JORNAL DE PLÁSTICOS - JUNHO DE 2000


NOTAS SINTÉTICAS

A INDÚSTRIA DO SILICONE CRESCE a cada ano devido, principalmente, às mudanças do gosto estético da sociedade, com o crescimento do número de cirurgias plásticas para aumentar o tamanho dos seios. Nem a desvalorização do real chega a influenciar quando se trata de “dar um trato nas aparências”...

A PETROFLEX ESTÁ DEMONSTRANDO preocupação ambiental, pois está destinando R$ 5,7 milhões para proteger a Baía da Guanabara da poluição gerada pela indústria. Bem vindo ao novo visual ecológico!

O SETOR DE RÁFIA, segmento de transformação de polipropileno que confecciona tecidos e sacaria industrial, apresentou avanços em direção ao mercado externo devido, entre outros fatores, a investimentos realizados em atualização tecnológica, melhoria de qualidade e aumento de produtividade.

NOVAS NEGOCIAÇÕES entre o México e o Brasil, com reduções das tarifas de importação, irão beneficiar também o setor petroquímico/plástico, pois estão sendo avaliados os seus produtos transformados .

O PVC, POR SUAS QUALIDADES, além de ser leve, flexível e versátil, está sendo utilizado cada vez mais pelas indústrias de frascos, pois ele permite que os produtos apareçam levando-se em conta o design estético de suas embalagens.

ENTRE OS DIAS 3 E 7 DE JUNHO, aconteceu a EUROPLAST 2000, o 12º Salão Internacional de Plástico, Borracha e Materiais Compósitos, em Paris (França), onde foram apresentadas soluções tecnológicas mais modernas para aqueles que trabalham desde o desenvolvimento de matérias primas até com produtos acabados mais elaborados.

O POLIETILENO ESTÁ SENDO USADO, cada vez mais, na medicina. Entre seus novos usos, os médicos contam, agora, com um “zíper” cirúrgico, feito de PE, que fecham os cortes em menos de dois minutos. Também os olhos artificiais não são mais feitos de vidro, aparecendo implantes feitos em tecidos de polietileno.

O CONSUMO DE RESINAS PLÁSTICAS AUMENTOU tanto no ano passado, 1999, em relação ao ano anterior, como está apresentando crescimento nesse primeiro semestre de 2000. Uma apreensão do setor baseia-se na política de reajuste da nafta, balizada em preços europeus. Segundo o presidente do Siresp, Jean Daniel Peter, para que o setor continue apresentando melhorias, é necessário que haja uma política de preços mais justa e mais de acordo com a realidade nacional.

NOVAS PERSPECTIVAS PARA O SETOR DE MOLDES foram abertas pelo reajuste cambial, pois quando o real foi equiparado ao dólar, houve uma maciça importação de moldes. Agora, o setor, ainda fragilizado, começa a se recuperar, contando com sua mão-de-obra qualificada. O problema é ainda não ter equipamentos necessários para a demanda que está surgindo.

TELAS PLÁSTICAS AUMENTAM A QUALIDADE DO CAFÉ, pois evitam que os grãos fiquem em contato com a umidade do chão e a proliferação de fungos. Com esse procedimento, o café seca mais rápido e com menores perdas. É importante lembrar que essa técnica é fruto da nossa criatividade nacional.

O BRASIL JOGA NO LIXO US$ 3 BILHÕES POR ANO! Segundo pesquisa do IBGE, com a não-preocupação governamental com referência aos produtos destinados ao lixo brasileiro, o país deixa de reciclar e reaproveitar uma boa quantidade de material que poderia gerar novos empregos, negócios e recursos para a ampliação do saneamento básico do Brasil. Isso dá o que pensar...

OUTRA APLICAÇÃO DO POLIETILENO encontra-se no segmento náutico brasileiro: atracadouros de plásticos, criados para controlar desastres ecológicos, dão estabilidade e facilitam a manutenção de barcos. Esses produtos concorrem com os píers de madeira presos em recipientes metálicos que requerem manutenção constante.

A IMPORTÂNCIA DA MUDANÇA DO VISUAL levou a Indústria Alímentícia Tambaú, a alterar as embalagens de seus produtos. Novas caixinhas plásticas aparecerão com os produtos dessa empresa, veterana no mercado.

O SETOR DE INJEÇÃO DE PLÁSTICOS optaram por maior segurança para seus trabalhadores: agora as máquinas, importadas ou não, só poderão ser comercializadas se possuírem dispositivos que impeçam o acesso das mãos dos operadores no interior de suas prensas. Maior segurança para a mão-de-obra, maior satisfação para todos.

A RHODIA POLIAMIDA INVESTIRÁ US$ 200 MILHÕES na América Latina, sendo que 90% serão destinados ao Brasil. Tal investimento será feito no sentido de aumentar a capacidade, modernizar os equipamentos nos setores têxtil, industrial e plásticos de engenharia.

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