Maio de 2005


NOTAS SINTÉTICAS

• A PETROQUÍMICA UNIÃO (PQU), no primeiro trimestre de 2005, registrou um aumento de quase 80% em seu lucro líquido em comparação ao obtido, durante o mesmo período, no ano anterior; ela está recebendo, também, investimentos de mais de US$ 170 milhões para ampliar sua capacidade de produção em torno de 320 mil toneladas até 2007. Com isso, está se estruturando para receber nafta importada, através do porto de Santos (SP), caso a Petrobras não consiga suprir suas necessidades em relação a essa matéria prima fundamental.

• TAMBÉM A ULTRAPAR PARTICIPAÇÕES – holding  que atua em produção e distribuição de gás, com a Ultracargo e a Ultragaz, e de químicos com a Oxiteno – registrou no primeiro trimestre desse ano, um lucro líquido acima de R$ 100 milhões, ou seja, 60% maior que o mesmo obtido em 2004. Só a Oxiteno apresentou um aumento de 10% em seu volume de vendas nesse período.

• A INDÚSTRIA DO PVC ESTÁ OTIMISTA: além de prever, para 2005, um crescimento de vendas em torno de 10% em relação ao ano anterior, está contando com o programa que o governo está tentando acelerar, que prevê investimentos no saneamento básico (abastecimento de água e coleta de esgoto e lixo) no Brasil. Embora os setores de calçados e de embalagens venham utilizando cada vez mais o PVC, a contrução civil ainda representa 60% de sua produção.

• VISANDO DEBATER TAIS QUESTÕES, O INSTITUTO DO PVC, entidade à qual estão associadas as indústrias dessa matéria-prima,  promoverá o “I Congresso Brasileiro de PVC”, em junho, na cidade de São Paulo (SP), contando com a presença de importantes players do mercado internacional que irão mostrar tecnologias e discutir soluções, desde a obtenção do cloro até a reciclagem do PVC.

• A POLIBRASIL, IMPORTANTE PRODUTORA DE POLIPROPILENO da América Latina, irá investir em torno de US$ 80 milhões para ampliação de sua capacidade de produção de PP para mais de 870 mil ton/ano, até 2007. Para tanto, há acordos programados de aumento de fornecimento de propeno (matéria-prima para a produção de PP) pela Petrobras e pela Rio Polímeros.

•A PETROFLEX, PRODUTORA DE BORRACHA SINTÉTICA, aproveitando o ciclo de alta do setor petroquímico, apesar da concorrência da borracha natural, registrou, no primeiro trimestre de 2005, um lucro líquido consolidado de mais de R$ 42 milhões, ou seja, o dobro do obtido no mesmo período em 2004.

• OS DADOS DA PRIMEIRA PESQUISA NACIONAL SOBRE RECICLAGEM, realizada pelo Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida), sob a orientação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que o Brasil recicla 780 mil tons/ano de plásticos já consumidos, embora tenha capacidade de reciclar mais de 1,5 milhão de tons/ano. Esse volume resulta em receita de mais de R$ 1 bilhão para cerca de 500 empresas que operam com reciclagem de plásticos no país, contando com mais de 500 mil coletores (incluindo catadores de rua), que formam a base dessa indústria. São reciclados, atualmente, 16,5% de plásticos, ficando, o Brasil, atrás da Alemanha, Áustria e EUA.

• FOI INAUGURADA UMA UNIDADE INDUSTRIAL DE RECICLAGEM de embalagens longa vida, a primeira do mundo com tecnologia Plasma, 100% nacional, em Piracicaba (SP), pela Alcoa Alumínio, Klabin, Tetra Pak e TSL Engenharia Ambiental. Essa tecnologia, chamada de Plasma Térmico, utiliza energia elétrica para produzir um jato de plasma a 15.000°C para aquecer a mistura de plástico e alumínio, permitindo sua separação total, agora permitindo que os três componentes da embalagem longa vida (papel, alumínio e plástico) voltem para a cadeia produtiva como matéria-prima. Essa unidade tem capacidade para reciclar 32 mil ton/ano de embalagens longa vida, processando 8 mil ton/ano de plástico e de alumínio.

• ESSA TECNOLOGIA PLASMA TÉRMICO, TOTALMENTE desenvolvida no Brasil, já está sendo exportada. Ainda esse ano, em dezembro, deverá ser inaugurada uma unidade recicladora, nos mesmos moldes que a unidade de Piracicaba (SP), em Valência, Espanha, onde a fabricante de papéis Nesa investirá mais de 5 milhões de euros. Outros países interessados pela tecnologia brasileira são:Alemanha, Itália, França, Holanda, Suécia e China.

• EGÍDIO ZARDO JR., ex-responsável pela comunicação da Politeno e Ipiranga Petroquímica passou, desde o mês de março, a ser executivo de desenvolvimento de mercado da gaúcha Openfield Importação & Exportação.

• A CENTRAL DE COOPERTATIVAS NOVA AMAFRUTAS, com sede em Benevides (PA) está estudando a possibilidade de produzir plásticos a partir do amido modificado da mandioca. O bioplástico já é produzido na Europa, a partir da casca da batata, e a produção do bioplástico produzido a partir da mandioca poderá vir a ser uma alternativa de mercado para a agricultura familiar do Pará. Esse trabalho está sendo realizadado em parceria com o Insituto de Pesquisa Holandês (IDT). Um dos produtos que poderão ser feitos com o bioplástico é o tubete, utilizado para abrigar plantas que, sendo biodegradável, não precisará ser retirado no ato do plantio.



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