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Julho de 2004 |
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NOTAS SINTÉTICAS• A CANAPEX MEXICANA, controlada pela Ultrapar, comprou ativos operacionais da Rhodia, no México. A Rhodia vendeu sua linha de surfactantes, matéria prima utilizada pela indústria de produtos de limpeza. • FOI LANÇADA OFICIALMENTE A EMPRESA LANXESS, que abrigará a divisão química e de algumas áreas de polímeros da alemã Bayer. Porém, parece ser intenção da Bayer colocar à venda, no próximo ano, a própria Lanxess. Tal empresa possui um portfólio com mais de 5 mil produtos de plásticos, borracha e pigmentos orgânicos. • A BASF E A SHELL PRETENDEM VENDER, também em 2005, a Basell, joint-venture fabricante de resinas termoplásticas, que foi criada em 2000. Segundo informações, a Basell deverá passar por modificações estratégicas. No Brasil, ela compartilha com o grupo Suzano o controle da Polibrasil. • COM O AUMENTO DO PREÇO DO PETRÓLEO, a indústria petroquímica já começa a se preparar para que haja um reajuste quanto ao preço da nafta, principal matéria prima das centrais petroquímicas, em torno de até 7% em relação ao valor já estabelecido de US$ 360 a tonelada. • A PETROBRAS ESTÁ PERDENDO MUITO devido à alta do petróleo, que já chegou a ser negociado numa faixa, aproximadamente, de US$ 43. Segundo especialistas, o preço da gasolina no Brasil está 18% abaixo do praticado no mercado internacional, assim como o diesel, que também está abaixo 17%, o que leva a Petrobras a perder em torno de R$ 30 milhões por dia. • POR OUTRO LADO, A PETROBRAS ADQUIRIU 40% do capital da Gasmig, empresa de comercialização de gás controlada pela Cemig - Cia. Energética de Minas Gerais. Com isso, deverá haver expansão da rede da Gasmig no estado de Minas Gerais. • TAMBÉM FOI ADQUIRIDA PELA PETROBRAS A AGIP DO BRASIL S/A., detentora das marcas Liquigás, Novogás e Tropigás. A Agip possui 21% no mercado nacional de GLP. Com tal aquisição, a Petrobras se verticaliza na cadeia produtiva do GLP. • A PETROBRAS TAMBÉM ESTÁ INVESTINDO NA REDUC - Refinaria de Duque de Caxias (RJ), na unidade de Coqueamento Retardado. Tal investimento encontra-se na faixa de mais de US$ 1 bilhão. A previsão é de que essa unidade de Coque aumente a oferta de óleo diesel (mais de 11 mil barris/dia), de GLP (mais de 2 mil barris/dia) e de nafta (mais de 4 mil barris/dia). • TAMBÉM FOI ASSINADO UM ACORDO entre a Petrobras e a empresa canadense Encana, especializada em tecnologia para recuperação de petróleo pesado. A estatal brasileira tem interesse em desenvolver a tecnologia SAGD (Steam Assisted Gravity Drainage): através de injeção de vapor em poços horizontais, o óleo se desprende e vai para a produção no segundo poço. • A PETROFLEX, MAIOR PRODUTORA DE BORRACHA SINTÉTICA na América Latina, pretende, em 2005, inaugurar um escritório nos EUA (o 3º no exterior), para, posteriormente, formar joint-ventures para agregar valor ao produto feito no Brasil, Em 2004, a Petroflex deverá produzir 350 mil toneladas de borracha sintética (mais de 10 mil tons. acima da produção em 2003). Seus produtos são utilizados, principalmente, pelas indústrias automobilísticas e de calçados, estando presentes também na indústria de alimentos, asfalto, adesivos e outras. • A DUPONT AMERICANA ALCANÇOU UM LUCRO LÍQUIDO, no segundo trimestre desse ano, de mais de US$ 500 milhões, sendo que no mesmo período, em 2003, seu lucro foi de mais de US$ 650 milhões. Segundo informações, tal redução no lucro está refletindo os custos da reestruturação da empresa, mas que vem sendo compensada por aumentos no lucro operacional. • A INDÚSTRIA DE RESINAS TERMOPLÁSTICAS TEM MELHORADO suas perspectivas de crescimento para 2004. Já no primeiro semestre, o mercado apresentou um aumento de mais de 10% em relação ao ano anterior, no mesmo período, e as empresas de segunda geração da indústria de plásticos já projetam crescimento de mais de 8%. • A IPIRANGA PETROQUÍMICA (IPQ) produziu mais de 620 mil toneladas de PELBD, PEAD, PP, até junho de 2004, fechando seu ano-calendário com um aumento em sua produção de mais de 5% em relação ao ano anterior, em que foram produzidas 590 mil toneladas desses polímeros. Isso significa que estão sendo utilizadas quase 90% de sua capacidade de produção, que é de 700 mil tons/anuais. • A COMAPANHIA VALE DO RIO DOCE (CVRD) assumirá, no segundo semestre de 2004, o controle da operação logística da IPQ - Ipiranga Petroquímica, braço petroquímico da Petróleo Ipiranga e maior produtora de polietileno de alta densidade (PEAD) da América Latina. Espera-se que a nova gestão venha a reduzir em 5% ao ano, ao menos, os custos da IPQ com logística, bem como possibilitar um aumento na qualidade de serviços prestados aos seus clientes. |
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