Braskem e Pequiven iniciam estudos para
produzir polipropileno na Venezuela
Unidade
em análise prevê capacidade para 400 mil toneladas/ano e acesso
a matéria-prima em condições competitivas
A Braskem
e a Pequiven, empresa petroquímica venezuelana, anunciam a decisão
de iniciar estudos para a construção de uma unidade industrial
com capacidade para produzir 400 mil toneladas/ano de polipropileno
no Complexo Petroquímico de El Tablazo, na Venezuela. Esse é
o primeiro resultado prático do memorando de entendimento assinado
pelas duas empresas em 14 de fevereiro de 2005, com o objetivo
de avaliar oportunidades de desenvolvimento de negócios conjuntos
naquele país, dentro do foco estratégico da Braskem - as resinas
termoplásticas.
O projeto
é atrativo pois reúne condições privilegiadas, como escala de
produção, acesso à matéria-prima competitiva - em função do
propeno de refinaria fornecido pela PDVSA - e tecnologia de
classe mundial aportada pela Braskem. Combinadas, essas características
asseguram importantes vantagens competitivas ao projeto. A Venezuela
possui as maiores reservas de petróleo e gás natural da América
Latina e ocupa uma posição estratégica em termos geográficos
e de logística em relação a outros mercados internacionais.
Nesse sentido, a parceria com a Pequiven oferece grandes oportunidades
para a Braskem na perspectiva do seu projeto de internacionalização
e do compromisso de criação de valor para seus acionistas.
As partes
vão decidir a melhor maneira de conduzir um detalhado estudo
de viabilidade técnica e econômica, um cronograma de implementação
e o desenvolvimento da estrutura financeira mais adequada a
um projeto dessa envergadura, com investimentos estimados de
US$ 250 milhões. A PDVSA e a Braskem têm até dezembro de 2005
para definir se a unidade será construída e o seu melhor momento.
A Braskem
anunciou, também, em meados de junho, a decisão de implementar
um outro projeto para produção de polipropileno em São Paulo,
em conjunto com a Petroquisa. A nova unidade, com capacidade
inicial de 300 mil toneladas/ano e potencial para atingir 350
mil toneladas, entrará em operação no segundo semestre de 2007.
Esses projetos estão em linha com a estratégia da Braskem de
liderar o mercado de polipropileno na América Latina.
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