JORNAL DE PLÁSTICOS - MARÇO DE 2001
PROJETO PRUMO AJUDA
EMPRESA A ENSACAR QUALIDADE
A Citropack – Indústria e Comércio de Embalagens,
vivia um verdadeiro inferno astral na fabricação de seus produtos. Especialmente com a sacaria tipo
“raschel”, aqueles sacos onde são embaladas as laranjas. Entre as dificuldades que a empresa enfrentava
estavam a dependência de um único fornecedor, deformação das peças e alta geração
de aparas, baixo brilho e aparência muito feia pelo excesso de dobramento das fitas que tecem o saco.
Com a ajuda do Prumo, Projeto de Unidades Móveis para Atendimento às Micro e Pequenas Empresas, conduzido
em parceria entre o IPT, o Instituto Nacional do Plástico e o Sebrae/SP, com o apoio da Fapesp, a situação
começou a mudar. Seus técnicos atuaram dentro da empresa, conseguiram identificar os principais problemas.
Primeiro, foi feita uma caracterização da matéria-prima apropriada para a utilização
neste tipo de produto. Junto com esta caracterização, foram realizados alguns ajustes no processo
de extrusão do filme e na tecelagem das fitas, paralelamente ao treinamento da mão-de-obra para operar
o processo.
Para solucionar o problema da excessiva geração de aparas, os técnicos do Prumo sugeriram
a reutilização. Reduziram-se as perdas no processo industrial. A Citropack passou a usar as aparas
na fabricação de fitilhos, empregados dentro da própria empresa, o que permitiu reduzir as
despesas com material. A empresa ampliou seu fornecedores, eliminou os problemas de brilho e deformação
deixando o produto final mais bonito, com melhor qualidade . Também diminuiu as perdas em 5% (600kg/mês)
com a reutilização das aparas.
Segundo Cristina Helena Hauy, diretora da empresa, o Prumo proporcionou ganhos importantes. “Depois desta visita,
conseguimos aumentar a nossa produção como resultado da melhoria da qualidade do material, implementamos
uma micro fábrica de fitilhos utilizando uma sucata produzida aqui mesmo, o que reduziu minhas despesas
com compras. O desenvolvimento de outra resina me dá segurança de não depender de um único
fornecedor”.
Com os resultados apresentados pelo Prumo, a empresa interessou-se em participar de outros projetos desenvolvidos
pelo IPT e Sebrae, como é o caso do Progex – Programa de Apoio Tecnológico à Exportação.
Serviço – Pequenas empresas transformadoras de plástico podem ser atendidas pelo Prumo. Os benefícios
certamente serão grandes, comparados à pequena quantia a ser investida (R$900,00). A única
exigência é que seja uma micro ou pequena empresa no Estado de São Paulo. O contato com o projeto
Prumo pode ser feito através do telefone 0800-557790, ou pelo e-mail prumo@ipt.br.
(ISAP OMV Group, S.p.a. de Verona, e OMV – USA, Inc.) acabam de anunciar o acordo que permitiu a ambas corporações
de, igualmente, participar na formação de uma companhia Joint Venture. A nova companhia, Irwin OMV
Technology, Inc. terá sua sede em Yakima, Washington – USA, nas instalações da Irwin Research
and Development. Adicionalmente IOT deverá ter um centro tecnológico em Lake Geneva – Wisconsin –
USA onde manterá um centro de serviços e um estoque de peças de reposição para
atender aos clientes do Centro e Oeste do território americano.
Irwin e OMV são fabricantes de sistemas contínuos de termoformagem
Irwin produz termoformadoras de alta produção, alimentadas por bobinas, utilizando-se de estampos
de corte separados em linha. É mais conhecida pelas suas termoformadoras de poliestireno espumado e chapas
sólidas finas.
OMV produz extrusoras e termoformadoras em linha, inclusive moldes e sistemas de manipulação do produto
acabado. É mais conhecida pelos seus moldes cortantes e sistemas de processamento de polipropileno.
Joint Venture
Irwin OMV Technology, Inc. deverá desenvolver, produzir, comercializar e prestar serviços para sistemas
completos de extrusão, de termoformagem, moldes e de manipulação de produto acabado, baseados
na associação das tecnologias desenvolvidas e de propriedade da Irwin e da OMV. Produtos futuros
deverão incluir sistemas de termoformagem com chapas mais largas do que as atualmente produzidas por ambas
as empresas. O primeiro produto desenvolvido pela Joint Venture deverá chegar ao mercado no terceiro ou
quarto semestre deste ano.
Irwin e OMV deverão continuar a oferecer ao mercado os produtos até então produzidos por ambas,
porém de forma associada, empenhando-se em promover - combinadamente ou em separado - os produtos já
existentes, bem como, os produtos originados da Joint Venture.
IOT, Irwin Research and Development e OMV nomearam o Eng. Miguel Gross como seu representante exclusivo para o
Brasil, respondendo pela comercialização e suporte técnico das três companhias no território
nacional.
Os interessados em maiores informações poderão visitá-los, durante a BRASILPLAST 2001,
( 05 a 09 de Março), no Pavilhão Italiano, Stand G 50.
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