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NOTAS SINTÉTICAS
APESAR DO SETOR PETROQUÍMICO MUNDIAL DAR INDÍCIOS
de estar em expansão, no Brasil, ainda há incertezas sobre os planos de reestruturação
das indústrias que atuam no pólo petroquímico de Camaçari. Os preços elevados
do petróleo e da nafta continuam pesando na balança, deixando o mercado mais receoso quanto às
possibilidades de sua recuperação.
GRANDE PARTE DA IMPORTAÇÃO DE RESINAS PLÁSTICAS feita pelo Brasil é proveniente da
Argentina. Por exemplo, só no ano passado, foram importadadas mais de 65 mil toneladas de PET argentino,
além do PEBD, PEAD, PVC e PP.
COM O OBJETIVO DE EXPORTAÇÃO, A PETROFLEX, importante fabricante de borracha sintética,
deverá investir mais de R$ 13 milhões na sua fábrica em Cabo de Santo Agostinho (PE), tanto
para a produção de borracha termoplástica (TR) como na ampliação de sua produção
do polibutadieno de alto cis (utilizado em pneus ecológicos).
MAIS NOVIDADES QUANTO AO USO DO MATERIAL PLÁSTICO: nos EUA está sendo pesquisada uma mistura de
plástico com metal de forma a substituir as antenas dos telefones celulares. Até a própria
carcaça plástica ou de silicone pode vir a servir de antena do aparelho celular com a vantagem de
oferecer melhor recepção e menor quantidade de bateria necessária para emissão de sinal
telefônico. Outro ponto central das pesquisas refere-se aos plásticos condutivos que não necessitam
de metal para que haja condução eficiente de energia elétrica.
OUTRA APLICAÇÃO PARA O MATERIAL PLÁSTICO NO BRASIL que apresenta bastante crescimento é
na indústria automobilística. Uma das vantagens do plástico sobre o aço e outros metais
é a sua leveza. Por isso, as montadoras de caminhões estão cada vez mais se interessando pelo
uso de resinas termoplásticas e termofixas em seus veículos, de forma a aumentar a capacidade de
carga e, ao mesmo tempo, estar de acordo com as exigências de proteção ambiental que demanda
maior reciclagem das peças de seus produtos.
A SAISA, SOLUÇÕES AMBIENTAIS INTEGRADAS, EMPREGARÁ MAIS DE US$ 9 MILHÕES para a instalação
de uma usina de incineração de resíduos químicos perigosos e um aterro sanitário
no município de Paracambi (RJ). A escolha desse município é estratégica, pois fica
perto da rodovia Presidente Dutra (que liga os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo), assim como do
porto de Sepetiba, dos pólos industriais de petróleo e gás. As usinas desse tipo, hoje em
dia, permitem a destruição ecologicamente correta dos resíduos produzidos pelas indústrias
A ZONA FRANCA DE MANAUS (AM) ESTÁ ATRAINDO A ATENÇÃO tanto dos fabricantes de resinas como
os do setor de embalagem. Apesar dos problemas logísticos, a Zona Franca apresenta vantagens, tais como,
isenção de importação de matéria prima e, no caso dos filmes de plástico,
e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). O objetivo das indústrias instaladas nesse local é,
certamente, o mercado de outras regiões, pois apesar dos custos do transporte, seus benefícios tributários
são bastante atraentes.
CONTINUANDO A FALAR SOBRE O SETOR DE EMBALAGENS, este foi o que menos sofreu retração no ano de
2001. Segundo dados recentes, a maior produção de embalagens foi a do setor plástico, responsável
por quase 35%. Acredita-se que esse setor deva expandir-se ainda mais em 2002.
O SETOR DE RECICLAGEM DE PLÁSTICOS CONTINUA EM EXPANSÃO. Tanto que a Imacom, um dos líderes
no segmento de extrusão, espera um crescimento de vendas de suas máquinas para recicladores em torno
de 25%, igual ao ano passado. Cabe lembrar que a Imacom possui uma linha de extrusão para a reciclagem de
PET, que foi o primeiro material a alavancar esse setor.
A RESANA, CONTROLADA PELO GRUPO REICHOLD (EUA), adquiriu a Fiber Center, detentora de 8% do mercado de resinas
de poliéster, além da Vianova Resins Ltda, já anexasa há 3 anos. Com isso, a Secretaria
de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça, segundo se informa, resolveu impor restrições
quanto a futuras aquisições dessa empresa, pois, com essas, a Resana concentrou cerca de 30% do mercado
de resinas plásticas destinadas aos setores automotivos e de fabricação de fibras para tubulações,
banheiras, piscinas e outras.
O PÓLO PETROQUÍMICO DE CAPUAVA (SP) CONTINUA A SOFRER frente ao impasse quanto às indefinições
na regulação de saneamento básico. Houve suspensão de um processo de licitação
para a construção de uma estação de tratamento de esgoto para a reutilização
de água para fins industriais. Porém os órgãos responsáveis da área de
saneamento na região não entraram em acordo quanto aos termos da concessão. Com isso, as 11
indústrias instaladas no Pólo de Capuava estão investindo em um projeto que impeça
a escassez de água no futuro, evitando os problemas ocorridos recentemente por falta de abastecimento da
região.
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