Capa do Mês

Notas Sintéticas

EMPRESAS EM DESTAQUE NA BRASILPLAST 2007

BOM COMEÇO DE ANO PARA A SUZANO PETROQUÍMICA, que obteve um lucro de mais de R$ 54 milhões no primeiro trimestre. Tal resultado deveu-se, principalmente, à desvalorização do dólar e seu reflexo no recuo do valor do gás propeno (matéria-prima do polipropileno – PP) oriundo de refinarias ou do gás natural.

UM DOS OBJETIVOS DA SUZANO PETROQUÍMICA é consolidar os ativos petroquímicos na região Sudeste. Para isto, está disposta a fazer investimentos diversos, além de já ter promovido reestruturações societárias, redução de despesas administrativas, melhora do mix de exportações, além de pretender investir mais de US$ 370 milhões, entre 2008 e 2012, em projetos de expansão de sua capacidade de produção.

A SUZANO PETROQUÍMICA TAMBÉM ESTÁ VOLTANDO seus interesses para a área da alcoolquímica, assim como investe em pesquisa de nanotecnologia, pensando no futuro das embalagens inteligentes e dos plásticos mais leves para produtos da linha branca.

A DOW QUÍMICA (EUA) PRETENDE CONTINUAR mantendo seus 13% de participação na Petroquímica União (PqU), em Paulínia-SP, que deverá se fundir com outra empresa brasileira, até o fim do ano, para formar a Petroquímica do Sudeste. Apesar de parecer contraditório, a companhia americana deseja participar do processo de consolidação da petroquímica nacional. A participação de 13% na PqU garante a Dow Química o fornecimento de eteno para sua fábrica de polietileno em Guarujá-SP, que tem capacidade de produzir 200 mil ton/ano de PE.

TAMBÉM A DOW QUÍMICA, JUNTO COM A OXITENO, do Grupo Ultra, estão negociando com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiamentos para a instalção de biorrefinarias, ou seja, refinarias baseadas em matéria-prima verde. Tal aumento da procura por esse tipo de refinarias é devido à tendência da manutenção do preço do petróleo nos níveis atuais, à busca por matérias-primas não-poluentes, além da biorrefinaria produzir derivados químicos de maior valor agregado.

A PETROBRAS E O SISTEMA FIRJAN - Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – vão investir cerca de R$ 3 milhões na capacitação de mais de 3 mil profissionais da construção civil, com o objetivo de formar mão-de-obra para trabalhar na instalção do Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj), sendo que, numa primeira etapa, o Senai-RJ (Serviço Nacional de Aprendizagem Indutrial) será responsável pela administração de cursos gratuitos que treinarão profissionais com o ensino fundamental, para o exercício de atividades de pedreiro, armador, carpinteiro, eletricista, etc. O Comperj deverá gerar mais de 200 mil empregos diretos, indiretos e em atividades de apoio, tanto durante os 5 anos para sua construção, como após sua entrada em operação.

A PETROBRAS TAMBÉM PRETENDE AVANÇAR na linha de biocombustíveis. Até o final de julho, a estatal deverá instalar, no Rio de Janeiro-RJ, uma usina piloto de etanol lignocelulósico, que terá a capacidade de esmagar 20 kgs de bagaço de cana-de-açúcar por dia. O objetivo de transformar celulose em etanol é aumetar o rendimento da cana-de-açúcar para álcool em 40%.

A PETROQUÍMICA NACIONAL BRASKEM está investindo em pesquisas na área alcoolquímica: já possui uma planta-piloto em Triunfo-RS, além de já estar projetando uma unidade comercial para Camaçari-BA. Segundo informações, a empresa está voltando a investir em pesquisas para retomar a produção de eteno a partir do álcool. Até 1992, a Salgema (hoje, uma de suas divisões) operou uma unidade de eteno a partir do álcool ou do etanol, como matéria-prima para a produção de PVC, em Maceió-AL.

A SAUDI BASIC INDUSTRIES, empresa de produtos químicos, com sede em Riad, Arábia Saudita, formalizou a compra da divisão de plásticos da General Eletric (GE) por mais de US$ 11 bilhões. Cabe lembrar que a Saudi tem aumentado suas vendas desde 2002 devido ao seu acesso às maiores reservas mundiais de petróleo, matéria-prima da produção de plásticos e de produtos petroquímicos.

A INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO DE PLÁSTICOS nacional aumentou mais de 21% de sua receita de exportações no primeiro trimestre de 2007, em relação ao mesmo período no ano anterior, obtendo mais de US$ 282 milhões. Além do aumento da demanda asiática, houve crescimento de vendas para mercados fora do Mercosul, como Venezuela, Colômbia e Peru.

LEIA NA PRÓXIMA EDIÇÃO do JP ampla matéria com os números finais da Chinaplas 2007, evnto que aconteceu, entre os dias 21 e 24 de maio, contando com mais de 60.000 visitantes de todas as partes do mundo.



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