JORNAL DE PLÁSTICOS - JUNHO DE 2001

Alcoa mostra novas aplicações em PET, novidades em tampas
e lançamentos em papel alumínio na Fispal

No segmento de tampas, folhas de alumínio e embalagens flexíveis, a Alcoa investe em produtos de maior valor agregado. No de PET, na expansão para novos mercados, como o de detergentes e óleos comestíveis. A empresa também apresenta os resultados de seu novo laminador de alumínio.
Alcoa levou à 17ª Feira Internacional de Alimentação - Fispal, que aconteceu de 19 a 22 de junho na Parque do Anhembi, em São Paulo, novidades nos segmentos de tampas para garrafas plásticas, embalagens PET, dos quais é líder nacional, além de lançamentos no segmento de papel alumínio. Óleos comestíveis, cosméticos, detergentes e até destilados começam a ser envasados com o PET, material resistente, como boa transparência e mais leve. Para o mercado de tampas, cuja expectativa de crescimento para 2001 é de 5%, a Alcoa desenvolveu produtos de maior valor agregado, como as tampas para água SportLok e a tampa 30.25. No setor de alumínio, a novidade é o laminador que acaba de entrar em operação, capaz de produzir a mais larga folha de alumínio do mercado latino americano e permitirá à empresa duplicar a sua capacidade de produção de folhas finas.
Durante a FISPAL, que é a maior feira do setor da América Latina e movimentou cerca de R$ 4,2 bilhões em negócios, o estande da Alcoa esteve localizado na rua P, 55. Com 250 metros quadrados de área, ele contou com um Jet flow, transportador pneumático de tampas, sistema que permitiu a visualização da aplicação deste produto. Além disso, amostras de todas as linhas de produtos puderam ser encontradas no local.

Novidades em tampas
Para atender aos produtores de águas minerais, atualmente o setor de maior crescimento dentro do mercado de bebidas envasadas em embalagens PET, a Alcoa traz para o Brasil a tampa Sports Lok, desenvolvida pela matriz nos Estados Unidos e que apresenta grande potencial no mercado brasileiro. Ela possui dois lacres: um deles é a extensão da própria tampa, que se acopla no final da garrafa de PET; o outro fica sobre o bico, evitando a necessidade do selo termoencolhível de PVC. Como a Sports Lok apresenta uma sobretampa, não há necessidade de plásticos termoencolhíveis para dificultar a violação, o que permite uma redução de custos no processo e dos produtos. As tampas são feitas em polietileno de alta densidade e polipropileno e foi projetada para preservar a integridade de bebidas não carbonatadas.
Um dos grandes diferenciais deste produto é a praticidade. Ela possui uma válvula push/pull que pode ser aberta só com a boca, usando-se apenas uma das mãos. A parte interna por onde passa a água é esterilizada durante a fabricação. É ideal para jato direcionável, portanto bastante conveniente para esportistas, viajantes e público infantil. Entre as características estão o sistema anti-pó e banda anti-violação.
Outra tampa mostrada pela Alcoa na Fispal foi a 30.25 que, inclusive, está sendo produzida no Brasil. Ela possui um novo padrão de bocal de garrafa europeu, na qual o gargalo é de 30mm contra o atual de 28mm, utilizado no Brasil. É uma inovação destinada ao mercado de garrafas de água sem gás. A vantagem desta tampa é que ajuda a reduzir o peso das garrafas de PET, além de ser mais prática, por facilitar a abertura, que é feita com uma única rotação. Para o usuário, ela permite maior fluxo e vazão de água. Além disto, a tampa ajuda a diferenciar a água sem gás da água com gás e do refrigerante.
Além da 30.25 , a Alcoa disponibiliza para o mercado de agua sem gas e farmaceutico, sua tampa Aqua Lok feita em polipropileno com sistema linerless (com menor quantidade de material, o que permite a efetiva redução de custos). São moldada por compressão com um sistema mecânico patenteado de lacre antiviolação e um som característico, no momento do rompimento da banda, garante ao consumidor que a tampa está sendo aberta pela primeira vez.

