Julho de 2005

 


Embalagem de polipropileno abre novas
oportunidades para a indústria cimenteira

Uma nova embalagem plástica destinada à indústria de cimento, desenvolvida em conjunto pela Braskem e pela empresa Embrasa, promete dar impulso às exportações brasileiras do produto. A iniciativa vem suprir uma demanda do mercado internacional por embalagens de alto desempenho para cimento, capazes de assegurar melhores condições de armazenamento e transporte, permitindo que a qualidade e a competitividade do produto brasileiro sejam mais reconhecidas no exterior.

        Empresas líderes do setor, como a Cimentos Cauê e a Cimentos UAU, aprovaram a inovação e já estão comercializando alguns produtos com a nova embalagem. Além de atender ao mercado externo, as sacarias de ráfia têm perfeita aplicação para o transporte de longas distâncias no mercado interno via modais rodoviárias, ferroviárias e fluviais.

        Para o gerente de desenvolvimento de novos mercados da Braskem, Jorge Mônaco, o segmento de embalagens de polipropileno para cimentos tem excelente potencial de crescimento, já que a inovação apresenta muitas vantagens em relação aos sacos tradicionalmente usados no país.

        “Estamos iniciando o fornecimento de resina para um mercado estratégico, que tem potencial para consumir cerca de 10.000 toneladas de polipropileno anualmente. Acreditamos que a ampliação deste mercado para a Braskem é uma questão de tempo, pois os consumidores perceberão as vantagens da nova embalagem no transporte e na armazenagem do produto e darão preferência para as empresas que a utilizam”, ressalta Mônaco.

        Para disponibilizar a embalagem de polipropileno para o mercado, a Braskem participou do desenvolvimento da tecnologia de fabricação da nova embalagem e desenvolveu resinas específicas para esta aplicação. A Embrasa investiu cerca de US$ 8 milhões na aquisição de máquinas e equipamentos, com capacidade para produzir 60 milhões embalagens por ano.

        “A embalagem de ráfia tem enorme potencial para conquistar mercado, pois atende a uma necessidade específica do setor que, há muito tempo, vem buscando um tipo de sacaria especial, que corresponda às exigências do mercado e do consumidor”, explica Ricardo Vivolo, diretor da Embrasa, destacando a importância da parceria com a Braskem para desenvolver as novas embalagens.

        Vivolo enfatiza que o objetivo da nova embalagem é oferecer para segmentos específicos do setor cimenteiro, uma solução diferenciada que garanta a máxima proteção ao cimento durante todo o processo de logística, e também para produtos premium especiais, como o cimento branco, como forma de oferecer ao consumidor um produto ainda mais diferenciado.

        Com capacidade para 50 quilos de cimento, as novas embalagens de polipropileno prolongam a vida útil do cimento, oferecendo excelente resistência contra rasgos e umidade, reduzindo assim o índice de desperdício durante o processo logístico para cerca de 0,02%, que, com as embalagens tradicionais pode chegar a atingir 3%.- especialmente em transportes de longas distâncias, o que em toneladas significa uma redução da perda de 840.000/t para 6.000/t.

 

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