Junho de 2005


NOTAS SINTÉTICAS

• MAIS UMA VEZ O BRASIL se destaca como pioneiro na área de pesquisa tecnológica: Clovis Nakaie e seus colaboradores da Universidade Federal de São Paulo propuseram uma estratégia inédita de cálculo de parâmetros essenciais para o estudo de polímeros. Como exemplo, eles utilizaram fórmulas para calcular o número de grãos de um polímero por grama, a quantidade de sítios reativos por grão e a distância média entre tais sítios reativos.

• O GRUPO RANDON, DE CAXIAS DO SUL (RS), conquistou o Prêmio Qualidade RS 2005, conferido pela entidade PGQP - Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade. O Prêmio Qualidade RS, instituído desde 1996, visa premiar as melhores práticas de gestão e resultados das organizações, levando em conta índices de satisfação e de crescimento, além de verificar as melhorias desenvolvidas pelas empresas avaliadas.

• OS PRIMEIROS CINCO MESES DE 2005 registraram aumento de produção do setor químico brasileiro em mais de 8%, em relação ao mesmo período no ano anterior. Porém, também nesse período, cinco grupos apresentaram queda nas vendas, entre eles, os intermediários para plásticos, plastificantes, resinas termoplásticas, além de outros. Segundo a Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), caso o mercado interno alcance o ritmo de crescimento similar ao do terceiro trimestre de 2004, novos investimentos serão necessários para que não haja aumento de importações.

• A DUPONT (EUA) IRÁ PRODUZIR COMERCIALMENTE, em menos de um ano, a primeira biofibra de milho com características semelhantes à lycra. Para tanto, está investindo em torno de US$ 100 milhões na construção de uma fábrica no Tenessee e conta com a parceria da Tate & Lyle inglesa. A biofibra é produzida a partir da fermentação de qualquer açúcar, seja proveniente do milho, cana-de-açúcar ou beterraba.

• A COIM BRASIL INAUGUROU UMA NOVA UNIDADE de adesivos e selantes em Vinhedo (SP). Com capacidade de produção de 10 mil tons/ano, a fábrica pretende atender tanto ao mercado interno como ao externo, sendo seu foco a América Latina e a Ásia. Há 10 anos no Brasil, a Coim fabrica adesivos, termoselantes e resinas poliuretânicas em solução.

• A CARBOCLORO, A PETROQUÍMICA UNIÃO (PQU) E A UNIPAR assinaram um contrato com o governo do Estado de São Paulo para a restauração de monumentos históricos e de caminhos turísticos na baixada Santista (SP): trata-se do projeto Caminhos do Mar - Pólo Ecoturístico, uma demonstração do comprometimento e responsabilidade das empresas em relação ao meio-abiente.

• A PETROPAR (RS) ANUNCIOU A CRIAÇÃO DE UM PÓLO industrial de embalagens de PET e de tampas plásticas em Manaus (AM), na Zona Franca, com o início de operações previsto para o começo de 2006. Com um investimento de mais de R$ 15 milhões, a empresa irá ampliar a produção de pré-formas de PET, hoje produzidas no Ceará, transferindo-as para Manaus, uma vez que a política de incentivos foi decisiva para a escolha da capital amazonense.

• POR FALAR EM PET, EM 2004, A RECICLAGEM de garrafas desse material foi de mais de 170 mil tons. de um total de 360 mil tons. produzidas, ou seja, houve 48% de reaproveitamento da matéria-prima. Apesar das indústrias recicladoras ainda apresentarem 20% de ociosidade devida, principalmente, à coleta seletiva, segundo a Abipet - Associação Brasileira da Indústria do PET, o crescimento da reciclagem desse material tem sido sempre superior a 20% e, a cada ano, têm surgido novas aplicações dessa matéria-prima. Em 2004, a Basf utilizou mais de 40 milhões de embalagens recicladas para a fabricação de resinas usadas na produção de tintas e de esmaltes.

• O GRUPO QUÍMICO ALEMÃO BASF anunciou o fechamento de algumas áreas de produção na Alemanha e Bélgica, como a produção do plastificante dietilexilftálico (DEHP) e do associado álcool 2-etilexamol (2-EH). A política atual da empresa pretende concentrar seus esforços nas áreas química, petróleo, gás, agricultura e nutrição.

• A EMBALAGEM DE PLÁSTICO GANHOU MAIS UM FORTE ALIADO: várias marcas de requeijão têm preferido adotar o polipropileno injetado aos copos de vidro tradicionais. Algumas marcas têm alterado também suas fórmulas, mas as vantagens das tampas e dos envases plásticos parecem estar se firmando cada vez mais no mercado.

• SEGUNDO A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMBALAGENS (Abre), as indústrias de embalagens estão apostando mais em exportações esse ano, uma vez que o mercado interno apresentou redução no seu poder de compra.  Cerca de 70% das exportações do setor são ligados a produtos manufaturados e semi-manufaturados que são vendidos embalados; além disso, quanto à exportação direta de embalagens, a Abre estima que esse ano deva chegar a um volume de US$ 350 milhões, em comparação aos US$ 300 milhões obtidos no ano anterior.

• A SUZANO PETROQUÍMICA adquiriu as ações da Basell na Polibrasil. Através dessa operação, passa a ter controle integral da empresa e, também, torna-se a terceira maior produtora de resinas termoplásticas da América Latina.  



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