Maio de 2005

 


Em julho, nanotecnologia movimenta o mundo do plástico em SP

A indústria do plástico é uma das co-promotoras do Congresso Internacional de Nanotecnologia — Nanotec 2005 e da Exposição Internacional de Projetos, Produtos e Materiais Nanotecnológicos — Nanotec Expo 2005, evento inédito e pioneiro sobre nanotecnologia na América Latina, que reunirá empresários, cientistas e pesquisadores, focalizando seis importantes setores empresariais brasileiros.

        Imagine nanocápsulas que aprisionam fármacos e biomoléculas, óculos que não riscam facilmente, plásticos que retardam a chama, revestimentos de garrafas muito mais resistentes e leves. E se existissem embalagens inteligentes capazes de bloquear o oxigênio, dióxido de carbono e umidade para que não atinjam as bebidas e os alimentos, e outras que pudessem liberar um conservante caso o alimento começasse a se deteriorar? Que tal embalagens com sensores que detectam patógenos nos alimentos e provocam alteração na cor da embalagem de modo a alertar o consumidor?

        Parece ficção? Não, são apenas algumas das últimas novidades que estão deixando os laboratórios para se incorporarem ao nosso dia-a-dia. Essa nova realidade é proporcionada pela intensificação do uso da nanotecnologia que está provocando uma verdadeira revolução tecnológica, resultado da crescente capacidade de manipulação de átomos e de moléculas, com amplas possibilidades nas áreas de novos materiais, novas ligas e no desenvolvimento de novos produtos de consumo e processos industriais.

        A nanotecnologia, cujo nome vem do grego “nano” (muito pequeno, anão), é um campo multidisciplinar que reúne a Química, a Física, a Biologia, a Ciência, a Engenharia de Materiais e a Computação de última geração. Um bilionésimo de metro — um nanômetro (= 10-9 m = 0,000000001 m) — é a medida nessa escala.

        Inúmeras são as aplicações do nanoconhecimento, especialmente no campo industrial. E o setor de plásticos já é um dos mais afetados por esta que já é considerada a 5ª Revolução Industrial. Por isso, ele é um dos principais partipantes e co-promotores da Nanotec 2005, o evento brasileiro mais importante sobre nanotecnologia.

Congresso e Exposição serão celeiro de idéias e oportunidades de negócios

        A importância estratégica da nanotecnologia para a competitividade industrial brasileira atraiu um arco de alianças jamais visto, envolvendo empresários, cientistas e pesquisadores, com o propósito de realizar um evento internacional, focalizando a nanotecnologia sob a ótica das suas aplicações industriais.

        Assim, com a iniciativa da RJR Eventos, foram criados o Congresso Internacional de Nanotecnologia — Nanotec 2005 e a Exposição Internacional de Projetos, Produtos e Materiais Nanotecnológicos — Nanotec Expo 2005, evento feito pela e para a indústria, para apresentar aos empresários brasileiros o estágio das pesquisas no Brasil e no mundo, quais os produtos que já incorporam a nova tecnologia, os mais recentes avanços nanotecnológicos e o seu impacto mercadológico nos setores eletro-eletrônico, automotivo/autopeças, têxtil e confeccionista, plásticos, meio-ambiente, e novos materiais e tratamento de superfícies, além de expor os produtos desenvolvidos pela nascente indústria nanotecnológica nacional e discutir as oportunidades e as perspectivas de negócios, nos segmentos específicos, para o empresariado brasileiro.

        A importância dessa iniciativa pode ser avaliada pela representatividade das instituições co-promotoras: Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Sindipeças, ABINEE, ABIT, Abiplast, Amcham (Câmara Americana de Comércio), AHK (Câmara Brasil-Alemanha) e também pelas instituições científicas: USP, Unicamp, UFRJ, UFPE, UFMG, IPT, ITBA (Instituto Tecnológico Brasil-Alemanha), e o INMETRO. O evento conta, ainda, com o patrocínio da DHL, Unipar, Polibrasil, Petrobras e do Sebrae Nacional, além do apoio institucional do Ministério da Ciência e Tecnologia, do NAE (Núcleo de Assuntos Estratégicos), ligado à Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica (Secom). É a primeira vez no Brasil que um evento reúne instituições tão significativas da Indústria, da Ciência e do Governo.

Congresso Nanotec 2005: ciência e indústria em parceria

        O Congresso Nanotec 2005, que acontecerá nos dias 6 e 7 de julho no ITM Expo (SP), contará com a presença de cientistas e pesquisadores de diversas áreas da nanotecnologia, além de representantes de algumas das principais empresas do Brasil e do mundo.