Tampas: mercado em ascensão
O desempenho do mercado de tampas é estimado com base no crescimento do número de embalagens, inclusive PET. “Quando foi lançado, na década de 90, só haviam garrafas de tamanho grande, de dois litros. Atualmente, principalmente os refrigerantes, que são o carro chefe deste setor estão diversificando o tamanho. Estas variações são um dos fatores que contribuem para o incremento do mercado”, informa Sérgio Nascimento Gerente de Negócios da Alcoa.
O mercado de tampas é composto por três segmentos, para bebidas carbonatadas (os refrigerantes), para os sucos e águas. Estimado em 7 bilhões de tampas anuais – a Alcoa é líder de mercado - as perspectivas de crescimento são de 5% para este ano. Dentre os segmentos, o que tem apresentado melhor desempenho é o de água mineral que, nos últimos três anos teve incremento médio de 20% ao ano.
A Alcoa está preparada para suprir o mercado, mesmo com o racionamento de energia. “A empresa tomou todas as providências para não ter queda na produção por causa da escassez de energia elétrica”, informa Sérgio Nascimento. As fábricas estão localizadas na região Sul, em Lages, onde o racionamento não afetou a empresa e em São Paulo e Itapissuma (PE), que se preparam com a aquisição de geradores de energia, para suprir as necessidades do processo produtivo.

Garrafas PET: novas aplicações agitam o mercado
Lançadas no Brasil há pouco mais de dez anos, as embalagens PET vêm ganhado cada vez mais mercado. Um dos crescimentos mais expressivos é o de água mineral, em que as embalagens PET participam com 30%. Em 2000, o volume de litros consumidos foi de 3,2 bilhões. Em 2002 os fabricantes esperam que este volume cresça 10%. Em 2003 a expectativa é de ultrapassar a barreira de 4 bilhões litros.
Já o segmento de refrigerantes, responsável pelo escoamento de 80% da produção de embalagens PET no Brasil, tem crescido com a diversificação de tamanhos e modelos. Além disso, novas aplicações com o produto devem revolucionar o mercado de embalagens. O uso do PET está se tornando cada vez mais comum para chás prontos, sucos concentrados, isotônicos, óleos comestíveis e destilados – já existe cachaça envasada em PET – e cosméticos.
A Alcoa, líder no fornecimento de preformas e garrafas PET para o setor de refrigerantes na América do Sul, com participação de mais de 20% neste mercado - que é bastante segmentado - está também explorando estas novas aplicações. A empresa já possui uma experiência bem sucedida no Nordeste, onde fornece embalagens para detergentes usando PET reciclado. A empresa quer crescer em novos segmentos, como os e cosméticos que também tem apresentado expressivo incremento. A expectativa é de que a utilização do PET para estas novas aplicações cresça cerca de 10% a 20% ao ano.
As novas possibilidades de mercado para o PET se dão por suas características, que permitem a substituição de vários outros materiais pela resina. As vantagens da utilização do PET são a transparência, boa adaptação com para diversos produtos, menor peso e resistência.

Reciclagem de PET
A reciclagem de embalagens tem sido alvo de campanhas apoiadas pela Alcoa. No ano passado, foram obtidas 67 mil toneladas de material reciclado, das quais 41% foram reaproveitadas pela indústria têxtil, para a produção de fibras de poliéster. O PET reciclado também é bastante utilizado na fabricação de cordas, base de tapetes e carpetes e pela indústria automobilística.
Entre as campanhas de reciclagem realizadas no ano passado merece destaque a que gerou a doação de milhares de moletons produzidos com plástico de garrafas de refrigerantes recicladas. O PET comprovou ser uma alternativa para a produção de roupas, iniciativa realizada em parceria com a ABEPET– Associação dos Fabricantes de Embalagem de PET. Além da solidariedade, a doação teve também por objetivo incentivar o mercado de reciclagem de garrafas plásticas.
“O Brasil tem um índice satisfatório deste tipo de reciclagem, atingindo 28% do volume produzido, bem próximo de países como os Estados Unidos, onde a recuperação chega a 30%, mas teve início bem antes do nosso país”, lembra o gerente de negócios PET Brasil, Ricardo Vaz. Mesmo assim, o Brasil ainda desperdiça 5 bilhões de reais por ano entre todos os materiais que poderiam e deveriam ser reaproveitados.
“É importante comprovar a viabilidade da recuperação e reutilização de materiais não só para consolidar a reciclagem de produtos, mas também para aumentar o volume recuperado. O PET não é lixo, mas sim um produto reciclável”, conclui Vaz.

Novidade em papel alumínio
A Reyco, unidade de negócios de embalagens de alimentos para consumidor e para food service da Alcoa, também aposta em produtos de maior valor agregado. A novidade que a empresa apresenta na FISPAL é o Master Pack Premium, um rolo de papel alumínio de gramatura mais espessa, portanto, mais resistente. Ele já vem com um cortador, que torna o produto mas pratico para o uso. A empresa ainda não fala de perspectivas de vendas para o novo produto que estará disponível no varejo em julho.
Para o consumidor final, a Reyco fornece de rolos de alumínio, filme plástico de PVC, sacos plásticos com fecho hermético e protetor de alumínio para fogão. A companhia também fabrica produtos para o chamado food service, os restaurantes, hospitais e cozinhas industriais. São bandejas de alumínio retangulares e redondas, bandejas com divisórias, rolos de alumínio e de plásticos PVC em tamanho especial.
No mercado de consumo, medido pela Nielsen, e pelo volume de negócios nas redes de supermercados, a Reyco tem uma participação de cerca de 20% o mercado brasileiro.

