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Junho de 2005 |
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Inaugurada a Riopol, complexo gás-químico do Rio de JaneiroDia 23/06/2005 passa a se constituir, inegavelmente, em uma data que marcará, daqui para a frente, a da concretização de um sonho: finalmente, o Estado do Rio de Janeiro, maior produtor de petróleo e gás-natural do Brasil, com a inauguração da Riopol, maior complexo integrado para a produção de polietilenos, a partir do gás natural na América Latina, atinge o status de grande fornecedor de matéria-prima para o setor transformador de plásticos. Com a presença significativa de autoridades dos governos federal e fluminense, empresários dos setores petroquímico e plásticos do Brasil, e da imprensa em geral, a solenidade, a partir das 10h daquele dia, aconteceu nas instalações dos armazéns de polietilenos onde foi montado um grande palco em que se revezaram, fazendo manifestações sobre o acontecimento, respectivamente os Srs.: Alberto Geyer, Presidente do Conselho Administrativo da Riopol; Roberto Garcia, Presidente do Grupo Unipar; David Feffer, Presidente do Grupo Suzano; José Eduardo Dutra, Presidente da Petrobras; Demian Fiocca, Vice-presidente do BNDES; Washington Reis, Prefeito do Município de Duque de Caxias; Anthony Garotinho, ex-Governador do RJ; Luiz Fernando Furlan, Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e, finalmente, Rosinha Garotinho, Governadora do Estado do RJ .
Para os leitores do JORNAL DE PLÁSTICOS terem uma dimensão do que significa para nossos setores a inauguração da Riopol, trancrevemos, a seguir, na íntegra, o pronunciamento, dos Srs. Alberto Geyer, Roberto Garcia e David Feffer.
Alberto Geyer, Presidente do Conselho Administrativo da Riopol “Em nome da Rio Polímeros e seus sócios controladores, Unipar, Suzano, Petrobrás e BNDES, gostaria de daras boas vindas a todos aqui presentes. Este momento foi aguardado com imensa expectativa por todos nós. Esta empresa é a concretização de um antigo sonho do Rio de Janeiro de capitalizar suas riquezas naturais, transformando gás natural da Bacia de Campos em polietilenos. E nesse processo gerar riqueza e desenvolvimento, para a sua população, criando postos de trabalho especializados, recolhendo impostos, e dando início, no Município de Duque de Caxias, a um núcleo gerador de indústrias de transformação, que eventualmente virão a se instalar no entorno desse empreendimento pioneiro. A história da Rio Polímeros volta há alguns bons anos no tempo, precisamente a 1986, quando pela primeira vez vislumbrou-se o potencial de aproveitamento do gás natural oriundo da exploração de petróleo no litoral do Rio de Janeiro, e através de carta-consulta aos Orgãos competentes da época, o conceito do empreendimento foi oficialmente introduzido. Como todo projeto de grande porte, a sua viabilização foi sujeita a uma série de entraves de toda a ordem, o que fez com que o conceito original viesse a ser analisado sob diferentes óticas e questionamentos ao ponto de ser revisto inúmeras vezes, arquivado e até quase esquecido. Mas, felizmente o país mudou e vem mudando, e hoje, 19 anos depois, já temos algum conforto em saber que o óbvio prevaleceu e o bom senso econômico ganhou novo e encorajador fôlego. Durante a sua construção o Pólo Gás Químico mobilizou, em 9 anos, mais de 30 empresas nacionais e estrangeiras, 10 bancos e agências governamentais em 8 países, 12 escritórios de advocacia, além de gerar 7.000 empregos diretos, no auge das atividades de implantação. Uma obra desta magnitude também requer recursos extraordinários. A Rio Polímeros só se tornou viável quando implementou-se o modelo “Project Finance”, inédito no setor petroquímico, uma fórmula intrincada, porém, eficaz de se viabilizar iniciativas como essa. Com um bilhão e oitenta