Junho de 2005

 


Vendas de produtos químicos e petroquímicos cresceram 28,5% em 2004

Embora os números de 2005 já mostrem uma desaceleração industrial, com alternância de resultados positivos e negativos, nos meses até aqui apurados, o setor de distribuição de produtos químicos e petroquímicos fechou o ano de 2004 com um crescimento das vendas em dólares da ordem de 28,5% sobre o período anterior, enquanto o faturamento total, no ano passado, atingiu U$$ 2,175 bihões. O crescimento previsto para este ano é de 6%. A informação é de Rubens Medrano, presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Produtos Químicos e Petroquímicos (Associquim) e do Sindicato do Comércio Atacadista de Produtos Químicos e Petroquímicos no Estado de São Paulo (Sincoquim).

        Os dados, publicados no Perfil do Setor de Distribuição de Produtos Químicos e Petroquímicos 2004, foram divulgados ontem (15) durante evento na Fecomércio, em comemoração aos 45 anos da Associquim, que contou com a participação de mais de uma centena dos mais importantes empresários do setor. O estudo, elaborado pelo Departamento Econômico das instituições, traz um completo diagnóstico do segmento e se baseia em pesquisa realizada junto aos empresários que atuam nessa atividade. Também constou da programação a premiação da Dow Brasil, a afiliada mais antiga da Associquim, e uma palestra de seu presidente, José Eduardo Senise, além da premiação das empresas certificadas PRODIR – Processo de Distribuição Responsável, que define normas, códigos e procedimentos para os distribuidores, garantindo que seu produto seja entregue com pontualidade e segurança por transportadoras selecionadas. Os princípios do PRODIR, que envolvem questões relacionadas à saúde, segurança e meio ambiente, são sistematicamente divulgados a órgãos oficiais, funcionários, clientes e às comunidades onde as empresas estão instaladas.

        Medrano ressaltou, no encontro, que a previsão dos informantes da pesquisa, para o levantamento de 2004, era de crescimento da ordem de 16,2%. “O resultado obtido, acima da expectativa do setor, leva em conta a baixa base de comparação pelo fraco desempenho dos últimos anos, associado ao crescimento da economia em 2004, conseqüência do excelente comportamento das exportações”, afirmou.

        O comércio interno, por outro lado, também mostrou alguns resultados positivos, impulsionado pelo aumento da renda interna provocado pelo crescimento do emprego industrial e pelas facilidades de crédito criadas no segundo semestre do ano. Segundo o dirigente, “o faturamento medido em reais teve crescimento da ordem de 22,1% e a expectativa para 2005, por parte de 87,3% dos informantes, é de um crescimento médio de 16,5%”.

Distribuição geográfica/Tempo de Atividade

        O estudo mostra ainda que a maioria das empresas do setor (76,5%) estão localizadas na Grande São Paulo; 6,1% no interior do Estado; 4,1% no Rio de Janeiro e 3,1% no Rio Grande do Sul. Quanto ao capital social, 83,3% são de origem nacional privado e 13,4% provindos do exterior. Com relação ao tempo de atividade, constatou-se que a maioria das empresas do setor está no mercado há aproximadamente 29 anos.

Colaboradores

        Em 2004, 69,9% das empresas aumentaram o número de funcionários. O aumento médio constatado, de acordo com os informantes da pesquisa, é da ordem de 6,5%, e o número médio de profissionais por empresa alcançou 66. A previsão do setor para o ano corrente, em relação ao número de colaboradores é a seguinte: 55,4% deverão manter o mesmo número de empregados e 42,9% deverão aumentar seus quadros de funcionários.

Armazenagem

        O levantamento demonstra ainda que 86,5% das empresas possuem imóveis próprios, sendo que algumas complementam o espaço necessário com imóveis alugados ou armazéns gerais. Destaca também que 9,6% operam somente em imóveis alugados e 64% das empresas possuem instalações para armazenagem de líquidos.

Investimentos

O aumento das vendas em 2004 permitiu também o aumento dos investimentos em ativo permanente, destinado á ampliação da atividade comercial. Do total das empresas participantes do levantamento, a maioria (78,9%) informa ter feito algum investimento em 2004, enquanto 75,5% manifestaram intenção de investir em 2005. Os valores apurados para esse objetivo são os seguintes:

         Investimento médio em 2004 – US$ 280.000,00

         Investimento médio previsto para 2005 – US$ 340.000,00

Empresas com filiais

        Apurou-se que, no ano passado, 55,1% das empresas informantes tinham filiais. Desse total, 31,1% mantêm filial no próprio Estado de sua sede, enquanto que 68,9% delas têm filiais fora do Estado em que estão sediadas. Tal constatação demonstra que as empresas associadas estão logisticamente preparadas para atender aos principais Estados consumidores do país. De acordo com as respostas obtidas, 93,1% das empresa comercializam também produtos importados.

 

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