Novo laminador duplicará capacidade de produção de folha fina
A Alcoa acaba de colocar em operação um novo laminador na sua fábrica de Itapissuma (PE), investimento que permitirá à empresa a duplicação da sua capacidade de produção de folhas finas de alumínio. Além disso, o laminador representa também uma inovação para o mercado latino americano. É o único da região com capacidade de produção da lâmina de maior largura – 1.600 mm de largura e 0,0063 mm de espessura. Esta característica é uma importante para o mercado, porque proporciona melhor rendimento da folha pela indústria de embalagem.
As folhas de alumínio são utilizadas pelo mercado de conversão para a fabricação de embalagens, tanto longa vida como para as flexíveis.

Embalagens flexíveis: diversificação de produtos
Com a aquisição da Itaipava, no ano passado, a Alcoa passou também a participar do mercado de embalagens flexíveis, com ou sem impressão, de folha de alumínio ou de folha de alumínio e papel. A empresa apresentará na Fispal a versatilidade do uso deste tipo de embalagem, voltado para o mercado de chocolates, doces, laticínios, caldos concentrados e tampas termosselantes.
A expectativa da Alcoa é crescer no mercado de embalagens flexíveis, que movimentou no ano passado US$ 1,9 bilhão e um volume de 367 mil toneladas, das quais 71% foram escoadas para o setor de alimentos, 16% para o setor de bebidas e 13% para outros setores. Nos últimos quatro anos, o volume produzido teve incremento de 44% e a previsão para este mercado é de crescimento. A empresa tem como estratégia a diversificação de portfólio de produtos para conquistar novos mercados, como o farmacêutico por exemplo, e para isso conta com a ajuda tecnológica da Reynolds Metal, recém adquirida pela Alcoa, e da Alcoa Technical Center, centro de pesquisa e desenvolvimento, localizado no estado da Pennsylvania (EUA), que dispõe de vários recursos que darão o suporte necessário aos desenvolvimentos de novos produtos e processos.
A fábrica da Alcoa, localizada na Grande São Paulo, conta com equipamentos de tecnologia que garantem a mais alta qualidade aos produtos finais.

Alcoa solidária
Alcoa possui também uma consolidada atuação na área de responsabilidade social, junto às comunidades em que está presente, norteada pelo Instituto Alcoa, criado em 1990. Além de recursos próprios, o Instituto recebe verbas da Alcoa Foundation, entidade sem fins lucrativos da matriz, nos Estados Unidos. No ano passado, o Instituto Alcoa investiu US$ 1,7 milhão em 90 projetos e ações comunitárias aprovados, selecionados a partir de 106 sugestões encaminhadas pelos funcionários. As áreas mais beneficiadas foram educação, para onde foram destinados 57% das verbas, e saúde, com 30%. O Brasil foi o país que mais recebeu recursos da Alcoa Foundation, US$ 1,2 milhão.
Mais do que as cifras envolvidas, está um dos seus diferenciais: a entidade só participa de projetos em que haja envolvimento dos funcionários. Esta política de estímulo tem atingido resultados positivos. Em média, 10% dos 7 mil funcionários da Alcoa participam de projetos sociais.
Um dos diferenciais dos programas já consolidados nesta área pelo setor privado é que as empresas, conscientes do seu papel, no que tange a responsabilidade social, não apenas investem, mas acompanham os resultados dos projetos. Por isso, estas ações são mais do que simples práticas assistencialistas, elas promovem impacto onde são implantados e geram influência para demais ações.

Alcoa - perfil
A Alcoa Alumínio S.A. é uma das maiores subsidiárias da Alcoa Inc., empresa fundada nos Estados Unidos em 1888 por Charles Martin Hall, o descobridor da redução eletrolítica do alumínio, o processo que tornou viável a utilização desta matéria-prima em escala industrial. Líder mundial na produção e na tecnologia de alumínio, emprega 142 mil pessoas distribuídas em 300 unidades operacionais e escritórios comerciais em 36 países, os quais são responsáveis pela produção de 4,1 milhões de toneladas ao ano. Em 1999, seu faturamento mundial somou US$ 23 bilhões – 5% dos quais foram gerados no Brasil. A Alcoa fabrica alumínio primário, alumina, extrudados, chapas e folhas, pó de alumínio, produtos químicos industriais, tampas plásticas, garrafas PET, entre outros, atuando em vários segmentos e contribuindo para tornar a vida moderna cada dia mais simples.

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