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PESQUISA DA PLASTVIDA MOSTRA QUE
ESTADO DO RIO RECICLA 12,3% DO PLÁSTICO PÓS-CONSUMO
Das 220 mil toneladas anuais de plástico pós-consumo
geradas no Estado do Rio de Janeiro, 12,3% são recicladas. O percentual equivale aos 12% registrados na
Grande São Paulo, está acima dos 9,4% da Bahia e abaixo dos 19,2% do Rio Grande do Sul. A região
do Grande Rio de Janeiro, que representa quase a totalidade do setor naquele Estado, conta com 54 empresas recicladoras
de plástico. Juntas, elas têm capacidade para reciclar 42,6 mil toneladas de plástico pós-consumo,
faturam cerca de R$ 40 milhões por ano e empregam 900 trabalhadores.
Estas são algumas das conclusões de pesquisa feita para a Plastivida (Comissão Executiva do
Programa Plastivida) da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), pela
Maxiquim Assessoria de Mercado. O estudo apresenta uma radiografia da indústria de reciclagem do Grande
Rio de Janeiro, com a descrição dos processos produtivos, preços de compra e venda praticados,
fluxo da comercialização, nível de capacitação e obstáculos à
atividade.
O retrato da coleta seletiva e reciclagem na Grande Rio de Janeiro está no site www.plastivida.org.br.
As principais conclusões da pesquisa, além das mencionadas acima, são as seguintes:
Apesar do alto volume de plástico no lixo domiciliar gerado na capital do Rio de Janeiro, não existe
um programa formal de coleta seletiva implementado;
· Foram detectadas na pesquisa 54 empresas recicladoras de plástico ativas. O alto índice
de empresas que negaram informações se deve à informalidade do setor;
· A capacidade total de reciclagem é de 42,6 mil t/ano, sendo que o plástico mais utilizado
na região é o PET, com uma capacidade de 18,9 mil t/ano. Este volume, no entanto, é na maior
parte apenas beneficiado, gerando o flake;
· A maior parte da matéria-prima utilizada pela indústria de reciclagem é comprada
suja (87%), dificultando o processamento e aumentando o índice de rejeito;
· A maioria das empresas (69%) utiliza somente o resíduo industrial na reciclagem, devido à
dificuldade na obtenção de resíduo pós-consumo e à sua baixa qualidade;
· A indústria de reciclagem do Grande Rio de Janeiro atua basicamente em mercados cujos produtos
são commodities, de baixo valor agregado, como filmes para embalagens, sacos de lixo, e produtos para construção
civil;
· Do volume de plástico consumido no Grande Rio de Janeiro, estimado em 455 mil t/ano, a capacidade
de reciclagem representou 9% em 2000;
· O índice de rejeito da indústria de reciclagem é alto, em média 16,5%, devido
basicamente à baixa qualidade do material processado;
· Entre os principais obstáculos para o desenvolvimento da indústria de reciclagem, foram
citados pelos próprios recicladores a legislação (altas tributações), mercado
pouco atrativo e a falta de coleta seletiva.
Segundo o coordenador da Plastivida, Luiz Briones, “o que ocorre no Estado do Rio de Janeiro, onde 12,3% do plástico
pós-consumo são reciclados, reforça a necessidade de implementação de uma política
nacional de resíduos sólidos, que tenha por base a coleta seletiva feita pelos municípios,
acompanhada de um esforço da sociedade em favor da educação ambiental”.
Briones destaca ser “essencial que as prefeituras liderem a expansão da coleta e a implementação
de coleta seletiva. Além de aumentar a reciclagem, isto possibilitará renda para os municípios
e geração de emprego para a comunidade.”
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