milhões de dólares investidos neste ativo, podemos celebrar esse feito com a certeza de que fizemos a escolha certa no lugar certo. A Rio Polímeros é também emblemática no que incorpora Estado e iniciativa privada lado a lado num investimento pesado e inovador no país. Pela primeira vez, ergue-se uma planta integrada de 1ª e 2ª geração, utilizando o estado da arte em termos de tecnologia. É um bom começo também para um promissor aproveitamento do nosso gás natural, que, como todos sabemos, precisa ser industrializado e transformado, gerando emprego e desenvolvimento, inclusão social e distribuição de renda. O Munícipio de Duque de Caxias, por sua vez, também vem se empenhando ao máximo para criar condições necessárias para atrair investimentos de peso. Nos últimos anos, Duque de Caxias vem mostrando um enorme crescimento e um nível de qualidade de vida surpreendente, ocupando hoje o segundo lugar em arrecadação de ICMS do Estado e oitavo do país, com um crescimento de 18,7%, possuindo o sexto maior Produto Interno Bruto Municipal e o segundo maior no Estado do Rio de Janeiro. Revigorado agora, com a entrada em operação da Rio Polímeros, é de se esperar que este núcleo industrial deslanchará num novo ciclo de desenvolvimento sócio-econômico, que só trará benefícios a todos os seus habitantes. Acreditamos também que a Rio Polímeros indica uma nova tendência dentro do segmento Petroquímico nacional. Ela nasce próxima a sua fonte de matérias-primas e dentro do mercado consumidor. Em outras palavras, ela faz todo o sentido. Estamos convictos do seu papel proliferador de indústrias de transformação que temos certeza, muito em breve estarão se instalando ao seu redor, encurtando a cadeia produtiva do segmento de plásticos até bem pouco tempo atrás quase inexistente no Estado. Temos muita confiança que o Pólo Gás Químico se tornará para o Rio de Janeiro o que a Petroquímica União foi para o Estado de São Paulo, há 35 anos atrás, quando a Unipar, Petrobrás e outros importantes parceiros nacionais e estrangeiros inauguraram um segmento até então inexistente no país. A então incipiente indústria petroquímica do ABC se tornou um gerador de desenvolvimento, um transformador de paisagens industriais, um ícone dos novos tempos que ali começavam. Estamos apostando firmemente que a Rio Polímeros simbolizará a semente de um círculo virtuoso tão longevo quanto for a era do petróleo, hoje principal riqueza do Estado do Rio de Janeiro. Nós, da Rio Polímeros, temos a satisfação de saber que perseguimos e conquistamos mais um ineditismo no setor industrial a que pertencemos. Somos o primeiro e único produtor de polietilenos a partir do gás natural, nascemos com uma capacidade de produção de 540 mil ton/ano compatível com as escalas globais, hoje preponderantes nos grandes mercados consumidores. Exportaremos 150.000 ton/ano, gerando superávit para a balança comercial do país. Seremos em 2006, quando estivermos em plena produção, uma companhia de R$1,5 bilhão de faturamento bruto, empregando 600 colaboradores, além de indiretamente mobilizarmos inúmeros outros negócios correlatos, alguns, hoje já existentes, outros, ainda por serem constituídos, o que empregará um contigente de capital humano oscilando na casa dos milhares. Enfim,nós da Rio Polímeros esperamos que todos aqueles que aqui vieram nos prestigiar com a sua presença hoje, saiam deste lugar tão arrebatados pela grandiosidade e significância desse empreendimento quanto nós sócios e colaboradores, que mesmo estando aqui, dia após dia, não nos cansamos de olhar em volta. Como se não bastasse, voltamos a olhar mais uma vez e, ainda, ao ir embora, uma última olhada pelo retrovisor do carro, como se, para ter certeza, que a imagem deste gigante recém-nascido, sempre estará ali, pulsando, na persistência da memória de todos que aqui estiveram.”
