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Maio de 2005 |
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Nitriflex reinicia produção de ABS no BrasilA Nitriflex reiniciou sua produção de ABS em abril de 2005. Este reinício se deve ao fato de que o mercado brasileiro estava carente de um produtor local, como havia no passado. A Nitriflex, como um dos produtores locais mais tradicionais e respeitados no passado, fez uma pesquisa de mercado junto às empresas que utilizam essa resina atualmente e constatou que o reinício de sua produção local de ABS teria uma receptividade muito boa. Nesta pesquisa de mercado, foram mencionados como fatores muito positivos da volta da Nitriflex, a alta qualidade do seu ABS, o serviço técnico bastante ágil e atuante e a flexibilidade comercial, no atendimento de produtos customizados. Para proporcionar maiores informações ao mercado, nosso consultor associado, José Simantob Netto, entrevistou o Sr. Alexandre Vieira, Gerente Comercial da Nitriflex: JP: Qual a capacidade atual de produção e que percentual do mercado deverá ser atingido? Alexandre Vieira: A capacidade atual de produção da Nitriflex está em 20.000 toneladas ao ano de ABS. O mercado brasileiro foi atendido em sua totalidade por material importado, em 2004. JP: Qual a tecnologia empregada na produção? Alexandre Vieira: A tecnologia empregada na produção do ABS pela Nitriflex no Brasil é de origem japonesa, da empresa JSR. Esta é uma empresa muito tradicional na produção de ABS, com uma tecnologia reconhecida mundialmente. JP: Quantos “grades” estarão sendo produzidos e para que mercados? Alexandre Vieira: A Nitriflex já está produzindo 7 grades diferentes de ABS, atingindo uma ampla faixa de características técnicas. Os grades produzidos atualmente são os seguintes: ABS 10, ABS 12, ABS 15, ABS 21, ABS 35, ABS 42 e ABS 45. Estes dois últimos grades são direcionados a aplicações que necessitem de um produto com alta resistência térmica. Entre os outros grades, encontram-se produtos com diferentes características, como alto impacto, alto fluxo, alto brilho, cromação, resistência a flexão, etc. Os grades produzidos atualmente são aqueles que foram identificados pelo mercado como os mais significativos, sendo assim escolhidos como fator de sucesso na volta da Nitriflex. Os principais mercados que estão sendo desenvolvidos pela Nitriflex são: automotivo, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, calçados e equipamentos de proteção. Estes são os mercados que mais se interessaram pela volta da Nitriflex à produção de ABS, e as principais indústrias destes mercados já estão homologando nosso ABS em seus produtos. JP: Que tipos de serviços estarão sendo agregados aos produtos? Alexandre Vieira: Um dos fatores que levou a Nitriflex a reativar sua produção de ABS foi o “recall” bastante positivo sobre sua Assistência Técnica. Na pesquisa de mercado realizada, foi identificado que o mercado local sofre de uma carência técnica muito grande por parte dos atuais fornecedores internacionais, portanto este serviço será, com certeza, um dos pilares de sustentação da volta da Nitriflex ao mercado de ABS. A Nitriflex sempre foi reconhecida pelo alto nível de seu Serviço Técnico, o que pretendemos manter. Outro serviço agregado de bastante valor será a customização de formulações a necessidades específicas de clientes, assim como o desenvolvimento de cores sob encomenda. A entrega just-in-time de produtos de linha, ou customizados, também é um serviço muito valorizado pelo mercado, que pretendemos manter, assim como já fazemos com os elastômeros de nossa fabricação. Desta maneira, os clientes não necessitarão manter grandes estoques de produto, o que acontece atualmente devido à necessidade de importação de vários clientes. Esta manutenção de estoques onera bastante os custos das empresas. A estrutura logística que a Nitriflex possui vai permitir que seus clientes tenham uma economia operacional significativa, baixando seus estoques. JP: Quais os mercados que serão beneficiados com este reinício? Alexandre Vieira: Os mercados que serão beneficiados de imediato, e que, na realidade, já nos procuraram para trabalharmos em desenvolvimentos conjuntos, são principalmente os mercados automotivo, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, calçados e equipamentos de proteção. Já estamos trabalhando junto às principais empresas destes mercados, com desenvolvimentos de produtos visando a substituição de importações e também viabilizando novos produtos que os fornecedores internacionais não conseguem fornecer, por não possuírem a mesma flexibilidade operacional que a Nitriflex possui. JP: Na qualidade de player reiniciando-se no mercado brasileiro, quais as características, vantagens e benefícios diferenciais destes produtos em termos de: Funcionalidade/Tecnologia; Preços; Distribuição; Serviços ao cliente e Outros? Alexandre Vieira: Quanto à funcionalidade/tecnologia do ABS Nitriflex, elas são bastante adequadas, tanto ao mercado brasileiro quanto ao mercado internacional. O ABS produzido de acordo com a tecnologia tradicional da JSR, da qual a Nitriflex é detentora, possui funcionalidade igual ao ABS atualmente utilizado em nosso mercado. A funcionalidade do ABS não muda de acordo com sua tecnologia. O que muda com a tecnologia é sua eficiência de produção, portanto, esta diferença tem mais importância para o produtor que para o mercado. Devido à globalização, todos os produtores de ABS possuem preços de matérias-primas muito parecidos, portanto não devemos ter diferenças significativas em nossos preços, comparados com os outros fornecedores internacionais. Nos últimos meses, temos visto uma escalada nos preços de todos produtos petroquímicos, o que não é diferente no ABS, portanto, como somos afetados da mesma forma que os outros produtores, esperamos estar em linha com os preços do mercado. Como temos vantagens logísticas e maior flexibilidade no fornecimento de nosso ABS, em relação aos nossos concorrentes, nosso perfil de distribuição deverá ser diferente. Temos uma estrutura logística bastante competente e ágil para atender pedidos de volumes que nossos concorrentes consideram baixos, como uma ou duas toneladas, com a mesma rapidez que atendemos a pedidos maiores, de dezenas de toneladas. Portanto o perfil de nosso distribuidor será voltado a complementar os pequenos volumes que não consigamos atender, ou que possuam vantagens regionais fora da Região Sudeste. JP: Pretendem aumentar a capacidade para atender à demanda nacional? Alexandre Vieira: Em um primeiro momento, iremos trabalhar para consolidar nossa posição de melhor fornecedor de ABS com nossa planta atual. Já possuímos planos de longo prazo, contemplando o aumento da produção e a introdução de novos produtos, mas esta ampliação faz parte de uma segunda fase de nossa estratégia. JP: Que outros termoplásticos pretendem produzir? Alexandre Vieira: No momento estamos focados na reintrodução do ABS no Brasil, estamos colocando todos nossos esforços nesta área, para que este reinício seja o melhor possível. Uma possibilidade para o futuro seria iniciarmos a produção de SAN também, pois já detemos sua tecnologia de produção, temos consumo cativo e o mercado local também possui demanda. JP: Pretendem futuramente exportar? Alexandre Vieira: No momento, não pretendemos exportar o ABS. Queremos focar nossos esforços no mercado brasileiro, para podermos fazer o melhor trabalho possível em nosso mercado natural. A exportação não está nos nossos planos de curto ou médio prazos. |
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