JUNHO DE 2002



NOTAS SINTÉTICAS

• A DuPONT, IMPORTANTE FABRICANTE DE PRODUTOS QUÍMICOS, irá fechar esse segundo trimestre de 2002 com 20% de lucro a mais de que suas previsões, devido ao reaquecimento da venda de seus produtos têxteis e tintas, principalmente. A DuPont do Canadá também adquiriu, no início desse mês, a Liqui-Box, fabricante de embalagens de alimentos americana, ampliando ainda mais seu mercado.

• CADA VEZ MAIS A IMPORTÂNCIA DA RECICLAGEM É SENTIDA por diversos setores empresariais. Assim sendo, o grupo Sendas inaugurou em São João do Meriti (RJ) um centro de reciclagem com coleta seletiva de resíduos, uma vez que, mensalmente, recolhe mais de 850 toneladas de lixo (papel, metal, plásticos e caixas plásticas entre outros), sendo que 70% do mesmo é reciclável. Quem sai ganhando também com essa iniciativa é o meio ambiente.

• PREOCUPADA COM A SITUAÇÃO ECONÔMICA DA AMÉRICA LATINA, a Monsanto Company resolveu reduzir o capital de giro, tanto no Brasil quanto na Argentina, freando por sua vez, suas projeções de lucro para todo esse ano de 2002.

• INVESTINDO EM TECNOLOGIA E PESQUISA, A PETROBRÁS irá testar um sistema de utilização de fibras óticas para o acompanhamento da produção de petróleo e gás, inédito mundialmente. Essa nova tecnologia permitirá o controle da produção de seus poços em tempo real por qualquer computador das unidades da Petrobrás. Atualmente esse tipo de informação é dada diariamente pelos operadores das plataformas a seus gerentes e diretores, via boletins em papel.

• A PARALISAÇÃO DA CENTRAL DE MATÉRIAS PRIMAS (A COPENE) no Pólo Petroquímico de Camçari (BA) foi a responsável pela queda da produção industrial no Estado da Bahia, desde abril, quando a Companhia suspendeu suas atividades para fazer a manutenção de seus equipamentos. Porém, é esperado que o segundo semestre de 2002 não apresente o mesmo resultado do primeiro, visto que foi autorizado pela ANP (Agência Nacional de Petróleo) que a Companhia importe gasolina e diesel. Com isso, a Copene que produz e vende para o Nordeste cerca de 350 milhões/anuais de litros de gasolina, deverá chegar a vender mais de 1 bilhão de litros/anuais.

• A POLIBRASIL, EXPRESSIVA FABRICANTE DE POLIPROPILENO, apesar de ter reduzido a exportação de sua matéria prima para a Argentina, resolveu negociar esse excedente com o Brasil e com a China.O mercado brasileiro recebeu bem essa iniciativa e a Polibrasil continua investindo em modernização de sua fábrica em Mauá (SP). Cabe lembrar que a Polibrasil possui outras unidades em Duque de Caxias (RJ) e em Camaçari (BA).

• A MULTINACIONAL AMERICANA, A CLOROX, ESTÁ REESTRUTURANDO suas operações no Brasil, onde está presente desde 1995, e deverá vender uma de suas unidades, a Clorosul (RS), a fim de terceirizar sua produção. Segundo informações, a companhia quer priorizar, esse ano, o investimento feito na América Latina e, para isso, deverá reduzir bastante o número de seus funcionários.

• A BASF FINA PETROCHEMICALS, COMPANHIA PETROQUÍMICA composta por 60% de ações provenientes da Basf alema e 40% da Atofina Petrochemicals, inaugurou uma nova fábrica no Texas (EUA) para o craqueamento da nafta, com capacidade de processar quase 1 milhão de tons. métricas/ano. O etileno e propileno produzidos a partir desse processo serão consumidos tanto pela Basf como pela Atofina, ambas nos EUA também.

• AINDA SOBRE A BASF, O SEU COMPLEXO QUÍMICO BRASILEIRO, localizado em Guaratinguetá (SP), dando prosseguimento a seus projetos de melhorias do meio ambiente, instalou um aterro industrial para captação de até 100 mil m³ de resíduos não perigosos. A companhia conta ainda com um incinerador para resíduos perigosos, que também é utilizado por terceiros, assim como com uma estação para tratamento de efluentes.

• A DESVALORIZAÇÃO DO REAL FRENTE ÀS MOEDAS “FORTES”, DÓLAR E EURO, facilitou as exportações brasileiras nesses últimos meses, apesar de ainda haver retração no mercado externo. É o que constata a Petroflex, produtora de borracha sintética brasileira, que está conseguindo exportar atualmente para o mercado europeu.

• A COPESUL, CENTRAL DE MATÉRIAS PRIMAS DO PÓLO PETROQUÍMICO DE TRIUNFO (RS), partiu para a importação da nafta, a fim de aumentar sua rentabilidade e, para isso, fechou contrato com as argentinas Repsol YPF e Perez Companc, e com a argelina Sonatrach. Esses contratos devem abastecer cerca de 50% da necessidade anual da Copesul com relação a essa matéria prima que, anteriormente, era fornecida apenas pela Petrobrás.

• O SETOR INDUSTRIAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO apresentou, em maio, queda de seu volume de vendas. No entanto, o segmento do material plástico apresentou um crescimento de cerca de 10% em relação ao mesmo período em 2001.


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