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Prosseguindo com informações sobre a
K 2001, o JP. aborda, nessa edição, um tema que deveria estar despertando grande interesse por parte
das autoridades brasileiras do setor energético: a energia solar. Dizem que a crise é gestora de
idéias, e, se esse ditado for realmente válido, recomendamos a todos quantos estejam perdendo o sono
com a perspectiva de racionamento de energia elétrica, um “mergulho” na K 2001, em Outubro de 2001, para
que em 2002 não sofram do mesmo mal.
Energia Solar é farta, constante e grátis.
Com a atual disponibilidade de tecnologias (Shell, Bayer etc) a serem mostradas na K em Dusseldorf (25/10 à
01/11) e as excepcionais condições climáticas brasileiras que oferecem um dos maiores graus
de insolação do mundo, a questão é pôr mãos à obra.
Na conferência de imprensa realizada pelos promotores da K, na Holanda, em março passado, visitamos
o projeto de energização da cidade de Amersfoort onde aproximadamente 17.000 casas do bairro , sugestivamente
nomeado Newland, estão sendo abastecidas por energia elétrica gerada por células foto-voltaicas
montadas em grandes painéis e em consórcio com energia elétrica convencional.
Na realidade, o que ali está sendo levado a efeito não é propriamente uma substituição
de fonte de energia, mas uma produção local capaz de gerar grande e crescente economia de energia
convencional.
Alguns dados fornecidos pela divisão de energia solar da Shell apontam o futuro promissor da energia foto-voltaica.
Em 2010, a demanda mundial por energia solar é estimada em 1,5 à 2,0 Gigawatts com crescimento anual
do mercado de cerca de 22%.
Cerca de 2 bilhões de pessoas vivem em comunidades rurais sem acesso à energia elétrica convencional,
mercado certo para energia solar.
Com o crescimento da consciência ambientalista, surge em todo mundo uma também crescente pressão
pela utilização de energia limpa, ou seja, a energia solar.
O atual custo de produção das células foto-voltaicas e demais equipamentos acessórios
tende a reduzir-se rapidamente em função do crescimento exponencial do mercado e, conseqüentemente,
da produtividade.
Da mesma forma, o crescimento do mercado verificado nos quatro cantos do mundo estimula novas pesquisas e o conseqüente
aumento de eficiência dos componentes foto-voltaicos.
Cada vez mais produtos estarão adaptados à utilização de energia solar, ampliando sua
aplicação e estimulando a redução de custos.
Clique nos desenhos abaixo para ver a reprodução de dois esboços fornecidos pela Bayer onde
são mostrados o funcionamento de uma célula solar e a aplicação do plástico
nos módulos solares.
* Antonio Guarino de Souza é colaborador
do JORNAL DE PLÁSTICOS. É Industrial de Plásticos Zarzur, ex-Presidente do Sebrae Nacional
e nos representou nessa “prévia” da K 2001 de 10 a 14 de março, na Holanda
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