Julho de 2004


Braskem atinge EBITDA de R$ 1,1 bilhão no primeiro semestre

EBITDA de R$ 615 milhões no segundo trimestre de 2004 reflete
o melhor desempenho operacional da história da companhia

        A Braskem alcançou, no segundo trimestre de 2004, o melhor EBITDA (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) trimestral desde a sua criação, no valor de R$ 615 milhões, o que representou um crescimento de 52% em relação ao mesmo período do ano passado. Houve uma evolução expressiva em todos os indicadores de desempenho operacional da Braskem, o que demonstra a qualidade do seu modelo de negócio. No acumulado do primeiro semestre, o EBITDA teve um progresso de 34%, passando de R$ 855 milhões, em 2003, para R$ 1,1 bilhão, em 2004. Nos últimos 12 meses, o EBITDA ultrapassa R$ 2 bilhões.

        Os volumes produzidos pela Braskem apresentaram importante crescimento em praticamente todo o portfólio da empresa, indicando a excelência da sua performance industrial. Entre as resinas polietileno, polipropileno e PVC, o aumento médio da produção foi de 14% no último trimestre, quando comparado com o mesmo período de 2003, totalizando 400 mil toneladas.

        A utilização da capacidade industrial teve relevante crescimento no trimestre, alcançando taxas de 93% nas unidades de PVC, 91% nas de polietileno, 89% nas de polipropileno e 90% na de eteno.

        “É importante ressaltar a consistência e a qualidade do resultado operacional obtido pela Braskem. Nos últimos 12 meses, a receita bruta acumulada pela companhia ultrapassou a marca de R$ 12 bilhões, enquanto o EBITDA superou R$ 2 bilhões”, diz José Carlos Grubisich, presidente da Braskem. “As margens para os nossos produtos também apresentaram expressivo crescimento mesmo em um ambiente de negócios desafiador no que se refere aos preços da nafta e à trajetória desfavorável do câmbio”, acrescenta.

        O volume de resinas termoplásticas vendidas pela Braskem foi de 424 mil toneladas no segundo trimestre, superando em 30% o que foi comercializado no mesmo período de 2003. No acumulado do semestre, as vendas de resinas somaram 684 mil toneladas, um aumento de 23% em comparação a 2003.

        Ao lado do bom desempenho das vendas no mercado doméstico, a Braskem manteve presença significativa nos mercados internacionais. As exportações cresceram 22% em receita líquida no trimestre, totalizando US$ 221 milhões. No semestre, a receita líquida com exportações alcançou US$ 353 milhões, 11% superior ao montante verificado no mesmo período de 2003.

        A receita líquida obtida pela Braskem no último trimestre foi de R$ 2,7 bilhões, o que representou uma evolução de 27% em relação ao segundo trimestre de 2003. No primeiro semestre, a receita líquida alcançou R$ 4,9 bilhões, 10% a mais do que no primeiro semestre do ano passado. No acumulado dos últimos 12 meses, a receita líquida atingiu R$ 9,6 bilhões.

        A Braskem mantém uma rentabilidade diferenciada dentro do setor, traduzida pela margem EBITDA de 22% no segundo trimestre, ante 19% no mesmo período de 2003. No semestre, a margem EBITDA foi de 23%.

        A performance operacional foi impactada pela mudança na trajetória da taxa de câmbio no segundo trimestre, que resultou em uma variação cambial líquida negativa de R$ 427 milhões quando se compara com o mesmo período de 2003. O efeito da desvalorização cambial foi o principal fator que levou a um prejuízo líquido contábil de R$ 302 milhões no último trimestre e de R$ 292 milhões no semestre.

        Em linha com o compromisso da Braskem de reduzir sua alavancagem financeira, a relação entre dívida líquida e EBITDA da empresa prosseguiu em trajetória de queda, passando de 3,42 em março último para 3,28 no final de junho. Na ocasião, o saldo em caixa somava R$ 1,9 bilhão, compatível com os vencimentos previstos para os próximos doze meses.

        “A Braskem mantém sua estratégia de priorizar a destinação de sua geração operacional de caixa para amortizar suas obrigações de curto prazo, sobretudo as indexadas ao dólar e não atreladas a linhas de trade-finance, de alongar os prazos de vencimento dos passivos financeiros e aumentar os níveis de liquidez, elevando o grau de flexibilidade estratégica, financeira e operacional da companhia”, diz Paul Altit, vice-presidente responsável por Finanças e Relações com Investidores.

        Confiante no crescimento da demanda por resinas termoplásticas e na melhoria da rentabilidade para o setor, a Braskem está colocando em operação, em julho, um incremento de 100 mil t/ano à sua capacidade de polipropileno em Triunfo (RS), com investimento de US$ 7 milhões, e de 50 mil t/ano à capacidade de paraxileno em Camaçari (BA), onde foram aplicados US$ 8 milhões. Estão em andamento aumentos de capacidade em PVC (50 mil t/ano) em Alagoas, e em polietileno (mais 30 mil t/ano) em Camaçari, ambos para meados de 2005, com investimentos de US$ 28 milhões e US$ 4 milhões, respectivamente.


Na foto, da esquerda para a direita, vêem-se:
Maurício Ferro (vice-presidente do Jurídico);
José Carlos Grubisich (Presidente) e
Alexandrino de Alencar (vice-presidente de Relações Institucionais). 

.A Braskem divulgou, dia 29/07, no Hotel Renaissance, São Paulo, em coletiva seguida de almoço, o balanço de resultados do segundo trimestre de 2004 (e o consolidado dos primeiros seis meses do ano), com a presença do presidente da empresa, José Carlos Grubisich, e outros diretores da companhia

 

 

www.jorplast.com.br | Abertura | Índice da Edição do Mês | Próxima Matéria | Correio