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SETOR DE RESINAS TEM DESEMPENHO ATÍPICO
EM 2001
O Sindicato da Indústria de Resinas Sintéticas
no Estado de São Paulo (Siresp) divulgou, dia 07/03, os números do consumo aparente de resinas termoplásticas
em 2001.
O desempenho do setor no ano passado está sendo
considerado atípico, em função da alta dos juros, crise energética, reajustes no preço
da nafta e aumento do IPI (de 5% para 15%), além da queda na massa salarial.
Somados, esses fatores contribuíram para que houvesse uma redução nos estoques ao longo da
cadeia produtiva.
A seguir, publicamos na íntegra, a posição do Siresp sobre o que ocorreu em 2001, bem como
as perspectivas para 2002:
O desempenho do setor de resinas em 2001 foi considerado atípico, em função da retração
no consumo aparente, fato ocorrido pela primeira e única vez na última década, em 1992.
O ano passado foi marcado por fatores adversos ao crescimento da economia mundial. No Brasil, a alta dos juros,
a crise energética e o reajuste no preço da nafta impactaram diretamente nos custos e no capital
de giro das empresas, forçando uma redução nos estoques ao longo da cadeia.
Some-se, a isso, a queda na massa salarial, repercutindo diretamente no consumo de embalagens alimentícias;
a elevação do IPI (de 5% para 15%), o que inibiu o desenvolvimento de novos mercados; e investimentos
em geradores de energia para garantir a continuidade da produção.
Curioso notar que, apesar da retração no consumo das resinas, houve crescimento das exportações
de produtos transformados em 15%, comparado ao ano anterior. Este fator pode ser entendido pelos investimentos
realizados na melhoria tecnológica para produção de resinas e, também, na entrada em
operação de máquinas de transformação mais competitivas e mais modernas. Com
isso, os transformadores estão ofertando mais produtos com menor espessura, o que significa menos resinas.
Cenário para 2002
A conjuntura econômica para 2002 mostra-se positiva por inúmeros fatores, tais como, a evolução
recente do comércio exterior e o espaço existente para a política monetária reduzir
as taxas de juros. Podemos destacar, ainda, como sinais positivos:
- a queda no preço da gasolina, fato inédito na história, que beneficiará diretamente
o consumidor brasileiro.
- a aprovação do salário mínimo para R$ 200, e o conseqüente aumento no consumo
de embalagens alimentícias.
- a recuperação parcial da economia norte-americana.
- o avanço no agronegócio, que, no ano passado foi um dos principais itens na pauta das exportações
brasileiras.
- os investimentos em infra-estrutura e em outros setores que geralmente ocorrem em ano eleitoral.
- O fim do racionamento de energia.
O desafio para este ano é estimular a cadeia produtiva para a retomada dos investimentos. Além disso,
conseguir minimizar os efeitos negativos da questão tributária, fator que impacta negativamente no
desenvolvimento de novos produtos e mercados.
Espera-se também, no cenário internacional, a estabilidade no preço do petróleo e,
conseqüentemente da nafta, além da continuidade da recuperação dos preços internacionais
de resina ainda neste primeiro trimestre.
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