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Julho de 2005 |
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NOTAS SINTÉTICAS• O PRIMEIRO SEMESTRE DE 2005 foi ótimo para a Companhia Petroquímica do Sul (Copesul), que obteve um lucro líquido de mais de R$ 360 milhões, ou seja, um aumento de quase 60% em relação ao mesmo período no ano anterior. Cabe lembrar que o principal produto da Copesul é o eteno, mas ela conta também com outros petroquímicos básicos, como o butadieno, propeno, benzeno e tolmeno. • A COPESUL TAMBÉM TEM INVESTIDO em novas tecnologias, com o objetivo de otimizar ainda mais sua produção. Com a aquisição de softwares que trabalham analisando e processando uma série de informações, como o tipo e volume de matérias-primas, condições de processo e de mercado, a empresa pode tomar decisões que acarretarão uma economia de milhões de dólares. • A UNIGEL QUÍMICA DEVERÁ INVESTIR cerca de US$ 60 milhões para duplicar a produção do monômero de estireno da fábrica da sua controlada CBE - Cia. Brasileira de Estireno, em Cubatão (SP), que deverá chegar, até 2007, a 240 mil tons/ano. Tal expansão tem por objetivo aumentar a disponibilidade nacional desse produto, eliminando o déficit estimado, atualmente, em 100 mil tons/ano. A CBE iniciou suas operações em 1957, sendo a primeira empresa brasileira a produzir o monômero de estireno e o JORNAL DE PLÁSTICOS, desde os primórdios, acompanhou essa iniciativa, como bem o evidencia o primeiro número do JP, de julho/1956, em cuja capa figura a fotografia da construção da citada fábrica (ver a capa desta edição). • A POLIBRASIL RESINAS ABRE UM NOVO MERCADO: o de química especializada. Líder do mercado latino-americano como produtora de PP (polipropileno), a Polibrasil investiu mais de US$ 20 milhões para introduzir a nanotecnologia, ou seja, tecnologia em que a matéria é manipulada em escala atômica e molecular para criar novos materiais e processos. Com essa tecnologia, a empresa poderá colocar no mercado resinas com partículas de cerâmica que podem mudar a cor de uma embalagem, caso a validade do produto esteja vencida. • AINDA SOBRE A NANOTECNOLOGIA: em julho, foi realizado um seminário na Fiesp, em São Paulo (SP), com o objetivo de debater a questão do desenvolvimento de tecnologias nacionais para não haver mais necessidade de importá-las. Ao final desse encontro, um documento foi tirado para alertar o Governo Federal quanto à necessidade do estabelecimento de uma política nacional para o desenvolvimento das nanotecnologias. As nanotecnologias respondem pelo desenvolvimento de materiais com novas propriedades, que têm aplicação nos mais variados produtos, tais como tintas à prova de riscos (para automóveis, em geral), vidros que não retêm água, fios e tecidos inteligentes que não perdem a cor, não mancham, nem molham, plásticos ultra-resistentes e muitos outros • A PETROBRAS QUÍMICA (PETROQUISA), entre janeiro e maio desse ano, obteve um lucro líquido de mais de RS$ 148 milhões, ou seja, maior que o dobro obtido no primeiro semestre de 2004, que esteve em torno de RS$ 68 milhões. Entre os motivos do crescimento estariam seu bom desempenho e o aumento do preço dos aromáticos no mercado internacional. Cabe lembrar que os aromáticos são derivados apenas da nafta petroquímica, sendo que o gás natural não proporciona esses produtos. Assim, a exportação brasileira é beneficiada para países, como os EUA, em que toda a cadeia de insumos químicos vêm do gás natural. • O PREÇO DA NAFTA PETROQUÍMICA DEVERÁ SUBIR, em agosto, na Europa, e tal aumento deverá ocorrer também no Brasil a partir de setembro, devido às altas cotações do petróleo. Aqui, estima-se que o mesmo esteja em torno de 5%. • EM 2005, O GRUPO FRANCÊS RHODIA deverá investir cerca de US$ 40 milhões no Brasil, ou seja, 30% a mais do que os US$ 30 milhões previstos inicialmente, uma vez que tal cifra já representa 10% do faturamento total do grupo. Este investimento servirá para melhorias operacionais nas fábricas, sobretudo, o aumento da produção da cadeia do fenol, em Paulínia (SP), e na cadeia de poliamida (fios têxteis e industriais, polímeros e plásticos de engenharia), em Santo André e em São Bernardo do Campo, ambas também em SP. • A PETROFLEX, IMPORTANTE EMPRESA do setor petroquímico, tem investido em aproximações com o mercado de ações. Para tanto, tem realizado reuniões com analistas e grupamento de ações, que têm, como um de seus objetivos, estimular a aquisição do papel por um número maior de pessoas físicas (principal gerador de liquidez dos mesmos) e aproximar seus funcionários do mercado de ações e dos papéis da empresa. Através do projeto Criação de Valores, a empresa promoveu eventos do programa educativo Bovespa Vai Até Você, que tem dado resultados muito positivos, pois seus funcionários já falam na criação de um clube de investimentos, o que gera um comprometimento maior com os resultados da companhia. • A PETROBRAS TEM UM NOVO PRESIDENTE: José Sérgio Gabrielli de Azevedo. O setor petroquímico recebeu essa notícia com otimismo e, segundo informações do Siresp (Sindicato da Indústria de Resinas Sintéticas no Estado de São Paulo), seu nome significa a continuidade da aproximação da estatal com o setor petroquímico, tanto no relacionamento com a Petroquisa, quanto com a Petrobras enquanto fornecedora da nafta, principal matéria-prima do setor. |
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