JORNAL DE PLÁSTICOS - JUNHO DE 2001



NOTAS SINTÉTICAS

• PREOCUPADA COM A PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE, a Coca-Cola lançou um manual de reciclagem para todos seus parceiros do “Programa Reciclou, Ganhou”, entre eles escolas, hospitais, além de suas fábricas no Brasil. O objetivo desse programa é conscientizar a população de que todo material é importante e não deve ser jogado no lixo. Além da reciclagem do alumínio das latas de refrigerante, esse projeto tem o objetivo de incrementar a reciclagem do PET, que pode ser transformado em vários materiais úteis para a comunidade.

• OUTROS INTERESSADOS EM RECICLAGEM DE PLÁSTICOS: a Ambev, em parceria com a Tomra Latasa e com o supermercado Extra resolveram investir em reciclagem de embalagens de plásticos no Rio de Janeiro, com máquinas automatizadas para coleta, assim como com a “compra” dessas embalagens. Esse projeto tem por objetivo aumentar o índice de reciclagem do PET, que é de apenas 26%, para que o mesmo não se torne um grande poluente de nosso ambiente.

• A BAYER NOTIFICOU que sua divisão de polímeros está apresentando resultados inferiores aos obtidos, nesse mesmo período, em 2000, devido ao aumento do preço das matérias primas e à desaceleração da economia global. Cerca de 1/3 das vendas da Bayer está apoiada em unidades fabricantes de plástico para pára-choques de automóveis e cds.

• AS INDÚSTRIAS PETROQUÍMICAS NACIONAIS ESTÃO TENDO QUE LUTAR contra dois grandes “monstros”: o preço da nafta, principal matéria prima, cotada em dólar, e o racionamento de energia elétrica. Até o ano passado, como a variação cambial do dólar estava “parcialmente” controlada, ainda havia possibilidade de comprar a nafta com essa moeda e vender a produção em real. Em 2001, a nafta já aumentou 23%, o que começa a dificultar muito a possibilidade de exportação dos produtos nacionais. Além disso, a crise de energia também contribui para a diminuição na produção industrial, que fica cada vez mais sem opções para sair desse impasse.
• PARA ENFRENTAR A CRISE DE ENERGIA ELÉTRICA, A VULCAN, indústria de plásticos sediada no Rio de Janeiro, resolveu adotar um plano de emergência, como o desligamento de certas calandras uma vez por semana e alteração do horário de trabalho do pessoal administrativo, a fim de não atingir sua produção nem seu quadro de funcionários. A Vulcan produz cartões de crédito, atende à indústria automobilística, farmacêutica, além do muito conhecido adesivo Con-Tact.

• OUTRA SOLUÇÃO PARA O PROBLEMA DO RACIONAMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA foi obtida pelas indústrias do Pólo Petroquímico de Capuava (SP): a meta única de redução do consumo para todas as empresas desse pólo. Assim, a Petroquímica União (PqU), que fornece a matéria prima para indústrias de segunda e terceira gerações, irá se encarregar de diminuir bastante a utilização de energia elétrica, para que as outras unidades não tenham que reduzir muito seu consumo, o que poderia alterar seus índices de produção. A PqU irá ampliar também sua capacidade de gerar energia térmica e a gás, evitando assim o consumo de energia elétrica.

• JÁ AS INDÚSTRIAS DE EMBALAGENS PLÁSTICAS NO BRASIL, principalmente as ligadas ao setor alimentício, estão otimistas quanto aos seus resultados até agora, não tendo sofrido diminuição de pedidos, apesar dos aumentos das matérias primas, cotadas em dólar. Ainda que os alimentos congelados estejam sofrendo diminuição de produção, devido ao racionamento de energia elétrica, isto é, pela impossibilidade do uso do microondas e do freezer pela população, os alimentos secos tiveram aumento de demanda.

• SIMPÓSIO SOBRE TECNOLOGIA DE PLÁSTICOS BRASIL/ALEMANHA: “O Futuro da transformação de Materiais Plásticos na Embalagem por Sopro e Extrusão” é o tema a ser abordado de 15 a 16 de agosto próximo no Club Transatlântico em São Paulo.Paramaiores informações ligar: (0xx11) 3081-7388.

• EMPRESAS BRASILEIRAS PARTICIPARAM DE FEIRA ÁRABE. O setor plástico nacional esteve presente na SAUDI PPPC 2001 de 20 a 24 de maio de 2001 em Riyadh, através de A. Carnevalli,Plásticos do Paraná, Himaco e Sansuy.

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