
| • ALTA DE ENERGIA ASSUSTA O SETOR ! Segundo Merheg Cachum,
presidente da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast), as medidas
de racionamento da energia elétrica poderá causar queda de 25% na produção do setor
de transformação de plásticos. • JÁ AS CENTRAIS DE PRODUÇÃO DE MATÉRIAS PRIMAS PETROQUÍMICAS são quase auto-suficientes em relação ao suprimento de eletricidade, com exceção da Petroquímica União (PQU) que compra energia da Eletropaulo. A Copene e a Copesul investiram muito em geração de energia e modernização de equipamentos. Se faltar energia, os principais equipamentos podem continuar trabalhando através de turbinas a gás. • A PETROFLEX, FABRICANTE DE BORRACHA SINTÉTICA, já tomou providências quanto ao racionamento de energia elétrica, através da transformação de caldeiras a óleo combustível para gás. A energia gerada com essas caldeiras deverá custar mais caro que a energia cedida pela CERJ, o que provavelmente refletirá no preço da borracha. • OUTRAS PROVIDÊNCIAS DA PETROFLEX: com o objetivo de ampliar seus pedidos e não ficar dependente dos fabricantes de pneus, sua maior clientela, estão sendo implantados núcleos de negócios voltados para grupos específicos, como os consumidores de borracha (fabricação de pneus), recauchutagem, calçados, produtos especiais (adesivos, principalmente) e para a exportação. O objetivo é criar produtos de acordo com a necessidade dos clientes, sempre garantindo assistência técnica. • O NIEAD (NÚCLEO INTERDISCIPLINAR DE ESTUDOS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) ofereceu dois cursos na área de reciclagem de plásticos, com o objeitvo de oferecer informações sobre aspectos operacionais, ambientais e econômicos para a montagem de empresas com esse perfil. A utilização de matéria prima reciclada é feita pelo ramo de embalagens (produtos não-comestíveis), automobilístico, naval, eletrodomésticos, fibras e pela indústria têxtil. • A UFRJ TAMBÉM ESTÁ ATENTA AO POTENCIAL DO MERCADO NACIONAL MARÍTIMO, com duas empresas em seu Pólo Náutico, que fabricam barcos com materiais de alta tecnologia, como fibra de vidro, resina poliéster e reforços de PVC, além de fazerem experiências com a resina epóxi e fibra de carbono para pranchas. |
• AS CENTRAIS PETROQUÍMICAS TAMBÉM SERÃO
AUTORIZADAS a produzir óleo diesel e GLP, além da gasolina, que já está sendo transformada
desde o ano passado. Como se sabe, a produção de nacional de óleo diesel e GLP é insuficiente
para atender à demanda do mercado, o que favoreceu a autorização de sua fabricação
pela setor petroquímico. • A PETROBRÁS E AS TRÊS CENTRAIS PETROQUÍMICAS - Copene, Copesul e PqU - ainda não conseguiram um acordo para o rejuste do preço da nafta, a mais importante matéria prima desse setor, que já subiu 4% este mês e deverá aumentar ainda mais em junho. Como o preço da nafta é cotado em dólar, isso poderá significar um reajuste de preços por toda a cadeia produtiva. Torna-se impossível comprar a matéria prima em dólar e vender os produtos em real, sem que estes aumentem de acordo com a variação da moeda americana. • NÃO SOMENTE O REAJUSTE DAS MATÉRIAS PRIMAS, mas também a substituição da energia elétrica pela gerada por gás deverão provocar aumento dos preços de diversos produtos do setor petroquímico/plástico, o que, certamente, começará a provocar nova onda inflacionária no Brasil. • UM SETOR QUE ESTÁ EM GRANDE AMPLIAÇÃO É O DO CARTÃO DE CRÉDITO, ou seja, do “dinheiro de plástico”! O uso de cartões de crédito está crescendo e todos os lugares aceitam esse tipo de pagamento, uma vez que parece ser mais seguro que os tradicionais cheques. Para aqueles que fabricam esses cartões, essa é sempre uma ótima notícia! • REGIÃO DO ABC TEVE SEMINÁRIO. Dia 24/05, foi realizado, na Fundação Florestan Fernandes, em Diadema, o III Seminário do Setor Plástico do Grande ABC. O tema abordado foi: “Discussão da Pesquisa de Desempenho e Comportamento Competitivo da Industria de Transformação Plástica da Região do Grande ABC”. Para maiores informações, os interessados podem contatar o INP-Instituto Nacional do Plástico, um dos realizadores do evento, através do telefone: (0xx11) 3814-8142. • QUANDO ESTIVER circulando essa edição do JP, terá sido empossada, em 04/06, a nova Diretoria da ABIPLAST-Associação Brasileira da Indústria do Plástico e a do SINDIPLAST-Sindicato da Indústria do Material Plástico do Est. de São Paulo. No comando das duas entidades permanece o dinâmico empresário Merheg Cachum. Leia no próximo número a matéria sobre o evento. |
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