemos o Paraíso! A CRÍTICA MAIS OBJETIVA que poderia ser feita ao Presidente Lula seria a de que talvez esteja se arriscando, politicamente, a pagar um preço, talvez muito alto, com relação à reforma da Previdência. SUA INSISTÊNCIA numa luta obstinada para, como ele próprio declarou, tentar salvar o sistema Previdenciário de uma inviabilidade no pagamento de benefício e pensões daqui a alguns anos é um dos focos de manifestação de descontentamento, pricipalmente por parte de funcionários públicos. ESSSA RESSALVA, todavia, em realidade, demonstra o seu despreendimento e boas intenções com relação ao futuro de nossa nação: seria muito mais fácil para ele fechar os olhos, fazer jogo de cena (como, ao que tudo indica, fez seu antecessor) e “empurrar com a barriga” o problema. A HORA, PORTANTO, exige que se faça uma reflexão; que nossos setores industriais dêem, ainda, um voto de confiança à atual administração e que se dê “tempo ao tempo”, pois ainda se vislumbram, no horizonte, sinais de que a escolha feita pela maioria esmagadora da população, no final de 2002, estava correta. |
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