Maio de 2005

 

PQU lucra R$ 50,8 milhões no trimestre

Valor é 79,2% maior em relação a igual período do ano passado

Apesar da pressão do custo da matéria-prima - fruto da alta do petróleo no mercado internacional -, o resultado financeiro e operacional da Petroquímica União, no primeiro trimestre de 2005, foi bastante satisfatório.

        A empresa registrou, de janeiro a março, um lucro líquido de R$ 50,8 milhões, valor 79,2% maior em comparação ao lucro de R$ 28,4 milhões apurado em idêntico período do ano passado. Incluindo a reserva de reavaliação, o lucro totalizou R$ 53,2 milhões.

        No acumulado dos primeiros três meses do ano, a PQU obteve um faturamento bruto de R$ 1.091,8 milhões e receita, líquida de impostos, de R$ 777,1 milhões, contra, respectivamente, R$ 818,7 milhões e R$ 572,7 milhões registrados em igual período do ano passado.

        A geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda, somou R$ 103,8 milhões, ante R$ 60,1 milhões apurados no mesmo intervalo do ano passado. O resultado operacional - antes dos efeitos inflacionários e despesas financeiras líquidas - foi de R$ 84,8 milhões, contra R$ 51,9 milhões de 2004.

        A PQU fechou o trimestre com um endividamento bruto consolidado de R$ 263,9 milhões, contra R$ 283,8 milhões de igual período de 2004. A empresa realizou pagamento de R$ 20,3 milhões, referentes a dividendos e juros sobre o capital, do total de R$ 88,8 milhões a ser pago ao longo do ano.

        Os indicadores operacionais também foram bons. No trimestre,foi comercializado o total de 387 mil toneladas de produtos petroquímicos, superior em 4,5% ao volume vendido no mesmo trimestre do ano passado. No período, as vendas de etileno somaram 112,5 mil toneladas. A empresa também comercializou um volume de 55,2 milhões de litros de gasolina A e 15,3 mil toneladas de GLP.

        O fator de utilização da capacidade instalada da planta foi de 95%. Com relação a investimentos, eles estiveram focados em manutenção imobilizada, na qual foram aplicadas R$ 13,6 milhões, ante R$ 9,9 milhões de janeiro a março de 2004.

        Algumas variáveis contribuíram para o aumento da lucratividade nos primeiros três meses de 2005. O diretor financeiro e de relações com os investidores da empresa, Fernando Raul Mieli, comenta que o resultado da empresa é reflexo da conjuntura internacional favorável, que vem mantendo as margens do negócio elevadas em relação ao ano passado, mesmo com a alta progressiva dos custos das matérias-primas.

        O executivo observa que os preços médios internacionais dos produtos petroquímicos continuam em alta, pressionados pelo comportamento do petróleo e pela manutenção do ritmo da atividade econômica nos Estados Unidos e Ásia.

 

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