“A data de hoje é um marco para a petroquímica brasileira e mais um capítulo importante da história do Grupo Unipar. É motivo de orgulho para todos nós a inauguração da fase operacional da Rio Polímeros, que é, sem dúvida, um dos projetos mais importantes desse nosso setor, e não somente para o Brasil, mas de relevância internacional. A Riopol foi um enorme desafio. Nossa determinação de participar desse importante empreendimento vem desde seus primeiros momentos. O complexo petroquímico integrado utilizando como matéria-prima o gás natural da Bacia de Campos para produzir polietilenos, com investimento superior a US$ 1 bilhão no Rio de Janeiro tornou-se a base do programa de crescimento e valorização do Grupo Unipar, ao longo dos últimos anos. Este momento nos remete à nossa história. A Unipar foi criada em 1969, com o objetivo de viabilizar a implantação de projetos petroquímicos no Brasil. Naquela época, coube à Unipar, em associação com a Petrobras, inaugurar a primeira central brasileira de matérias-primas, a Petroquímica União, no ABC Paulista. Como a Rio Polímeros, o projeto da PQU, implantado há mais de 30 anos, foi caracterizado por um grande desafio e pioneirismo. Já em 1986, Dr. Paulo Geyer, então Presidente do Conselho de Administração – aqui cabe uma homenagem especial à D. Maria Cecília, hoje aqui presente – como indicava, Dr. Paulo defendia a proposta de implantar um complexo gás-químico a partir do gás natural da Bacia de Campos, como alternativa para o crescimento da petroquímica nacional e para o desenvolvimento dessa importante indústria no Estado do Rio de Janeiro. Apesar do grande desafio de implantar um projeto petroquí- mico com características tão inovadoras e investimento superior a US$ 1 bilhão, nunca tivemos dúvida em relação às qualidades e à competitividade desse empreendimento. A utilização do gás natural da Bacia de Campos como matéria-prima petroquímica; a opção por uma tecnologia de última geração; a localização no Estado do Rio de Janeiro, próxima à fonte de matéria-prima e inserida na região de maior concentração do mercado consumidor, são fatores que diferenciam a Rio Polímeros de outros empreendimentos petroquímicos. Assim, a Rio Polímeros está perfeitamente inserida na estratégia da Unipar, de concentrar suas empresas no sudeste e valorizar ainda mais nosso portfólio de negócios e nossa presença na região. Agradecemos o apoio do Governo Federal para a concretização da Rio Polímeros; também ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Governadora Rosinha Garotinho e do ex-Governador Anthony Garotinho, cujo apoio foi fundamental a este empreendimento. Especial agradecimento à Petrobras, que, além de importante acionista, contribuiu para viabilizar o projeto através do fornecimento de suas matérias-primas; à Suzano, nossa parceira neste desafio; e ao BNDES, como sócio e um dos nossos principais financiadores, consolidando toda a equação financeira do empreendimento. Assim, estamos muito orgulhosos em fazer parte desse momento histórico para a economia do país e, em especial, do Estado do Rio de Janeiro. Muito Obrigado
David Feffer, Presidente do Grupo Suzano “A inauguração da Rio Polímeros, a nossa Riopol, vai muito além do evento que hoje marca a entrada em operação deste enorme e importante projeto industrial. Estamos diante de um empreendimento visionário, corajoso, que dá ao Brasil condições de competir mundialmente no negócio de resinas, especialmente os polietilenos, respeitando elevados padrões de responsabilidade sócio-ambiental. Este projeto, fruto do trabalho árduo de milhares de pessoas, e da coragem, determinação e visão de empreendedores, alguns, infelizmente, não mais presentes entre nós, como Paulo Geyer, Leon Feffer e Max Feffer, é um símbolo que deveria servir de modelo para que o Brasil consiga manter uma expansão sustentada, sobressaindo-se em relação a outros países emergentes e se aproximando das economias desenvolvidas. Há alguns nomes que precisam ser citados e vou começar pelo de Armando Guedes Coelho, funcionário de carreira da Petrobrás, que assumiu sua presidência no final dos anos 80 e que, há mais de 15 anos, ocupa a superintendência da Suzano Petroquímica. Ele foi figura de fundamental importância para a concretização desta obra. Tenho muita satisfação em compartilhar dos conhecimentos e da