JORNAL DE PLÁSTICOS - JUNHO DE 2001

MANIFESTAÇÕES PELO FALECIMENTO DE
MIGUEL IGNÁCIO PEREIRA

Em nossa última edicão – maio/2001 – publicamos extensa matéria a propósito do falecimento dessa grande figura do setor plástico – Miguel Ignácio Pereira.
Dentre as inúmeras manifestações que recebemos, inclusive de seus familiares, estamos reproduzindo, a seguir, a de um ex-colaborador do Sr. Miguel, L. A. Sardinha Machado e um e-mail de um industrial, pioneiro também do setor e em plena atividade, Gilbert S. Rozenberg, Diretor da Plasteng:

Pequena Homenagem a Miguel Ignácio Pereira
L.A.Sardinha Machado

Não é nada fácil escrever sobre uma pessoa a quem devemos muito. Mas, instado pelo diretor do Jornal de Plásticos, Ataliba Belleza Chagas, amigo comum que foi de Miguel Ignácio Pereira, procurarei fazer uma pequena homenagem a um gigante (em todos os sentidos) que marcou época na indústria de plásticos.
Talvez eu seja suspeito em falar do “sr. Monta”, com quem tive a honra de trabalhar e de conhecer muito bem, pelos laços que me ligaram profissionalmente a ele durante os anos que convivi em suas empresas.
Miguel Ignácio Pereira deixou marcas na indústria de plásticos, especialmente no setor de máquinas e equipamentos para embalagens. Foi um pioneiro na produção de impressoras rotogravura e flexografia, além de seladoras para embalagens plásticas. Os produtos fabricados por suas empresas, principalmente da Thunder-Comat, equipam centenas de indústrias e de embalagens no Brasil e em outras partes do mundo.
Na produção de impressoras flexográficas, processo que ele afirmava ser há mais de 30 anos, “como o futuro das embalagens”deu início a um grande desenvolvimento para o aperfeiçoamento da qualidade de impressão em nosso País. Hoje, quando encontramos embalagens de altíssimo nível impressas nesse sistema, temos a prova de quão certo estava ele procurando trazer para o Brasil, “o que de mais moderno encontrava nas feiras e exposições”que visitava em todo o mundo.
Sua empresa, a Thunder-Comat, deu origem direta ou indiretamente a outros grandes nomes atuais e passados da indústria flexográfica brasileira, como Rami, FEVA, Flexopower.
Foi também pioneiro na fabricação da primeira rotativa brasileira para jornais, projeto que só não decolou por problemas estruturais em sua empresa e a situação sempre confusa da economia do País, que sempre transformou os empresários em verdadeiros heróis, lutando contra as adversidades de mudanças econômicas nunca completadas.
Miguel Ignácio Pereira foi um exemplo para os que com ele conviveram. Deixou sua marca na indústria de plásticos que há de perdurar para sempre.
Sua falta será sentida por todos nós.


“De: Gilbert Rozenberg
Para: JORNAL DE PLÁSTICOS

Prezado Ataliba Belleza Chagas,

É com grande pesar que envio, por meio deste, meus pêsames  à família deste grande homem, Miguel Ignacio Pereira. Como também desta outra família grande que é o Mundo do Plástico, onde militou por décadas. Você  e eu perdemos um irmão, o que muito me entristece!

Ciao, Monta!
Gilbert S.Rozenberg”



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