Julho de 2005

 

 


Indústria do plástico registra queda no 1º semestre

        De acordo com Merheg Cachum, presidente da ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) e do SINDIPLAST (Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo), no primeiro semestre deste ano, a maioria dos segmentos da indústria de transformação do plástico registrou queda nas vendas entre 20 e 35%.

        Cachum vê com muita preocupação esses números, uma vez que, historicamente, o setor reflete a situação de outros setores da economia brasileira. “Esperávamos que o ano fosse um ano bom, um ano de crescimento e de novos projetos, e, infelizmente, o que temos visto é a estagnação do setor”.

        Para o presidente da ABIPLAST e do SINDIPLAST, o aumento dos juros e da carga tributária, juntamente com o aumento da concorrência e a queda acentuada no preço das matérias-primas foram os grandes vilões para a indústria de transformação do plástico neste primeiro semestre de 2005. Esse último fator, inclusive, teria gerado uma reação inversa no mercado, considerando que a indústria já vinha trabalhando com margens mais baixas e se viu impossibilitada de repassar os novos valores praticados para os consumidores finais. “A indústria de transformação do plástico ficou em um beco sem saída porque nem havia repassado ainda os aumentos do passado ao consumidor final, quando o preço da matéria-prima começou a cair. Se nós não conseguimos repassar os aumentos que tínhamos represados, como é que vamos abaixar ainda mais o valor de nossos produtos como alguns dos grandes clientes vêm solicitando?”, questiona Cachum.

        Merheg Cachum não vê com otimismo o segundo semestre: “confesso que estou muito preocupado. A não ser que haja alguma mudança muito brusca e muito rápida em nossa economia – o que acredito ser bem difícil de acontecer –, vejo um segundo semestre também bastante comprometido para a indústria do plástico”.

        Segundo o presidente das entidades representativas da indústria nacional de transformação do plástico, somente não apresentaram queda nas vendas aquelas indústrias do setor que exportam. “Os segmentos que estão exportando ainda mantêm números muito melhores do que aqueles que não estão exportando”.


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