MAIO DE 2002


NOTAS SINTÉTICAS

• O PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2002 FOI BOM PARA A PQU (Petroquímica Uníão), pois obteve lucro líquido de mais de R$ 20 milhões, resultado obtido através de redução de custos operacionais e de despesas financeiras.

• A HENKEL, FABRICANTE ALEMÃ DE PRODUTOS DE ADESIVOS E UTILIDADES DOMÉSTICAS, obteve também um crescimento do lucro líquido de mais de 3% entre janeiro e março desse ano e já espera atingir aproximadamente 10% ao longo do ano.

• JÁ PARA A PLASCAR PARTICIPAÇÕES INDUSTRIAIS, fabricante de peças plásticas, pára-choques e outros instrumentos para o setor automotivo, o primeiro trimestre de 2002 fechou com prejuízo de mais de R$ 7 milhões, apesar de que seu resultado bruto tenha ultrapassado a marca dos R$ 10 milhões.

• TAMBÉM FOI RUIM O INÍCIO DO ANO PARA A PRONOR PETRQUÍMICA, localizada em Camaçari (BA), que registrou prejuízo líquido de mais de R$ 12 milhões. Da mesma forma, a Nitrocarbono, também controlada pelo Pronor, encerrou o primeiro trimestre de 2002 com prejuízo líquido de quase R$ 3 milhões.

• A CENTRAL PETROQUÍMICA DO PÓLO DO RIO DE JANEIRO (RJ), a Rio Polímeros, conseguiu o seguro da Sace (Itália) e crédito direto do Eximbank (EUA), com juros em torno de 10% ao ano. Por que será que tal taxa de juros, em outros bancos, quase nunca é conseguida para os “pequenos investidores”?...

• PERSPECTIVAS BASTANTE FAVORÁVEIS PARA O ESTADO DO RIO DE JANEIRO: estão em fase de finalização os estudos sobre a transformação desse estado em pólo produtor de borracha. Segundo informações recentes, a seringueira (árvore produtora do látex) se adapta muito bem à Mata Atlântica, encontrada no estado. Além de proporcionarem o aumento de produção da borracha natural e, conseqüentemente, diminuirem a importação da mesma, as seringueiras deverão ser plantadas em áreas destinadas à retirada de gases industriais da atmosfera (seqüestro de carbono), melhorando o meio ambiente e também evitando o êxodo rural, já que a cultura da seringueira é viável economicamente pelo menos por 30 anos.

• “AUMENTAR AS EXPORTAÇÕES E SUBSTITUIR AS IMPORTAÇÕES”: esse é o lema presente nas indústrias de plásticos nacionais, que estão se esforçando para, em aproximadamente 3 anos, alcançarem essa meta, além de criarem empregos e aproveitarem a ociosidade de suas máquinas. Para tanto, o Banco do Brasil e o BNDES deverão garantir maior facilidade de crédito para as maiores indústrias exportadoras que deverão repassar esse benefício para as outras formadoras da cadeia produtiva. Fica comprovado, assim, outro dito bastante popular: “A união faz a força”.

• JÁ A BASF, GRUPO QUÍMICO ALEMÃO, OPTOU PELO ENCERRAMENTO da produção do EPS (poliestireno expansível) em South Brunswick (EUA) devido à alta das matérias primas, o que reduz em muito as margens de lucro da empresa.

• AS VENDAS DE SILICONE NO MERCADO NACIONAL AUMENTARAM em torno de 10% em 2001. Mas isso não é devido somente às próteses usadas no corpo humano, mas sim ao aumento do uso dessa resina em celulares e computadore.

• A UNILEVER, GRUPO MULTINACIONAL ANGLO-HOLANDÊS, conhecido até o ano passado como Gessy Lever, atua no ramo de produtos alimentícios, de higiene e de beleza, no Brasil, há mais de 70 anos . Sempre investiu em obras assistenciais e educativas e agora criou o Instituto Unilever que investirá mais de R$ 3 milhões em projetos e ações sociais. Entre eles, encontra-se a defesa e a preservação do Pantanal.

• PARECE QUE O BRASIL ESTÁ ACREDITANDO CADA VEZ MAIS NA RECICLAGEM, a ponto de competir com o Japão em reaproveitamento de latinhas de alumínio. O setor plástico comparece fortemente com as embalagens de PET e com os plásticos rígidos. Porém, ainda existem dificuldades para um maior desenvolvimento desse setor, haja vista o IPI (Imposto sobre Produtos Industriais), cuja alíquota é a mesma que a cobrada pelas resinas virgens.

• A INDÚSTRIA DE PLÁSTICOS DEVERÁ RECEBER MENOS INVESTIMENTOS DO GOVERNO, isto é, cerca de R$ 6 bilhões a menos do que o esperado, devido à desaceleração da economia em 2001, contando com recursos na faixa de R$ 13 bilhões até 2008.

• BOM TRIMESTRE PARA A TEC TOY, INDÚSTRIA DE BRINQUEDOS, cuja receita cresceu mais de 30% em relação ao ano anterior, ultrapassando o faturamento de R$ 7 milhões. Ela produz e vende produtos da Sega japonesa, especialista em videogames.

• EM CONTRAPARTIDA, A COPENE (COMPANHIA PETROQUÍMICA DO NORDESTE) fechou esse primeiro trimestre de 2002 com prejuízo líquido de mais de R$ 45 milhões, resultado esse, no entanto, bem maior do que o obtido no mesmo período de 2001, sendo devido principalmente ao aumento do preço da nafta, assim como à parada para manutenção.


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