Consumo de resinas plásticas poderá superar 10 milhões de toneladas em 2015
O consumo aparente de resinas termoplásticas no Brasil deverá superar a marca de 10 milhões de toneladas em 2015, mais do que o dobro do volume de 4,3 milhões de toneladas de 2005. Para atender a esse crescimento, a demanda por nafta petroquímica, matéria-prima básica para o segmento, evoluirá para cerca de 9,3 milhões de toneladas. O déficit na oferta interna de nafta em 2015, estimado em 3,4 milhões de toneladas, deverá ser suprido com o aumento de importações e diversificação de fontes de matérias-primas, como o gás natural e gás de refinaria.
Esse é o cenário apresentado no estudo “Demanda de matérias-primas petroquímicas e provável origem”, elaborado pela Abiquim, com projeções até 2015 sobre o segmento petroquímico no País. O estudo destaca que, mesmo com a construção da Unidade Petroquímica Básica, com capacidade para processar 200 mil barris/dia de petróleo que deverá entrar em operação em 2011, a oferta de nafta petroquímica não sofrerá grandes alterações, em virtude do efeito negativo do aumento de processamento de petróleo nacional pesado, de menor rendimento para a produção de nafta.
As projeções do estudo, que têm como base um crescimento médio do PIB de 3,1% ao ano, mostram que, em 2015, a demanda por eteno e por propeno, matérias-primas básicas para a produção de resinas termoplásticas, aumentará, respectivamente, para cerca de 6,5 milhões de toneladas e 4,3 milhões de toneladas. A demanda por benzeno crescerá para mais de 1,1 milhão de toneladas e a de butadieno para cerca de 416 mil toneladas.
O estudo também apresenta projeções para as principais resinas termoplásticas fabricadas no País. As estimativas são de que o consumo aparente de polietilenos, em 2015, será superior a 4 milhões de toneladas, o de cloretos de polivinila (PVC) se situará em torno de 1,5 milhão de toneladas, o de poliestireno (PS) em 576 mil toneladas, o de polipropileno (PP) alcançará cerca de 2,9 milhões de toneladas e o de tereftalato de polietileno (PET) ficará próximo a 1,1 milhão de toneladas. O consumo aparente é o resultado da soma da produção com o volume de importações, menos o total de exportações.