MAIO DE 2002


GOVERNO E INDÚSTRIA DO PLÁSTICO LANÇAM
PROGRAMA PARA AUMENTAR EXPORTAÇÕES


Zerar o déficit de US$ 1 bilhão e alcançar superávit de US$ 800 milhões, gerando resultado líquido de US$ 1.8 bilhão para a balança comercial do país

O Secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior, Roberto Giannetti da Fonseca se reuniu dia 20/05, em São Paulo, com representantes da indústria do plástico para o lançamento do programa de exportações do setor, que tem como objetivo zerar o déficit médio anual de US$ 1 bilhão dos últimos seis anos e promover, a curto prazo, uma reversão no quadro: superávit de US$ 800 milhões no ano, o que vai gerar um efeito líquido de US$ 1.8 bilhão na balança comercial brasileira.

A estratégia adotada será criar mecanismos entre os três elos da cadeia para aumentar as exportações de produtos transformados plásticos, itens de maior valor agregado no setor.

O programa consiste nas seguintes ações:
- Unir esforços das centrais petroquímicas, empresas produtoras de resinas termoplásticas e as sete mil empresas produtoras de transformados plásticos no sentido de adequar os custos ao longo da cadeia, permitindo exportações competitivas para o mercado americano e europeu. Esta ação necessita do fundamental apoio da Petrobras , por ser a grande fornecedora de nafta, matéria-prima da primeira geração de petroquímicos.
- Criar uma empresa específica de comércio exterior para desenvolver mercados e agilizar os procedimentos de exportação.
- Apoio do setor aos projetos de iniciativa do poder executivo que visam desonerar os tributos cumulativos à exportação.
- Dinamizar ao acesso a linhas de crédito para financiamento das exportações.

A indústria do plástico afirma que está preparada para o desafio de reverter o quadro negativo da balança comercial. O Setor assegura que a competitividade brasileira tem melhorado significativamente e a qualidade dos produtos plásticos nacionais está à altura dos níveis exigidos pelos mercados internacionais.

Os investimentos realizados nos últimos cinco anos são superiores a US$ 2 bilhões, sendo que a segunda geração investiu em tecnologia e ampliação da capacidade produtiva com novas fábricas, enquanto a terceira geração investiu em novas máquinas e na melhoria da qualidade de seus produtos. O setor conta, ainda, com apoio para desenvolvimento de normas técnicas e certificação de qualidade para os produtos nacionais.

Cenário atual

As indústrias de transformação do plástico contam com cerca de sete mil empresas (dados da Abiplast) que geram 220 mil empregos diretos. Sua capacidade produtiva é da ordem de 4 milhões de toneladas/ano e seu faturamento anual chega a US$ 7 bilhões.

Atualmente, o setor trabalha com uma capacidade ociosa em torno de 25%, exportando apenas 3% de sua produção.

As indústrias de produção de resinas termoplásticas contam com 19 empresas. Sua capacidade produtiva é de 5 milhões de toneladas/ano e seu faturamento anual é de cerca de US$ 4 bilhões. Este segmento já exporta cerca de 15% de sua produção.

As centrais petroquímicas, por sua vez, contam com três empresas com capacidade de produção de 6,5 milhões de toneladas/ano de produtos petroquímicos, sendo 5,5 milhões de toneladas/ano de eteno e propeno, matérias primas da cadeia produtiva de termoplásticos. Estas empresas faturam cerca de US$ 3 bilhões ao ano e já exportam 5% de sua produção.

www.jorplast.com.br | Abertura | Índice da Edição do Mês | Próxima Matéria | Correio