        Sob o tema principal — “A Nanotecnologia e seus impactos para as Indústrias” — serão realizadas 26 palestras e 8 painéis, envolvendo mais de 55 especialistas. Dentre os especialistas internacionais destacam-se: a dra. Barbara Jones, diretora de Materias e Fenômenos Magnéticos do Centro de Pesquisa da IBM (USA); o professor Mark Welland, chefe do Laboratório de Ciências Nanotecnológicas do Departamento de Engenharia da Universidade de Cambridge (Grã-Bretanha); dra. Erika Gyoervary, cientista do Centro Suíço de Eletrônica e Microtecnologia - CSEM (Suíça), prof. dr. Arun Naik Kardile - chefe do Laboratório de Parametria Física Têxtil, da Universidade Politécnica da Catalunha (Espanha), dr. Stefan Mecheels – diretor- presidente do Hohenstein Research Institute (Alemanha), Girish Solanki - gerente de Pesquisa Técnica da Frost & Sullivan - USA e Hrishikesh Bidwe, analista sênior de Pesquisa da Frost & Sullivan (Grã-Bretanha), um dos responsáveis pela elaboração do mais importante relatório sobre os impactos da nanotecnologia no setor automotivo.

        As conferências e os seminários setoriais, que integram o Programa do Congresso Nanotec 2005 (em anexo, o programa preliminar) conjugam a visão científica — recente e futura — do nanoconhecimento, o estágio atual da nanotecnologia e como os avanços nessa área afetam os seis setores industriais: eletro-eletrônico, automotivo, plásticos, têxtil, meio ambiente e novos materiais e tratamentos de superfícies. O objetivo é estimular a inserção competitiva das empresas nacionais no fascinante mundo das soluções nanotecnológicas.

Nanotec Expo 2005: vitrine da nanotecnologia brasileira

        Entre outros produtos, o visitante poderá conhecer: os polímeros luminescentes, isto é, polímeros que emitem luz sob a ação de corrente elétrica e servem para a confecção de telas e displays luminosos, a língua eletrônica, que reconhece marcas e safras de vinho e os sensores ultra-sensíveis para detecção de gases; as janelas fotossensíveis — vidros que podem ser usados como janelas ou tetos solares, que convertem a luz do sol em eletricidade e podem gerar energia ou acionar dispositivos elétricos; o plástico biodegradável — amostras de plásticos, produzidos por bactérias, que se degradam evitando a poluição do meio ambiente; e recobrimento para proteção de compressores — filmes com estrutura nanométrica que protegem contra a degradação e a corrosão.

Para entrar na História

        A Nanotec 2005 trata-se, de fato, de um evento em que o esforço em pesquisa e desenvolvimento do meio acadêmico encontra, no meio empresarial industrial, a real viabilidade de aplicação das soluções nanotecnológicas (B2B). É a oportunidade de: transferir conhecimento e informações; abreviar tempo em pesquisa, antecipando-se aos concorrentes; encontrar parceiros e estabelecer joint ventures; manter-se atualizado no desenvolvimento da nanociência; e para descobrir novas e interessantes aplicações da nanotecnologia para empresas e produtos.

        Embora, no Brasil, a nanotecnologia ainda seja vista como uma coisa do futuro e longe da realidade das empresas, no restante do mundo ocorre o inverso. Para se ter uma idéia, os principais países desenvolvidos e alguns em desenvolvimento, como China, Índia e Coréia do Sul, investiram mais de US$ 75 bilhões em pesquisas e no desenvolvimento de nanotecnologias, somente em 2004. E novas patentes estão sendo requeridas todos os dias. A projeção é que, até 2015, a realização de negócios internacionais envolvendo essa tecnologia supere um trilhão de euros.

        Como o Governo, o empresariado e as instituições científicas nacionais sabem que o Brasil não pode deixar de participar ativamente dessa “revolução nanotecnológica”, a idéia é trabalhar em cooperação para o País ocupar seu lugar nessa história. O momento, portanto, é o de aproveitar as oportunidades. Como afirma Marcelo Knobel, físico e coordenador do Núcleo de Desenvolvimento da Criatividade da Unicamp e um dos painelistas da Nanotec 2005, em seu artigo “O futuro da nanotecnologia no Brasil”.

                Para maiores informações, contactar a redação do JORNAL DE PLÁSTICOS através do fone: (21) 2717-0375 ou e-mail jorplast@jorplast.com.br .

 

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