cordialidade do Armando, tanto como profissional quanto como pessoa. Este projeto deve muito também ao corpo técnico da Petrobrás, entre eles, José Fantini, Roberto Villa, Carlos Alberto Fontes, os diretores Albano e Rogério Manso e, mais recentemente, o Paulo Roberto e o Terabe, em nome dos quais cumprimento toda a equipe Petrobrás. Vocês acreditaram no Brasil, em novas tecnologias e contribuíram de forma especial para a viabilização da Riopol. A prefeitura de Duque de Caxias foi sempre muito solícita e sensível às necessidades de um projeto desta envergadura. Seguramente, de hoje em diante, todos os esforços feitos retornarão em benefícios para esta comunidade. Esta inauguração torna-se possível, também, graças ao esforço pessoal do presidente Lula e da Ministra Dilma, que deram todo o apoio a este projeto, bem como às condições ideais para que Petrobrás e BNDES, nossos sócios e fornecedores, participassem efetivamente de todas as etapas. Cabe aqui um parêntese muito especial para falar dos verdadeiros núcleos de competência e de excelência empresarial que são a Petrobrás e o BNDES. Ao longo destes vários anos, convivendo com estas instituições, sempre obtivemos delas o apoio e empenho necessários para finalizar este empreendimento. Deve ser ressaltado o envolvimento do governo do Estado do Rio de Janeiro. Seguramente, não teria sido possível viabilizar este marco da indústria nacional sem que o então Governador Anthony Garotinho tivesse feito o que fez, atuando na linha de frente, envolvendo todos os participantes, tomando as medidas necessárias no tempo certo. Outra pessoa fundamental foi a Governadora Rosinha Matheus, que assumiu o governo estadual e deu continuidade a esse projeto com o mesmo entusiasmo. Sob sua liderança, participamos de diversas reuniões, onde sempre esteve presente o Secretário Wagner Victer, que acompanha este projeto com carinho desde o governo Garotinho, buscando potencializar todos os esforços para que os obstáculos, que não foram poucos, fossem vencidos. A Riopol é um exemplo do que pode fazer a harmonia e a visão de longo prazo dos governantes e dos sócios. Fizemos, todos nós, juntos, com competência e arrojo técnico industrial, a primeira planta brasileira à base de frações de gás, que é mais uma importantíssima quebra de barreiras. E tudo isto foi feito pelo trabalho coletivo de milhares de pessoas, desde o mais simples funcionário até técnicos ultra-especializados, que não devemos esquecer e a quem precisamos também transmitir um agradecimento muito especial. A partir de hoje, centenas de colaboradores terão a responsabilidade, e também o privilégio, de participar da produção de toneladas e toneladas de polietilenos, feitas a partir de frações de gás de excelente qualidade, que atenderão, tanto o mercado nacional, quanto o externo. É investindo em projetos que tenham competitividade global e que agreguem valor aos acionistas que nós podemos reforçar a crença no Brasil e contribuir para que nosso país alcance posição de liderança no mundo. A indústria petroquímica nacional está diante de um momento ímpar e positivo. A Petrobras vem realizando ações e sinalizando investimentos no desenvolvimento de matérias-primas e de estímulo a este setor.Em paralelo, há vários bons projetos da iniciativa privada, que tornam nossas empresas mais fortalecidas e preparadas para o inexorável processo de consolidação setorial no mundo e no Brasil, onde a competência empresarial e a qualidade das relações serão determinantes. Em especial na região sudeste, a Unipar, empresa da qual nos orgulhamos de ser sócios, não só na Riopol, mas também em outros empreendimentos, e a própria Suzano, agora ainda mais focada em resinas após o acordo de compra da Polibrasil, deverão, em conjunto, exercer uma liderança que induzirá o desenvolvimento sustentado e consistente nesta região. Senhora Governadora, demais autoridades, senhoras e senhores aqui presentes, para finalizar gostaria de citar um verso de um dos maiores poetas da língua portuguesa, Fernando Pessoa, que fez parte de um cartão de Boas Festas do Grupo Suzano há alguns anos, mas que não poderia ser mais atual. Dizia o poeta: E a obra nasceu, de fato. Parabéns aos que participaram da realização deste sonho. Muito sucesso a todos que irão torná-lo ainda maior.” |
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