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Maio de 2004 |
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Plastivida questiona proibição de película de plástico em garrafões de águaA propósito do assunto, o JORNAL DE PLÁSTICOS ouviu a palavra do Sr. Luiz de Mendonça, Coordenador da Plastivida: “A Plastivida, associação de empresas que atuam em favor do uso responsável do plástico, entende que o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de São Paulo deveria rever a proibição do uso de película de plástico para embalar os garrafões de 20 litros de água mineral. Ao embasar a proibição, o CVS argumentou, segundo estudo da Abinam (Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais), que a película de plástico acaba servindo como eventual veículo para bactérias, no momento em que o garrafão é colocado sobre o bebedouro. Não é o plástico o responsável pela formação de eventuais colônias de bactérias. Tanto assim, que os garrafões também são feitos de plástico e cumprem a contento a função de proteger a água mineral de contaminação. O próprio estudo deixa claro que os contaminantes chegam ao bebedouro quando a película é mergulhada na água por descuido do consumidor, ou quando pequenas quantidades de água ficam retidas entre a película plástica e o garrafão. O plástico não é tóxico e sim inerte. Justamente por não ser tóxico, ele é utilizado para embalar alimentos, bebidas, medicamentos, além de outras aplicações médicas, como seringas bolsas para transfusão de sangue. As embalagens plásticas mantêm estéreis produtos como soro fisiológico e leite, e impedem sua recontaminação. Por isso, é equivocado inferir que a película plástica contamina água em garrafões. A embalagem plástica protege os produtos, garante a segurança alimentar, evita contaminação, transmissão de doenças, proliferação de insetos e roedores. Ao impedir a perda do produto, evita o desperdício de tudo o que a sociedade e o meio ambiente investiram para produzi-lo: energia, recursos naturais, trabalho etc. Portanto, o CVS, em vez de proibir a utilização das películas plásticas, deveria reforçar sua recomendação aos usuários para que as retirassem dos garrafões de água mineral, limpando-os com álcool antes de colocá-los nos bebedouros. O esforço deveria ser feito com o objetivo de educar o consumidor. As películas plásticas são relevantes para proteger os garrafões de água mineral, aumentando sua vida útil e possibilitando que sua reutilização um maior número de vezes. Além disso, ao protegerem os garrafões de riscos e sujeira, possibilitam ao usuário examinar visualmente o conteúdo, antes de servir-se da água. Portanto, as películas plásticas são relevantes do ponto de vista do consumo responsável. Quanto ao fato de o estudo haver considerado inadequada a composição de algumas películas plásticas, por utilizarem tintas (no caso dos coloridos) e solventes, a Plastivida sugere à CVS e à Abinam que orientem os fornecedores a não mais usarem tais insumos na composição de suas películas.” |
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